O técnico António Oliveira se diz orgulhoso de dirigir um clube como o Corinthians nessa altura da carreira. O treinador não poupou elogios para as pessoas que o cercam no dia a dia e também falou sobre os duelos que vem travando com Abel Ferreira, comandante do rival Palmeiras, nos últimos anos. "Antes de mais nada é um sentimento de orgulho (dirigir o Corinthians). Quando nós chegamos a um patamar de exigência que se chama Corinthians, faz-me lembrar de como é que eu cheguei até aqui. Portanto, o que se trabalhou, por onde andamos, o conhecimento que fomos adquirindo, trabalhando com pessoas de grande exigência, de grande competência, também humana, e que hoje nos dão a possibilidade de poder ter bagagem para enfrentar estes desafios com enorme confiança e ambição", comentou António para o jornal A Bola, de Portugal.
O técnico do Timão passou três dias na terra natal antes de retornar aos treinos da equipe, nesta terça-feira. O comandante aproveitou para ficar com a família, que não mora no Brasil, e reencontrar amigos. Na mesma entrevista, António falou sobre o principal fator que levou o Corinhians a voltar a vencer partidas, depois de um péssimo começo de Campeonato Paulista. "O elenco do Corinthians é de grande qualidade e para representarem este grande clube, só gente de grande capacidade técnica, tática, mas também profissional e humana, que felizmente tenho ao meu dispor. Queremos resgatar o melhor deles, porque eles não tinham desaprendido. Foi uma questão de resgatar a confiança, e voltar a vê-los jogar bem e a ter prazer por aquilo que fazem. Enquanto treinador satisfaz-me porque é gente de grande caráter, de grande profissionalismo, com vontade enorme de aprender, de crescer e evoluir. Eles têm transportado isso durante a semana, mas depois também nos dias de jogos, e os resultados têm sido satisfatórios. Mas, isto não é como começa, é como termina, e nós queremos terminar bem", disse o treinador de 41 anos.
Nos últimos anos, o futebol brasileiro tem sido atrativo para técnicos portugueses, como Jorge Jesus, Jesualdo Ferreira, Vítor Pereira, Pedro Caixinha e Abel Ferreira, além, claro, de António. O comandante do Timão falou sobre esse reconhecimento que os conterrâneos vêm tendo no Brasil e como é enfrentar alguns deles anualmente. "Tem sido bastante desafiante, fascinante, um orgulho poder enfrentar gente que representa da melhor forma o nosso país e a nossa classe, com profissionalismo, com competência e com títulos. Aconteceu com o Jorge Jesus, com o Abel e até conosco porque ter duas permanências e uma classificação de Sul-Americana pelo Cuiabá, para nós, também é um título. Já somos velhos na praça, digamos assim, eu e o Abel. Portanto, já nos enfrentamos quando eu estava no Athletico-PR, no Cuiabá, e agora também já tivemos a oportunidade de nos enfrentarmos, defendendo o Corinthians. Vamos nos enfrentar mais vezes e é sinal de que o trabalho tem sido bem feito, porque ao final de quatro anos ainda continuamos no mesmo país, sendo reconhecidos profissionalmente e também de forma humana", relatou António.
"O Pedro Caixinha fez, e continua fazendo um excelente trabalho dentro de um projeto que é estável. Fico feliz por ver o sucesso do Pedro e do Abel, mas é sinal de que vamos conseguindo alcançar resultados em uma cultura bastante agressiva. Como eu digo sempre, é muito desafiante, é fascinante, mas ao mesmo tempo é emocionalmente desgastante", finalizou o treinador. António voltou aos trabalhos do Corinthians nesta terça-feira, no período da manhã. O comandante prepara a equipe para o jogo-treino de sexta-feira, diante do Santos, na Vila Belmiro. Oficialmente, o Timão só retornará aos gramados no começo de abril, para a estreia da Copa Sul-Americana. Pelo Corinthians, António possui sete jogos, com cinco vitórias, um empate e uma derrota. No duelo contra o Água Santa, pela última rodada da fase de grupos do Campeonato Paulista, o auxiliar Bruno Lazaroni comandou o Timão, já que Oliveira estava suspenso.



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