9/11/2022 12:36
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Última parada? Como Vítor Pereira sentiu "loucura" de torcida do Corinthians em viagens pelo Brasil
Português pode fazer despedida fora de casa pelo Timão nesta quarta, contra o Coritiba; ao longo do ano, jogou de Norte a Sul e se diz apaixonado: "Faça chuva ou sol, eles vão estar lá"
Pouco depois de sua entrevista coletiva na sala de imprensa da Neo Química Arena, no último sábado, o técnico Vítor Pereira contava empolgado a uma jornalista portuguesa presente em Itaquera sobre os feitos da torcida do Corinthians, em relatos do que acompanhou neste seu primeiro ano no Brasil.
– É impressionante, faça chuva ou faça sol, eles vão estar lá, sempre lotando – afirmou, encantado, refletindo o sentimento da própria jornalista com a torcida alvinegra naquele dia.
Relato que aconteceu minutos depois de Vítor dizer, mais uma vez, que gostaria de ficar no clube brasileiro para a temporada 2023. Não à toa.
Desde fevereiro, Vítor rodou o Brasil para levar o clube ao vice-campeonato na Copa do Brasil, brigar nas posições mais altas do Brasileirão e recolocar o time numa fase quartas de final de Libertadores após uma década. Em troca, recebeu afeto, carinho e admiração por onde passou.
Foram sete estados visitados no Brasil, além de outros três países da América do Sul. A cada viagem, o técnico foi guardando em sua memória fragmentos do que é "ser" Corinthians, para chegar ao penúltimo jogo de 2022 com a cabeça dividida entre clube e família.
Nesta quarta-feira, às 19h (de Brasília), Vítor pode estar pela penúltima vez à frente do banco de reservas alvinegro, contra o Coritiba, no Couto Pereira, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro. Pode, também, fazer seu último jogo pelo Timão fora de casa e colocar um fim na maratona de viagens do calendário de futebol nacional. O Premiere transmite o jogo.
A tour de VP
Em São Paulo, o português conheceu outras sete cidades, além da capital: Santo André, Itu, Ribeirão Preto, Novo Horizonte, Santos, Barueri e Bragança Paulista. Passou, também por outros três países: Bolívia, Colômbia e Argentina, com direito a dois jogos na Bombonera contra o Boca Juniors.
Mas foi no Sudeste mesmo que acabou vivendo seus momentos mais intensos: foram seis idas ao Rio de Janeiro. Três pelo Brasileirão (Botafogo, Flamengo e Fluminense), uma pela Libertadores (Fla) e duas pela Copa do Brasil, a última delas mais forte e dolorida: a de 19 de outubro, quando acabou perdendo, nos pênaltis, a Copa do Brasil para o Rubro-negro.
Foram dias de loucura antes de viver no Maracanã a grande final da Copa do Brasil. Festa na saída, ainda na porta do CT Joaquim Grava, em Guarulhos, e até pedidos de ingressos de torcedores, por mensagens em seu celular, no próprio dia do jogo mais importante do ano.
Vítor Pereira de Norte a Sul do Brasil:
Rio de Janeiro (seis vezes);
Goiânia (quatro vezes, com um jogo adiado);
Curitiba e Londrina (três vezes no Paraná);
Porto Alegre e Caxias do Sul (duas vezes no Rio Grande do Sul);
Fortaleza (duas vezes);
Belo Horizonte (duas vezes);
Cuiabá (uma vez);
Florianópolis (uma vez).
O carinho da torcida
Ao longo da temporada, não foram poucas as manifestações públicas do treinador sobre a Fiel. Carinho que se refletiu também no corpo a corpo.
Como quando, por exemplo, dedicou bons minutos a brincar e conversar com um garotinho no saguão do hotel em Goiânia, após o clube ter tido o jogo contra o Goiás suspenso por imbróglio envolvendo a presença dos corintianos no estádio. Ou ainda quando o elenco voltou aplaudido para o hotel no Rio de Janeiro, após perder a Copa do Brasil para o Flamengo.
Assim como no último sábado, na vitória sobre o Ceará, quando, após o apito final, a primeira coisa que fez foi se voltar para a torcida do setor Oeste e comemorar como se fosse o jogo do campeonato, levando os presentes à loucura. Conexão forte.
Depois da derrota na final, Vítor chegou a dizer que sua maior tristeza era justamente não ter feito feliz uma torcida cuja grande parcela tem origem e condição de vida humildes, sendo o Corinthians fonte de alegria e felicidade.
– Há muito tempo que ando a dizer que por todos os lados onde passei, nunca senti uma ligação tão forte de uma torcida com um clube. O que sinto claramente é que o corintiano é apaixonado pelo clube. Às vezes, ando pela rua e o corintiano diz que o clube está na frente da mulher, da família, de toda a gente – chegou a comentar Vítor.
Em outro momento, ao dizer que não estava no Corinthians pelo salário e fazer uma ironia perguntando se o jornalista "sabia quanto dinheiro ele tinha no banco", sentiu a desconexão com o povo e, dias depois, pediu desculpas pela forma como falou.
– Vim para o Corinthians por paixão e estou de corpo e alma no Corinthians e a perceber claramente o sentido de vida destes corintianos, desta gente do povo, que trabalha, que sofre e que, muitas vezes, para ir ao estádio gasta o dinheiro que não tem – disse, ao jornal "A Bola".
O treinador chegou ao clube por insistência do presidente Duilio Monteiro Alves, como bem gosta de dizer, e pelas demonstrações de afeto à distância que recebeu da torcida. Pode acabar saindo mesmo querendo ficar, mas com memórias inesquecíveis de um ano intenso.
Ainda sem definir seu futuro, Vítor deve comunicar sua decisão ao presidente apenas após o fim do Brasileirão. O último jogo será neste sábado, contra o Atlético-MG, na Neo Química Arena. Depois, ainda deve ganhar mais alguns dias para curtir férias com a família antes da conversa decisiva sobre a sua permanência.
– É impressionante, faça chuva ou faça sol, eles vão estar lá, sempre lotando – afirmou, encantado, refletindo o sentimento da própria jornalista com a torcida alvinegra naquele dia.
Relato que aconteceu minutos depois de Vítor dizer, mais uma vez, que gostaria de ficar no clube brasileiro para a temporada 2023. Não à toa.
Desde fevereiro, Vítor rodou o Brasil para levar o clube ao vice-campeonato na Copa do Brasil, brigar nas posições mais altas do Brasileirão e recolocar o time numa fase quartas de final de Libertadores após uma década. Em troca, recebeu afeto, carinho e admiração por onde passou.
Foram sete estados visitados no Brasil, além de outros três países da América do Sul. A cada viagem, o técnico foi guardando em sua memória fragmentos do que é "ser" Corinthians, para chegar ao penúltimo jogo de 2022 com a cabeça dividida entre clube e família.
Nesta quarta-feira, às 19h (de Brasília), Vítor pode estar pela penúltima vez à frente do banco de reservas alvinegro, contra o Coritiba, no Couto Pereira, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro. Pode, também, fazer seu último jogo pelo Timão fora de casa e colocar um fim na maratona de viagens do calendário de futebol nacional. O Premiere transmite o jogo.
A tour de VP
Em São Paulo, o português conheceu outras sete cidades, além da capital: Santo André, Itu, Ribeirão Preto, Novo Horizonte, Santos, Barueri e Bragança Paulista. Passou, também por outros três países: Bolívia, Colômbia e Argentina, com direito a dois jogos na Bombonera contra o Boca Juniors.
Mas foi no Sudeste mesmo que acabou vivendo seus momentos mais intensos: foram seis idas ao Rio de Janeiro. Três pelo Brasileirão (Botafogo, Flamengo e Fluminense), uma pela Libertadores (Fla) e duas pela Copa do Brasil, a última delas mais forte e dolorida: a de 19 de outubro, quando acabou perdendo, nos pênaltis, a Copa do Brasil para o Rubro-negro.
Foram dias de loucura antes de viver no Maracanã a grande final da Copa do Brasil. Festa na saída, ainda na porta do CT Joaquim Grava, em Guarulhos, e até pedidos de ingressos de torcedores, por mensagens em seu celular, no próprio dia do jogo mais importante do ano.
Vítor Pereira de Norte a Sul do Brasil:
Rio de Janeiro (seis vezes);
Goiânia (quatro vezes, com um jogo adiado);
Curitiba e Londrina (três vezes no Paraná);
Porto Alegre e Caxias do Sul (duas vezes no Rio Grande do Sul);
Fortaleza (duas vezes);
Belo Horizonte (duas vezes);
Cuiabá (uma vez);
Florianópolis (uma vez).
O carinho da torcida
Ao longo da temporada, não foram poucas as manifestações públicas do treinador sobre a Fiel. Carinho que se refletiu também no corpo a corpo.
Como quando, por exemplo, dedicou bons minutos a brincar e conversar com um garotinho no saguão do hotel em Goiânia, após o clube ter tido o jogo contra o Goiás suspenso por imbróglio envolvendo a presença dos corintianos no estádio. Ou ainda quando o elenco voltou aplaudido para o hotel no Rio de Janeiro, após perder a Copa do Brasil para o Flamengo.
Assim como no último sábado, na vitória sobre o Ceará, quando, após o apito final, a primeira coisa que fez foi se voltar para a torcida do setor Oeste e comemorar como se fosse o jogo do campeonato, levando os presentes à loucura. Conexão forte.
Depois da derrota na final, Vítor chegou a dizer que sua maior tristeza era justamente não ter feito feliz uma torcida cuja grande parcela tem origem e condição de vida humildes, sendo o Corinthians fonte de alegria e felicidade.
– Há muito tempo que ando a dizer que por todos os lados onde passei, nunca senti uma ligação tão forte de uma torcida com um clube. O que sinto claramente é que o corintiano é apaixonado pelo clube. Às vezes, ando pela rua e o corintiano diz que o clube está na frente da mulher, da família, de toda a gente – chegou a comentar Vítor.
Em outro momento, ao dizer que não estava no Corinthians pelo salário e fazer uma ironia perguntando se o jornalista "sabia quanto dinheiro ele tinha no banco", sentiu a desconexão com o povo e, dias depois, pediu desculpas pela forma como falou.
– Vim para o Corinthians por paixão e estou de corpo e alma no Corinthians e a perceber claramente o sentido de vida destes corintianos, desta gente do povo, que trabalha, que sofre e que, muitas vezes, para ir ao estádio gasta o dinheiro que não tem – disse, ao jornal "A Bola".
O treinador chegou ao clube por insistência do presidente Duilio Monteiro Alves, como bem gosta de dizer, e pelas demonstrações de afeto à distância que recebeu da torcida. Pode acabar saindo mesmo querendo ficar, mas com memórias inesquecíveis de um ano intenso.
Ainda sem definir seu futuro, Vítor deve comunicar sua decisão ao presidente apenas após o fim do Brasileirão. O último jogo será neste sábado, contra o Atlético-MG, na Neo Química Arena. Depois, ainda deve ganhar mais alguns dias para curtir férias com a família antes da conversa decisiva sobre a sua permanência.
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Postado por Ivan Marino Iannace - 1290 visitas - Fonte: https://ge.globo.com/
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