29/6/2022 12:45
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OPINIÃO: Timão fez muito com pouco diante do Boca Juniors
Atuação do desfalcado Corinthians ficou marcada pela superação
É impossível analisar desempenho e resultado do Corinthians sem passar pela brutal lista de problemas do time. Então, diante das circunstâncias, que foram se tornando piores conforme o jogo transcorria, é justo dizer que o time de Vitor Pereira fez muito com pouco. Claro que não foi brilhante, talvez nem pudesse, mas foi melhor equipe que um Boca Juniors melhorado em relação à fase de grupos, teve um pênalti e ao menos outras duas ótimas chances. O 0 a 0 de Itaquera, que leva a decisão para Buenos Aires, claramente não é o resultado dos sonhos do torcedor. Mas a atuação corintiana foi marcada pela superação de dificuldades.
Curioso como, diante da insanidade do calendário brasileiro, Vítor Pereira passou boa parte do período que tem à frente do Corinthians dosando os minutos de seus jogadores. E foi talvez no jogo mais importante do ano que se viu mais limitado em alternativas. Maycon, Cantillo, Du Queiroz, Renato Augusto, Paulinho... A lista era farta. Quase sem opção de meio-campistas, Vítor Pereira reforçou a linha defensiva e tentou ocupar o centro do campo: Fágner era, na prática, um zagueiro, enquanto Mantuan fechava uma linha de cinco defensores quando a equipe não tinha a bola. Mais à frente, Adson ficava mais à direita, Roni e Giuliano se colocavam à frente da zaga e Willian ocupava o lado esquerdo.
A ideia parecia ser, ainda, preservar características dos jogadores e ter um time capaz de agredir. Com a bola, o time era móvel, com Willian buscando o centro do campo para auxiliar na construção, mesmo papel que Róger Guedes fazia em determinados instantes, partindo do centro do ataque. Mas as melhores tramas aconteciam pela direita, com a alternância entre Mantuan e Adson: quando um se colocava mais aberto, o outro tentava infiltrar por um corredor mais central.
O Corinthians teve alguma dificuldade com a movimentação de Benedetto no início, sofrendo um pouco com o espaço entre seus meias e seus zagueiros. O centroavante teve boa chance de cabeça, teria outra já nos acréscimos da primeira etapa, mas o fato é que, aos poucos, o time de Vítor Pereira teve mais controle das ações. Não era um jogo de oportunidades claras, mas sim uma partida fechada, de pouco espaço. E a falta de alguns de seus meias mais técnicos, de melhor passe, minava o jogo corintiano. O meio-campo dos donos da casa conseguia limitar as tramas do Boca, gerava mais volume, mas não era essencialmente criativo. Quase tudo o que o time construía acontecia pelos lados do campo: num lance individual, Adson assustou Rossi; antes do intervalo, Rojo, num lance tolo, cometeu o pênalti que Róger Guedes perdeu.
Se Adson funcionava muito bem pela direita, é preciso também falar sobre o jogo de Willian. Até o ombro tirá-lo do jogo nos minutos finais, desdobrou-se entre jogadas de fundo pela esquerda e a movimentação para o centro, tentando suprir a dificuldade criativa da equipe. No melhor lance dele, Giuliano teve outra grande chance de abrir o placar, já no início da segunda etapa. A contusão de Willian, aliás, foi o segundo trauma que se somou à lista de problemas de Vítor Pereira. Fágner sequer voltou do intervalo após sentir problema na coxa. Pereira, que aparentemente terá que lidar com mais dois problemas, colocou Bruno Mendez e, mais tarde, quando o fôlego de Adson terminou, lançou João Pedro. O lado direito, que funcionava bem, terminou o jogo bem mexido. Não era fácil a vida corintiana.
Exigir um Corinthians brilhante, que acumulasse oportunidades de gol, parecia fora da realidade. Nas condições em que chegou a este mata-mata, o time fez o possível. Faltou concluir as chances que criou.
Corinthians, 2022, Libertadores, Vítor Pereira
Curioso como, diante da insanidade do calendário brasileiro, Vítor Pereira passou boa parte do período que tem à frente do Corinthians dosando os minutos de seus jogadores. E foi talvez no jogo mais importante do ano que se viu mais limitado em alternativas. Maycon, Cantillo, Du Queiroz, Renato Augusto, Paulinho... A lista era farta. Quase sem opção de meio-campistas, Vítor Pereira reforçou a linha defensiva e tentou ocupar o centro do campo: Fágner era, na prática, um zagueiro, enquanto Mantuan fechava uma linha de cinco defensores quando a equipe não tinha a bola. Mais à frente, Adson ficava mais à direita, Roni e Giuliano se colocavam à frente da zaga e Willian ocupava o lado esquerdo.
A ideia parecia ser, ainda, preservar características dos jogadores e ter um time capaz de agredir. Com a bola, o time era móvel, com Willian buscando o centro do campo para auxiliar na construção, mesmo papel que Róger Guedes fazia em determinados instantes, partindo do centro do ataque. Mas as melhores tramas aconteciam pela direita, com a alternância entre Mantuan e Adson: quando um se colocava mais aberto, o outro tentava infiltrar por um corredor mais central.
O Corinthians teve alguma dificuldade com a movimentação de Benedetto no início, sofrendo um pouco com o espaço entre seus meias e seus zagueiros. O centroavante teve boa chance de cabeça, teria outra já nos acréscimos da primeira etapa, mas o fato é que, aos poucos, o time de Vítor Pereira teve mais controle das ações. Não era um jogo de oportunidades claras, mas sim uma partida fechada, de pouco espaço. E a falta de alguns de seus meias mais técnicos, de melhor passe, minava o jogo corintiano. O meio-campo dos donos da casa conseguia limitar as tramas do Boca, gerava mais volume, mas não era essencialmente criativo. Quase tudo o que o time construía acontecia pelos lados do campo: num lance individual, Adson assustou Rossi; antes do intervalo, Rojo, num lance tolo, cometeu o pênalti que Róger Guedes perdeu.
Se Adson funcionava muito bem pela direita, é preciso também falar sobre o jogo de Willian. Até o ombro tirá-lo do jogo nos minutos finais, desdobrou-se entre jogadas de fundo pela esquerda e a movimentação para o centro, tentando suprir a dificuldade criativa da equipe. No melhor lance dele, Giuliano teve outra grande chance de abrir o placar, já no início da segunda etapa. A contusão de Willian, aliás, foi o segundo trauma que se somou à lista de problemas de Vítor Pereira. Fágner sequer voltou do intervalo após sentir problema na coxa. Pereira, que aparentemente terá que lidar com mais dois problemas, colocou Bruno Mendez e, mais tarde, quando o fôlego de Adson terminou, lançou João Pedro. O lado direito, que funcionava bem, terminou o jogo bem mexido. Não era fácil a vida corintiana.
Exigir um Corinthians brilhante, que acumulasse oportunidades de gol, parecia fora da realidade. Nas condições em que chegou a este mata-mata, o time fez o possível. Faltou concluir as chances que criou.
Corinthians, 2022, Libertadores, Vítor Pereira
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Postado por Miguel - 3402 visitas - Fonte: globoesporte.com / man
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