28/7/2020 11:57
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30 anos de uma Copa que transformou futebol.Regras mudam para melhorar jogo
Quase um paradoxo, há trinta anos uma das Copas mais mornas (a mais?) da história acabou sendo decisiva para tornar o futebol mais dinâmico. O Mundial da Itália teve a pior média de gols da competição, e a FIFA e a International Board precisaram agir. Regras mudam no esporte para proteger atletas, manter equilíbrio esportivo e, também, para deixar o jogo mais atraente.
Com uma média de 2,21 gols por jogo, o principal evento esportivo da modalidade se mostrou mais monótono, com sistemas defensivos usando estratégias eficazes para evitar o sucesso ofensivo do adversário. Era preciso mudar o jogo, já que o objetivo maior do esporte, o gol, se mostrou difícil de alcançar nos gramados italianos.
O futebol não perdeu tempo e criou três novas regras para deixar o jogo mais ofensivo.
As mudanças nas regras
A primeira mudança nas regras entrou em vigor no dia 25 de julho, 17 dias após a Alemanha conquistar o título mundial. Uma nova regra do impedimento, em que o atacante que estivesse na mesma linha do penúltimo defensor passaria a estar em condição legal de jogo.
A segunda mudança entrou em vigor em 1992, nos Jogos Olímpicos de Barcelona. A partir da Olimpíada o goleiro ficou proibido de pegar a bola recuada com as mãos. A estratégia era muito usada pelas equipes que queriam deixar o tempo passar.
A terceira mudança entrou em vigor na Copa seguinte, nos Estados Unidos em 1994. Para estimular as equipes a buscarem os gols e a vitória, a partir daquele Mundial a vitória deixou de valer dois pontos, e passou a valer três. Empatar deixou de ser um bom negócio. A regra já era usada na Inglaterra e em outros países menores.
As mudanças atingiram o objetivo. O futebol se tornou mais ofensivo dinâmico e ofensivo. E com isso, atraente. Não houve mais Copa com um número tão baixo de gols por partida.
Esse episódio histórico mostra mais uma forma de como as leis e os regulamentos esportivos sofrem transformações com o tempo.
Direito e esporte
A organização de quase tudo passa por regras. Em casa não é preciso que sejam escritas, nem complexas. Elas dizem respeito a um círculo limitado de pessoas que vão estar informadas de qual é a organização que precisa ser respeitada. O Théo e a Lara, meus filhos de 4 e 7 anos, já sabem que, se um bater no outro, nada de desenho na TV, por exemplo.
Agora, quando envolve mais gente, é necessário criar regulamentos. Num universo transnacional como o da Lex Sportiva, é preciso haver critérios, regras e leis que garantam a segurança, física e esportiva, aos envolvidos no esporte, mantenham o indispensável equilíbrio esportivo, mas também deixem o esporte mais emocionante.
E essas regras são estabelecidas de diferentes maneiras, por meio do costume, da prática, dos diálogos, das provocações jurídicas que o próprio esporte vai sofrendo e, também, a partir da leitura de que o jogo precisa evoluir para se manter atrativo.
E esse exercício necessário será sempre uma forma de se aprimorar o jogo, de torná-lo mais atrativo; assim como as novas tecnologias, que também têm trazido novidades ao esporte. A implementação do VAR é um exemplo no futebol, como outros recursos tecnológicos têm sido usados no tênis, basquete, futebol americano...
O esporte evolui, assim como a sociedade. E o direito e as regras precisam acompanhar essa evolução. Seja para tornar o jogo mais justo, mais seguro ou mais atrativo, como nas mudanças que vieram depois daquela Copa sem graça e com poucos gols de 1990.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal
Corinthians, Copa, Mudanças, Revolução, História, Futebol
Com uma média de 2,21 gols por jogo, o principal evento esportivo da modalidade se mostrou mais monótono, com sistemas defensivos usando estratégias eficazes para evitar o sucesso ofensivo do adversário. Era preciso mudar o jogo, já que o objetivo maior do esporte, o gol, se mostrou difícil de alcançar nos gramados italianos.
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As mudanças nas regras
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Postado por
Thiago martins De Almeida
-
2922 visitas - Fonte: esporte.uol
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