O Corinthians vive mais um capítulo complicado nos bastidores. Segundo o 'ge', o clube paulista acumula uma dívida superior a R$ 300 mil com a empresa que cuida da segurança do atacante Memphis Depay, jogador mais caro do elenco. Os documentos obtidos pelo 'ge' revelam que o valor total em aberto é de R$ 326.509,04, dividido em duas faturas vencidas no fim de junho: uma de R$ 134.794,21 e outra de R$ 191.714,83.
A questão salarial voltou a gerar polêmica no Corinthians nesta semana. Após enfrentar atrasos no pagamento dos salários de julho, o clube quitou as pendências na tarde desta terça-feira (8), embora o vencimento original fosse na segunda-feira (6). A diretoria alvinegra se mobilizou para regularizar os pagamentos junto ao elenco e funcionários. A notícia foi divulgada inicialmente pelo site "Meu Timão".
Essa foi a segunda vez que a gestão atual do Corinthians enfrentou dificuldades para cumprir os prazos salariais. No mês anterior, ainda no início da presidência de Osmar Stábile, o clube atrasou os salários por dois dias e precisou antecipar recursos da Federação Paulista de Futebol (FPF) para efetuar os pagamentos. Além dos salários, o Timão mantém débitos relativos a premiações e luvas com os jogadores, enquanto a diretoria segue em contato com o elenco, que estava de folga nesta terça, para buscar soluções.
O Corinthians tem uma dívida avaliada em R$ 2,5 bilhões. Em abril, as contas de 2024 foram reprovadas pelo Conselho Deliberativo do clube. No dia que Osmar Stábile assumiu o Timão, após o afastamento de Augusto Melo, concedeu uma entrevista coletiva em que chamou a situação das finanças de "terra arrasada".
Recentemente, o clube alvinegro se envolveu em polêmica ao não conseguir pagar uma dívida com Memphis, que, entre bônus e direitos de imagem, somavam R$ 6,1 milhões. O holandês notificou o Corinthians e ameaçou não se reapresentar com o grupo das férias. O Corinthians enfrenta dificuldades para se reorganizar financeiramente. Para lidar com os débitos junto a credores, o clube aderiu ao Regime Centralizado de Execuções (RCE), que estabelece uma espécie de fila para o pagamento das dívidas em até dez anos, evitando bloqueio e penhoras judiciais. Apesar disso, o clube ainda encontra obstáculos para quitar compromissos de curto prazo, especialmente os de natureza tributária.



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