14/3/2022 12:16
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Roberto de Andrade admite conversa com Jorge Jesus ainda com Sylvinho no cargo e diz o que ouviu
Em entrevista à TV Gazeta, Roberto de Andrade, diretor de futebol do Corinthians, confirmou que conversou com Jorge Jesus no fim de 2021, ainda com Sylvinho no cargo de treinador
Durante a procura do Corinthians por um novo técnico, em nenhum momento treinadores brasileiros foram especulados para o cargo. Mesmo assim, a diretoria do Timão entende que o mais importante é a capacidade de cada um, e não necessariamente sua nacionalidade. O português Vítor Pereira, por exemplo, despertou uma boa sensação na cúpula alvinegra, “alguma coisa de diferente”.
Essas informações foram reveladas pelo diretor de futebol do clube, Roberto de Andrade, em entrevista à TV Gazeta.
“Não vejo problema nenhum nos treinadores do Brasil, nada contra ninguém. Se você for olhar hoje os treinadores disponíveis no mercado, alguns já trabalharam aqui, a gente conhece, pode gostar ou não, cada um faz uma análise. Foi isso, não é que a gente não pensa em treinador brasileiro, você faz comparações, independentemente da nacionalidade. Pode ser português, alemão, brasileiro…”, disse.
O dirigente alvinegro exaltou o português Vítor Pereira, que veio cercado de muita expectativa.
“Mas o fato é que a gente acaba enxergando em um treinador estrangeiro, no caso o Vítor Pereira, alguma coisa de diferente, que nos tocou, com o trabalho, metodologia, a forma de jogar, que nos trouxe bastante esperança de ter um time vencedor”, complementou.
Para Roberto, o público costuma ter mais paciência com treinadores estrangeiros em relação aos brasileiros. O dirigente citou Jorge Jesus como exemplo e argumentou que muitas vezes os técnicos daqui já 'chegam com desgaste'.
“Você vai analisar a capacidade individual de cada um e você faz análise, os que já passaram por aqui a gente já sabe como são e acho, na minha opinião, os treinadores estrangeiros, o que a gente está vendo no Brasil, as pessoas têm um pouco mais de paciência, vamos dizer assim, um entendimento bem parecido com o que a gente viu no Rio de Janeiro. Se a gente for lembrar, o Jorge Jesus também passou apertado lá, quase não se classificou para a Libertadores”.
“A paciência é um pouco maior se trouxer um treinador estrangeiro. O (técnico) brasileiro todo mundo já conhece o currículo dele, já vem com o desgaste. Mas o mais importante de tudo é o currículo pessoal de cada um e a competência. No Brasil tem treinadores competentíssimos, não tenho problema nenhum em relação a isso, mas também vale a pena experimentar o novo. Não há problema nenhum em treinamento diferente, metodologia diferente, que a gente tem visto todos os dias, isso acho legal”, finalizou.
Veja outros assuntos abordados por Roberto de Andrade durante a conversa:
Jorge Jesus
“Nós conversamos (com o Jorge Jesus). Por coincidência alguém falou que estava disponível. Conversa não tem problema nenhum, até porque fomos muito honestos com o Sylvinho, falamos que conversamos com o treinador, numa boa. (Reagiu) Normal, quem vive no futebol, sabe que essas coisas podem acontecer em qualquer momento do seu trabalho. Não deu sequência. ‘Não posso ir, não quero ir’. Foi em dezembro ou janeiro. A gente pensava em mudar (o comando técnico) se fosse com um treinador que teve o sucesso que ele teve. Aí começou o Campeonato (Paulista), voltou aquela pressão (sobre o Sylvinho), e aí formalizamos o convite”.
Jorge Jesus em partida do Benfica Gualter Fatia/Getty Images
Sylvinho
“Na verdade, o Sylvinho sofria uma pressão gigantesca de imprensa, de torcida, de todos, e a gente, na nossa avaliação interna, sabia que o trabalho estava sendo bem-feito. O grupo de atletas aderiu muito ao trabalho do Sylvinho, as coisas estavam funcionando. Com o treinador, você precisa de um tempo maior para que ele coloque todas as suas ideias. Naquele momento, no fim do campeonato, que, repito, nós tínhamos alcançado os nossos objetivos, que era a classificação para a Libertadores, a gente entendia, naquele momento, que poderíamos dar uma sequência no ano de 2022 e que por conta dessa classificação, o bom ambiente que tínhamos aqui e o respeito dos atletas com ele, que as coisas poderiam mudar nesse sentido, dessa pressão gigantesca que vinha para cima dele. De fato, isso não ocorreu e a gente achou que essa pressão toda poderia trazer um déficit para o clube, para o elenco, os jogos, tudo. A pressão em cima de uma pessoa só não é fácil, isso acaba atrapalhando seu dia a dia, sua vida, sua família, enfim, ele estava muito incomodado com tudo isso, e nós resolvemos fazer a mudança.
(Após o clássico) Ele estava muito abalado pelo resultado, pela torcida, todo aquele momento, mexe com qualquer um. Nós conversamos e ele entendeu de imediato. Um ser humano aturar um negócio daquele não é brincadeira, tem que ter uma estrutura que nem todos têm, não é fácil, é uma situação muito delicada. Ele entendeu e, pensando no clube, era melhor que a gente mudasse os rumos.
Não é questão de não ter pressão em cima de jogador. Naquele momento, se a gente for lembrar um pouco, a torcida começou a fazer manifestação logo no início do mandato do Duílio e fazendo enterro de todos nós, e essa pressão veio vindo, depois se tornou mais em cima de mim, mais em cima do Alessandro, e o Sylvinho acabou ficando com a pressão maior por ser treinador e por muitas vezes não conseguirmos alcançar nossos objetivos dentro de campo, e o negócio foi afunilando que não tinha mais como sustentar”.
Tite
“Hoje nós temos um treinador que, se Deus quiser, vai ter sucesso aqui conosco e 2023 está logo ali também, hoje em dia não dá para falar nada, a gente não sabe. Vamos aguardar”.
Essas informações foram reveladas pelo diretor de futebol do clube, Roberto de Andrade, em entrevista à TV Gazeta.
“Não vejo problema nenhum nos treinadores do Brasil, nada contra ninguém. Se você for olhar hoje os treinadores disponíveis no mercado, alguns já trabalharam aqui, a gente conhece, pode gostar ou não, cada um faz uma análise. Foi isso, não é que a gente não pensa em treinador brasileiro, você faz comparações, independentemente da nacionalidade. Pode ser português, alemão, brasileiro…”, disse.
O dirigente alvinegro exaltou o português Vítor Pereira, que veio cercado de muita expectativa.
“Mas o fato é que a gente acaba enxergando em um treinador estrangeiro, no caso o Vítor Pereira, alguma coisa de diferente, que nos tocou, com o trabalho, metodologia, a forma de jogar, que nos trouxe bastante esperança de ter um time vencedor”, complementou.
Para Roberto, o público costuma ter mais paciência com treinadores estrangeiros em relação aos brasileiros. O dirigente citou Jorge Jesus como exemplo e argumentou que muitas vezes os técnicos daqui já 'chegam com desgaste'.
“Você vai analisar a capacidade individual de cada um e você faz análise, os que já passaram por aqui a gente já sabe como são e acho, na minha opinião, os treinadores estrangeiros, o que a gente está vendo no Brasil, as pessoas têm um pouco mais de paciência, vamos dizer assim, um entendimento bem parecido com o que a gente viu no Rio de Janeiro. Se a gente for lembrar, o Jorge Jesus também passou apertado lá, quase não se classificou para a Libertadores”.
“A paciência é um pouco maior se trouxer um treinador estrangeiro. O (técnico) brasileiro todo mundo já conhece o currículo dele, já vem com o desgaste. Mas o mais importante de tudo é o currículo pessoal de cada um e a competência. No Brasil tem treinadores competentíssimos, não tenho problema nenhum em relação a isso, mas também vale a pena experimentar o novo. Não há problema nenhum em treinamento diferente, metodologia diferente, que a gente tem visto todos os dias, isso acho legal”, finalizou.
Veja outros assuntos abordados por Roberto de Andrade durante a conversa:
Jorge Jesus
“Nós conversamos (com o Jorge Jesus). Por coincidência alguém falou que estava disponível. Conversa não tem problema nenhum, até porque fomos muito honestos com o Sylvinho, falamos que conversamos com o treinador, numa boa. (Reagiu) Normal, quem vive no futebol, sabe que essas coisas podem acontecer em qualquer momento do seu trabalho. Não deu sequência. ‘Não posso ir, não quero ir’. Foi em dezembro ou janeiro. A gente pensava em mudar (o comando técnico) se fosse com um treinador que teve o sucesso que ele teve. Aí começou o Campeonato (Paulista), voltou aquela pressão (sobre o Sylvinho), e aí formalizamos o convite”.
Jorge Jesus em partida do Benfica Gualter Fatia/Getty Images
Sylvinho
“Na verdade, o Sylvinho sofria uma pressão gigantesca de imprensa, de torcida, de todos, e a gente, na nossa avaliação interna, sabia que o trabalho estava sendo bem-feito. O grupo de atletas aderiu muito ao trabalho do Sylvinho, as coisas estavam funcionando. Com o treinador, você precisa de um tempo maior para que ele coloque todas as suas ideias. Naquele momento, no fim do campeonato, que, repito, nós tínhamos alcançado os nossos objetivos, que era a classificação para a Libertadores, a gente entendia, naquele momento, que poderíamos dar uma sequência no ano de 2022 e que por conta dessa classificação, o bom ambiente que tínhamos aqui e o respeito dos atletas com ele, que as coisas poderiam mudar nesse sentido, dessa pressão gigantesca que vinha para cima dele. De fato, isso não ocorreu e a gente achou que essa pressão toda poderia trazer um déficit para o clube, para o elenco, os jogos, tudo. A pressão em cima de uma pessoa só não é fácil, isso acaba atrapalhando seu dia a dia, sua vida, sua família, enfim, ele estava muito incomodado com tudo isso, e nós resolvemos fazer a mudança.
(Após o clássico) Ele estava muito abalado pelo resultado, pela torcida, todo aquele momento, mexe com qualquer um. Nós conversamos e ele entendeu de imediato. Um ser humano aturar um negócio daquele não é brincadeira, tem que ter uma estrutura que nem todos têm, não é fácil, é uma situação muito delicada. Ele entendeu e, pensando no clube, era melhor que a gente mudasse os rumos.
Não é questão de não ter pressão em cima de jogador. Naquele momento, se a gente for lembrar um pouco, a torcida começou a fazer manifestação logo no início do mandato do Duílio e fazendo enterro de todos nós, e essa pressão veio vindo, depois se tornou mais em cima de mim, mais em cima do Alessandro, e o Sylvinho acabou ficando com a pressão maior por ser treinador e por muitas vezes não conseguirmos alcançar nossos objetivos dentro de campo, e o negócio foi afunilando que não tinha mais como sustentar”.
Tite
“Hoje nós temos um treinador que, se Deus quiser, vai ter sucesso aqui conosco e 2023 está logo ali também, hoje em dia não dá para falar nada, a gente não sabe. Vamos aguardar”.
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Postado por angeli - 4812 visitas - Fonte: ESPN
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