31/10/2021 12:26
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"Maracanã não é nada perto do cemitério", ex-Corinthians, Amaral relembra tempos de coveiro
Poucos jogadores colecionaram tantas aventuras dentro e fora dos gramados como o ex-volante Amaral. Dos tempos em que trabalhou como coveiro até a desavença com Luxemburgo, já como atleta profissional, o ex-Palmeiras, Corinthians e Vasco é um manancial de boas histórias e títulos. Em conversa exclusiva com o LANCE!, ele falou sobre o período em que foi funcionário de uma funerária, histórias ligadas ao Dia das Bruxas (Halloween) e sua relação com o futebol.
Antes de iniciar sua carreira nos gramados, Amaral foi responsável pela jardinagem de um cemitério. Ele também era incumbido de arrumar, maquiar e vestir os defuntos. Quando despontou no Palmeiras, esse passado veio à tona e o atleta ganhou o apelido de "Coveiro".
Perguntado sobre qual gramado mais tremeu na vida, o do cemitério ou o do Maracanã em um clássico, o ex-volante não hesitou em admitir que sentia medo no trabalho em funerária e compartilhou uma história peculiar.
"Foi no cemitério, porque eu nunca tinha entrado em um cemitério de grama. Uma vez, eu estava andando lá e tinha um concreto. Acabei tropeçando e cai dentro da cova. Ai eu tremi, porque ninguém tinha me empurrado, então como isso poderia ter acontecido. O Maracanã não é nada perto do cemitério", confessou.
No espírito do Dia das Bruxas e Dia dos Mortos, Amaral relatou uma brincadeira que fazia no Halloween quando era mais novo: "Quando eu era moleque, em Capivari, e era dia de Halloween, a gente roubava abóboras. Algumas pessoas tinham condição financeira muito grande na minha cidade, elas enfeitavam e colocavam as abóboras na porta da casa. A gente pegava e levava para casa. Aí a minha mãe perguntava 'Como você trouxe essa abóbora parecendo uma caveira?', e eu falava que era uma abóbora moderna. E depois a gente fazia doce de abóbora com ela".
Pouco antes de sua aposentadoria, surgiu uma história de que ele abriria um "Cemitério dos Craques". O ex-atleta ressaltou que se tratava apenas de uma brincadeira e nunca se importou com o que faria após pendurar as chuteiras, o que só ocorreu em abril de 2015, quando deixou o Capivariano, time de sua cidade natal.
"Isso foi uma brincadeira que todos os jogadores que morressem seriam enterrados no meu cemitério. Seria o "Cemitério da Bola". que teria uma trave e um vestiário. Quem quisesse ficar no vestiário, ficava lá, e quem quisesse ir pro gramado, ia ficar lá (risos). Mas foi uma brincadeira, e na época, eu nunca tinha pensado "o que fazer quando eu parar?". Eu deixo a vida me levar", admitiu.
Dentro de campo, Amaral era um jogador que não se deixava intimidar. O ex-volante brincou e disse ser o jogador mais assustador que já viu, mas falou sério sobre os dois jogadores mais difíceis que já enfrentou. "Eu era um cara muito manso, mais tranquilo. A pessoa mais difícil que eu já tive que marcar não foi o Romário, por causa daquele elástico, e sim o Dener, da Portuguesa, e o Zidane, mas quem já trabalhou na funerária não vai ter medo de gente viva".
Ele também abriu o jogo e falou que jamais sentiu medo de nenhuma torcida, revelando um de seus adversários mais incômodos.
"Eu nunca tive medo de qualquer torcida ou torcedor, pois nunca desrespeitei ninguém. Mas um time difícil de jogar, era o Boca Juniors, porque a torcida fica muito próxima do campo. Mas não dava medo, e sim uma pressão. Quando eu comecei a jogar futebol, pela dificuldade que eu passei na minha vida, acho que Deus foi me lapidando. De você passar fome, não ter o que comer, e isso foi um alicerce, para quando eu chegasse no Rio de Janeiro, jogar com 60, 70 mil pessoas, não tremesse", disse Amaral.
Na visão dele, não é possível apontar uma torcida no Brasil que deixe de incentivar, cantar e apoiar os jogadores e o time. Ele ainda ressaltou a força da torcida em países como Turquia e Indonésia.
"Acho que hoje todas as torcidas gritam e tem o seu momento eufórico. Não posso dizer que determinada torcida é "morta". Na Turquia por exemplo, é impressionante como eles são fanáticos por futebol. Joguei na Indonésia e a torcida lá é piada, muita pressão. Todo jogo era 40 mil pessoas, e as pessoas não falam do futebol indonésio", afirmou o ex-jogador.
E se tem atleta que treme em jogo grande, Amaral não se encaixa nesse perfil. Para um jogador que já esteve nos dois lados do Dérbi paulista entre Palmeiras e Corinthians, clássico com a torcida empurrando é a melhor ocasião para jogar bola.
"Eu gostava de jogo grande. Quando estava no Palmeiras, gostava de jogar contra o Corinthians, e o mesmo quando joguei no Corinthians. Eu gosto de torcida, de gritar. Quanto mais gritavam, mais eu corria, independente do lugar", finalizou Amaral.
#corinthians #timao #alvinegro #amaral #excorinthians
Antes de iniciar sua carreira nos gramados, Amaral foi responsável pela jardinagem de um cemitério. Ele também era incumbido de arrumar, maquiar e vestir os defuntos. Quando despontou no Palmeiras, esse passado veio à tona e o atleta ganhou o apelido de "Coveiro".
Perguntado sobre qual gramado mais tremeu na vida, o do cemitério ou o do Maracanã em um clássico, o ex-volante não hesitou em admitir que sentia medo no trabalho em funerária e compartilhou uma história peculiar.
"Foi no cemitério, porque eu nunca tinha entrado em um cemitério de grama. Uma vez, eu estava andando lá e tinha um concreto. Acabei tropeçando e cai dentro da cova. Ai eu tremi, porque ninguém tinha me empurrado, então como isso poderia ter acontecido. O Maracanã não é nada perto do cemitério", confessou.
No espírito do Dia das Bruxas e Dia dos Mortos, Amaral relatou uma brincadeira que fazia no Halloween quando era mais novo: "Quando eu era moleque, em Capivari, e era dia de Halloween, a gente roubava abóboras. Algumas pessoas tinham condição financeira muito grande na minha cidade, elas enfeitavam e colocavam as abóboras na porta da casa. A gente pegava e levava para casa. Aí a minha mãe perguntava 'Como você trouxe essa abóbora parecendo uma caveira?', e eu falava que era uma abóbora moderna. E depois a gente fazia doce de abóbora com ela".
Pouco antes de sua aposentadoria, surgiu uma história de que ele abriria um "Cemitério dos Craques". O ex-atleta ressaltou que se tratava apenas de uma brincadeira e nunca se importou com o que faria após pendurar as chuteiras, o que só ocorreu em abril de 2015, quando deixou o Capivariano, time de sua cidade natal.
"Isso foi uma brincadeira que todos os jogadores que morressem seriam enterrados no meu cemitério. Seria o "Cemitério da Bola". que teria uma trave e um vestiário. Quem quisesse ficar no vestiário, ficava lá, e quem quisesse ir pro gramado, ia ficar lá (risos). Mas foi uma brincadeira, e na época, eu nunca tinha pensado "o que fazer quando eu parar?". Eu deixo a vida me levar", admitiu.
Dentro de campo, Amaral era um jogador que não se deixava intimidar. O ex-volante brincou e disse ser o jogador mais assustador que já viu, mas falou sério sobre os dois jogadores mais difíceis que já enfrentou. "Eu era um cara muito manso, mais tranquilo. A pessoa mais difícil que eu já tive que marcar não foi o Romário, por causa daquele elástico, e sim o Dener, da Portuguesa, e o Zidane, mas quem já trabalhou na funerária não vai ter medo de gente viva".
Ele também abriu o jogo e falou que jamais sentiu medo de nenhuma torcida, revelando um de seus adversários mais incômodos.
"Eu nunca tive medo de qualquer torcida ou torcedor, pois nunca desrespeitei ninguém. Mas um time difícil de jogar, era o Boca Juniors, porque a torcida fica muito próxima do campo. Mas não dava medo, e sim uma pressão. Quando eu comecei a jogar futebol, pela dificuldade que eu passei na minha vida, acho que Deus foi me lapidando. De você passar fome, não ter o que comer, e isso foi um alicerce, para quando eu chegasse no Rio de Janeiro, jogar com 60, 70 mil pessoas, não tremesse", disse Amaral.
Na visão dele, não é possível apontar uma torcida no Brasil que deixe de incentivar, cantar e apoiar os jogadores e o time. Ele ainda ressaltou a força da torcida em países como Turquia e Indonésia.
"Acho que hoje todas as torcidas gritam e tem o seu momento eufórico. Não posso dizer que determinada torcida é "morta". Na Turquia por exemplo, é impressionante como eles são fanáticos por futebol. Joguei na Indonésia e a torcida lá é piada, muita pressão. Todo jogo era 40 mil pessoas, e as pessoas não falam do futebol indonésio", afirmou o ex-jogador.
E se tem atleta que treme em jogo grande, Amaral não se encaixa nesse perfil. Para um jogador que já esteve nos dois lados do Dérbi paulista entre Palmeiras e Corinthians, clássico com a torcida empurrando é a melhor ocasião para jogar bola.
"Eu gostava de jogo grande. Quando estava no Palmeiras, gostava de jogar contra o Corinthians, e o mesmo quando joguei no Corinthians. Eu gosto de torcida, de gritar. Quanto mais gritavam, mais eu corria, independente do lugar", finalizou Amaral.
#corinthians #timao #alvinegro #amaral #excorinthians
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Postado por Carlos E. dos Santos - 1311 visitas - Fonte: Uol Esportes
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Esse é figuraça. Grande Amaral