21/11/2020 12:33
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Corinthians e Caixa falam em "avanço substancial" e pedem nova suspensão de processo
É a quinta solicitação desse tipo em processo envolvendo a dívida pelo financiamento da Arena
Mais uma vez, Corinthians e Caixa Econômica Federal protocolaram juntos um pedido de suspensão do processo movido pelo banco estatal para chegaram a um acordo extrajudicial pela dívida do financiamento da Neo Química Arena.
Diferentemente das outras vezes, desta vez o pedido foi por uma longa suspensão de 90 dias. Antes, os pedidos haviam chegado ao tempo máximo de 60 dias. Esta é a quinta solicitação desse tipo e foi protocolada no último dia 19 de novembro. Até aqui, todas foram atendidas pela Justiça.
As solicitações anteriores aconteceram em dezembro de 2019, fevereiro, julho e agosto de 2020.
Em petição, as partes alegam que houve "avanço substancial" por um acordo nas últimas semanas. O documento ainda trata a composição amigável como "meio prioritário" para que se resolva a questão. Por fim, é dito que falta apenas a "finalização das negociações" em curso.
O Corinthians tem como trunfo o acordo de naming rights assinado com a Hypera Pharma. O pagamento dos R$ 300 milhões em 20 anos irá direto e integralmente para a Caixa. Com isso, faltará apenas uma parcela menor da dívida a ser paga.
As partes têm discutido um acordo para um pagamento em um tempo menor do que 20 anos. O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, espera resolver a questão antes da eleição presidencial do clube, marcada para o dia 28 de novembro.
A prioridade é que o clube consiga acessar as receitas integrais de bilheteria do estádio quando o futebol brasileiro voltar a ter público.
A crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus fez com que o modelo do financiamento fosse revisto. Sem poder contar com receitas de bilheteria, eventos e outros serviços, o Corinthians espera receber uma carência da Caixa para pagar o financiamento.
Paralelamente, o Timão aguarda o processo de recuperação judicial da construtora Odebrecht para equacionar a dívida que tem com a empresa. O valor máximo será de R$ 160 milhões, segundo o presidente Andrés Sanchez. Porém, o cartola tem dito a pessoas próximas que o débito será zerado.
Entenda a questão
Em setembro do ano passado, a Caixa entrou com ação na Justiça cobrando R$ 536 milhões da Arena Itaquera S/A, empresa responsável pelo estádio, que tem o Corinthians como sócio. O banco alega atraso de seis parcelas, de março a agosto de 2019 (entenda mais abaixo). Desde outubro de 2019, Caixa e Corinthians discutem um novo contrato.
Ainda em 2018, o Corinthians acertou com a Caixa que pagaria apenas metade dos valores das parcelas do financiamento da Arena nos meses de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, em que a arrecadação do estádio é menor. Um novo contrato foi formulado, mas nunca assinado.
Em 2019, porém, a direção do banco mudou com a troca do governo de Michel Temer para o de Jair Bolsonaro.
Mesmo sem o novo contrato ser assinado, o Corinthians passou a fazer pagamentos menores. A partir de março, o clube retomou os pagamentos pelo valor "cheio", mas o banco utilizou esse dinheiro para amortizar os débitos anteriores. Por exemplo: metade do pagamento de março foi usado para completar o pagamento de dezembro.
Além disso, nos meses de junho e julho, em que a Arena recebeu partidas da Copa América, as parcelas não foram pagas. Assim, no entendimento do banco, há seis parcelas em aberto.
Nas contas do Corinthians, com juros e correção, a dívida com a Caixa é de R$ 487 milhões. Já de acordo com banco estatal, o montante é de R$ 536 milhões.
Vale lembrar que o financiamento contraído para a construção da Arena Corinthians foi de R$ 400 milhões.
Corinthians, Acordo, Caixa, Arena
Diferentemente das outras vezes, desta vez o pedido foi por uma longa suspensão de 90 dias. Antes, os pedidos haviam chegado ao tempo máximo de 60 dias. Esta é a quinta solicitação desse tipo e foi protocolada no último dia 19 de novembro. Até aqui, todas foram atendidas pela Justiça.
As solicitações anteriores aconteceram em dezembro de 2019, fevereiro, julho e agosto de 2020.
Em petição, as partes alegam que houve "avanço substancial" por um acordo nas últimas semanas. O documento ainda trata a composição amigável como "meio prioritário" para que se resolva a questão. Por fim, é dito que falta apenas a "finalização das negociações" em curso.
O Corinthians tem como trunfo o acordo de naming rights assinado com a Hypera Pharma. O pagamento dos R$ 300 milhões em 20 anos irá direto e integralmente para a Caixa. Com isso, faltará apenas uma parcela menor da dívida a ser paga.
As partes têm discutido um acordo para um pagamento em um tempo menor do que 20 anos. O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, espera resolver a questão antes da eleição presidencial do clube, marcada para o dia 28 de novembro.
A prioridade é que o clube consiga acessar as receitas integrais de bilheteria do estádio quando o futebol brasileiro voltar a ter público.
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Entenda a questão
Em setembro do ano passado, a Caixa entrou com ação na Justiça cobrando R$ 536 milhões da Arena Itaquera S/A, empresa responsável pelo estádio, que tem o Corinthians como sócio. O banco alega atraso de seis parcelas, de março a agosto de 2019 (entenda mais abaixo). Desde outubro de 2019, Caixa e Corinthians discutem um novo contrato.
Ainda em 2018, o Corinthians acertou com a Caixa que pagaria apenas metade dos valores das parcelas do financiamento da Arena nos meses de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, em que a arrecadação do estádio é menor. Um novo contrato foi formulado, mas nunca assinado.
Em 2019, porém, a direção do banco mudou com a troca do governo de Michel Temer para o de Jair Bolsonaro.
Mesmo sem o novo contrato ser assinado, o Corinthians passou a fazer pagamentos menores. A partir de março, o clube retomou os pagamentos pelo valor "cheio", mas o banco utilizou esse dinheiro para amortizar os débitos anteriores. Por exemplo: metade do pagamento de março foi usado para completar o pagamento de dezembro.
Além disso, nos meses de junho e julho, em que a Arena recebeu partidas da Copa América, as parcelas não foram pagas. Assim, no entendimento do banco, há seis parcelas em aberto.
Nas contas do Corinthians, com juros e correção, a dívida com a Caixa é de R$ 487 milhões. Já de acordo com banco estatal, o montante é de R$ 536 milhões.
Vale lembrar que o financiamento contraído para a construção da Arena Corinthians foi de R$ 400 milhões.
Corinthians, Acordo, Caixa, Arena
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Postado por Vito D Agostino - 4491 visitas - Fonte: Globo Esporte
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