Uma cena simbólica marcou o início do duelo entre Corinthians x América-MG, ocorrido nesta quinta-feira, no Parque São Jorge, e válido pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro Feminino: as atletas se ajoelharam e protestaram contra casos de assédio na modalidade. O Corinthians comunicou que a manifestação teve duas frentes de solidariedade: um caso de assédio ocorrido na primeira rodada do Brasileirão e envolvendo Ariane Falavinia, fisioterapeuta da Ferroviária, e às mais de 200 jogadoras que denunciaram abusos em reportagem exclusiva do ge. Em campo, as "Brabas" passaram por um susto com menos de um minuto, mas confirmaram o favoritismo e golearam de virada o América-MG por 4 a 1, gols de Duda Sampaio, Yayá, Mariza e Tarciane. Foi o segundo resultado positivo em duas rodadas de Brasileirão Feminino. O Corinthians é o único time com 100% de aproveitamento na competição.
A discussão sobre assédio/abuso no futebol feminino ganhou força nesta semana com a reportagem divulgada pelo ge, com levantamento que ouvir 209 jogadoras que atuam no país nas Séries A1, A2 e A3 do Brasileirão Feminino. Mais de 50% das atletas ouvidas admitiram ter sofrido algum tipo de assédio no futebol, seja sexual ou moral. As atletas responderam 18 questões sobre violência e discriminação no esporte, e você pode ver a pesquisa completa aqui.
Homenagem antes do protesto Antes de a bola rolar, as jogadoras do Corinthians entraram no gramado com camisetas em homenagem à diretora Cris Gambaré, que deixou o clube nesta semana para assumir cargo na seleção brasileira feminina.



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