5/9/2020 11:48
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Acordo de naming rights vai desafiar política no Corinthians e pode enfrentar até 7 presidentes
Começa hoje (5) uma nova era para o Corinthians. A equipe estreia na agora Neo Química Arena contra o Botafogo, às 19h, pelo Campeonato Brasileiro. Uma nova era não somente dentro de campo, mas fora dele. Afinal o acordo de naming rights assinado com Hyphera Pharma vai desafiar algo complicado dentro do clube: a política. Podem ser até sete presidentes diferentes.
O compromisso, que batizou o estádio como Neo Química Arena, vai até setembro de 2040, segundo o presidente Andrés Sanchez, que assinou o contrato no último dia 1º, data de celebração de 110 anos de fundação do clube.
Mas ele mesmo ficará apenas até o final deste ano administrando a parceria de R$ 300 milhões (R$ 15 milhões anuais). Uma das tentativas que fará antes de deixar a cadeira é quitar a dívida do Corinthians com a Caixa Econômica.
A eleição está marcada para 28 de novembro deste ano e a partir de janeiro um novo mandatário estará no cargo. Os pré-candidatos são Duílio Monteiro Alves (situação), Mario Gobbi (ex-presidente e agora oposição), Ricardo Maritan, Augusto Melo e Paulo Garcia.
Por estatuto, o presidente eleito tem de cumprir um mandato de três anos e tem direito a uma releição. Imaginando uma sequência sem reeleições nos próximos anos, o Corinthians teria sete mandatários diferentes até 2040.
Quem vencer o pleito atual ficará até 2023 na cadeira da presidência. Os seguintes teriam mandato finalizando em 2026, 2029, 2032, 2035, 2038 e 2041, com o último governando já com o nome Arena Corinthians de volta.
Se cada novo mandatário eleito conseguir uma reeleição, aí serão quatro governantes diferentes.
Após anos de calmaria, a política corintiana voltou a fervilhar, como acontecia nos anos 70 e 80, com correntes diferentes de pensamento, brigas e acusações. Mas o atual pleito pode ter recorde de candidatos, com a maioria declarando-se oposição.
O nome avaliado como mais forte é o de Mario Gobbi, ex-aliado de Andrés e presidente de fevereiro de 2012 até fevereiro de 2015. No mandato dele, o Corinthians deu um salto internacional. Venceu a Copa Libertadores, o Mundial de Clubes e a Recopa Sul-Americana.
O fato de Gobbi e Andrés (que apoia Duílio) estarem em correntes diferentes ajuda a resumir a complexidade dessa disputa. Eles faziam parte do grupo Renovação e Transparência, que chegou ao poder no conturbado 2007. Foi o ano em que Alberto Dualib renunciou após 14 anos no poder para não sofrer um impeachment e que o clube foi rebaixado pela primeira vez à Série B.
Desde então, apenas mandatários originários desse grupo foram eleitos. Andrés ganhou para um mandato tampão ainda em 2007 e foi reeleito para o triênio 2009-2012. Depois veio Gobbi, Roberto Andrade (2015-2018) e novamente Andrés.
É possível que esses dirigentes ataquem quem ousar dizer que eles representam o mesmo grupo ou que têm a mesma raíz ideológica, pois o número de rupturas que ocorreram desde então é tão complicado quanto a própria política corintiana.
Apesar de não ter uma semana de vida, o contrato de naming rights da Neo Química Arena já gera incomodo interno. Conselheiros acreditam que o acerto ocorreu apenas visando fortalecer Duílio na eleição, sem oferecer transparência nem discussão apropriada.
Vale lembrar que há nove anos a diretoria encabeçada por Andrés falava em cifras superiores: R$ 400 milhões. Não é nem preciso exercitar muito a mente para saber que o valor, com correção via inflação, seria superior ao dobro do conseguido hoje.
E o próximo mandatário está amarrado.
Há uma multa rescisória para o lado que decidir rescindir o contrato. O valor dela não foi divulgado, mas sim o funcionamento. O valor é decrescente ano a ano. Ou seja, o assunto naming rights deve ser a pauta da eleição no clube.
Naming rights, Timão, Corinthians, Política, Futebol, Notícias
O compromisso, que batizou o estádio como Neo Química Arena, vai até setembro de 2040, segundo o presidente Andrés Sanchez, que assinou o contrato no último dia 1º, data de celebração de 110 anos de fundação do clube.
Mas ele mesmo ficará apenas até o final deste ano administrando a parceria de R$ 300 milhões (R$ 15 milhões anuais). Uma das tentativas que fará antes de deixar a cadeira é quitar a dívida do Corinthians com a Caixa Econômica.
A eleição está marcada para 28 de novembro deste ano e a partir de janeiro um novo mandatário estará no cargo. Os pré-candidatos são Duílio Monteiro Alves (situação), Mario Gobbi (ex-presidente e agora oposição), Ricardo Maritan, Augusto Melo e Paulo Garcia.
Por estatuto, o presidente eleito tem de cumprir um mandato de três anos e tem direito a uma releição. Imaginando uma sequência sem reeleições nos próximos anos, o Corinthians teria sete mandatários diferentes até 2040.
Quem vencer o pleito atual ficará até 2023 na cadeira da presidência. Os seguintes teriam mandato finalizando em 2026, 2029, 2032, 2035, 2038 e 2041, com o último governando já com o nome Arena Corinthians de volta.
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Desde então, apenas mandatários originários desse grupo foram eleitos. Andrés ganhou para um mandato tampão ainda em 2007 e foi reeleito para o triênio 2009-2012. Depois veio Gobbi, Roberto Andrade (2015-2018) e novamente Andrés.
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Apesar de não ter uma semana de vida, o contrato de naming rights da Neo Química Arena já gera incomodo interno. Conselheiros acreditam que o acerto ocorreu apenas visando fortalecer Duílio na eleição, sem oferecer transparência nem discussão apropriada.
Vale lembrar que há nove anos a diretoria encabeçada por Andrés falava em cifras superiores: R$ 400 milhões. Não é nem preciso exercitar muito a mente para saber que o valor, com correção via inflação, seria superior ao dobro do conseguido hoje.
E o próximo mandatário está amarrado.
Há uma multa rescisória para o lado que decidir rescindir o contrato. O valor dela não foi divulgado, mas sim o funcionamento. O valor é decrescente ano a ano. Ou seja, o assunto naming rights deve ser a pauta da eleição no clube.
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Postado por Thiago martins De Almeida - 5412 visitas - Fonte: -
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Eu vou falar pro Corinthiano se vc tirar o André ...e colocar esse bando de ladrão vai afundar o Corinthians ok agora que o André conseguiu o estádio e nome da serena vc não vão fazer isso com ele ok ... Agora ta cheio de precidente para o Corinthians .. mais ninguém deles Feis e nunca vai fazer igual o André ... temos que deixar o André por ser fiel au Corinthians ok vamos torcida Corinthiano dar uma chance pra o André ok