O CORI (Conselho de Orientação) marcou uma reunião no dia 29 de maio para analisar uma suposta proposta da Adidas para o Corinthians. O presidente Augusto Melo e sua diretoria conduzem as negociações com a fornecedora alemã. A notícia foi veiculada pelo 'ge.globo' e confirmada pelo Lance!. Entretanto, mesmo com a data reservada, membros do órgão afirmam que a proposta da Adidas não foi apresentada até o momento, e, além disso, também reclamam sobre a falta de dados sobre o vínculo com a Nike. A empresa norte-americana é fornecedora de materiais esportivos do Corinthians desde 2003. O último contrato, assinado em 2018, durante a gestão de Roberto de Andrade, prevê renovação automática até 2029, a critério exclusivo da Nike. Segundo fontes ouvidas pelo Lance!, internamente, membros do CORI acreditam que o acordo com a Nike precisa ser avaliado para se determinar uma eventual quebra e a troca de fornecedor.
Pesa o longo tempo de parceria com a marca norte-americana, que, na visão de interlocutores, poderia justificar uma renegociação dos termos, em vez de um rompimento definitivo. O contato com a Adidas começou na gestão de Augusto Melo. A situação contesta o serviço da Nike desde que a fornecedora norte-americana passou a ter sua distribuição no Brasil promovida pela FISIA. Entre as reclamações estão a falta de materiais em lojas oficiais do clube. A aprovação do CORI é fundamental para que as negociações com a Adidas avancem. Caso a proposta seja formalmente enviada pelo departamento jurídico do Corinthians, ela será analisada pelo órgão.
Interlocutores, no entanto, descartam avaliar o caso sem que haja especificidades sobre as duas propostas na mesa, o que, segundo eles, poderia servir como uma ‘cortina de fumaça’ em meio à crise política interna do clube alvinegro. A diretoria do Corinthians foi procurada pela reportagem, mas, até o momento, não houve uma manifestação oficial.
A parceria entre Nike e Corinthians começou ainda em 2003, na gestão de Alberto Dualib.
Ao longo de duas décadas, o vínculo foi renovado, a última vez em 2018, sob condução do ex-presidente Roberto de Andrade. O contrato atual prevê uma renovação automática, cláusula criticada pela diretoria por dificultar negociações mais vantajosas. Além disso, a fornecedora norte-americana prevê a possibilidade de rescisão unilateral por parte dela, o que, segundo o Corinthians, pode gerar uma multa considerada abusiva. O clube argumenta que essas cláusulas de renovação automática estão fora dos padrões praticados no mercado.



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