24/9/2019 08:50
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Saiba por que elenco feminino disse "não" a possibilidade de jogar final do Brasileirão na Arena
Timão busca o bicampeonato nacional no próximo domingo, no Parque São Jorge; possibilidade de jogar depois do masculino não seduziu: "Não seremos vitrine para a CBF"
Finalista do Campeonato Brasileiro, o time feminino do Corinthians optou por tentar o bicampeonato nacional no Parque São Jorge, refutando a ideia de jogar na Arena, em Itaquera. Decisão tomada em conjunto entre a diretoria da modalidade, comissão e elenco.
A decisão se baseou em alguns nortes, todos explicados pela diretora da modalidade, Cris Gambaré, detalhadamente ao GloboEsporte.com: identificação com o Parque São Jorge, preço alto para operar o estádio maior, irritação com a CBF e "prêmio" para a Fiel torcida que acompanhou o time na Fazendinha durante a temporada e teria que pagar bem mais para ir a Itaquera.
Em conjunto com a Polícia Militar, o Corinthians vai colocar à disposição da Fiel 8 mil ingressos para o jogo decisivo deste domingo, contra a Ferroviária, às 14h. Às 11h do mesmo dia, o Timão enfrenta o Vasco, em casa, pela 22ª rodada do Brasileirão masculino.
– A Arena, para nós, é cara. O valor é de uma folha salarial minha. Quem banca? O clube? Não está certo. Quem tem de bancar é a modalidade. E quem bancaria seria o clube. Para abrir durante o dia, é um valor. De noite, dobra. Não posso ter menos do que sei lá quantas pessoas da PM. Então, encarece demais. Para que, neste momento, com todo esse boom, vou jogar lá? Não! – detalha Cris, que segue:
– Nestas finais, foi colocado de um jeito para que pudéssemos jogar na Arena e eu falei não. Todo mundo dizendo que seria fenomenal e eu disse não. E isso é compartilhado com as atletas, comissão, todos nós conversamos.
Mas, por que "não"?
– Por quê? Porque as meninas vivem aqui. Elas já sabem, já entendem, que a casa delas é no Parque São Jorge. Se um dia elas me disserem que querem jogar lá, eu farei de tudo. Segundo porque é o campeonato da CBF e não farei mais a vitrine deles. Não vou. Fico por aqui. Aqui, na Fazendinha, é a minha casa. Está linda, revitalizada. Não existe chance de jogar na Arena neste momento. Vamos fazer na hora certa, no momento certo e tenho certeza de que será pelo bem do Corinthians e do futebol feminino – agrega Cris.
O descontentamento com a CBF já foi tema de entrevista para o técnico Arthur Elias. Ao GloboEsporte.com, também endureceu o discurso contra a entidade que gere o futebol brasileiro. À reportagem, Cris falou sobre calendário e a falta de diálogo com a entidade. A entrevista completa você confere durante a semana, antes do jogo de volta da final.
"Fazendinha está linda"
Em um processo gradativo de liberação dos espaços do Parque São Jorge após reforma para revitalizar as arquibancadas, o Corinthians espera em um curto espaço de tempo se aproximar da capacidade máxima do estádio, pouco mais de 16 mil pessoas. Para a final, porém, a metade disso deve estar à venda por preço simbólico para controle de acesso.
– Pedimos dez ao batalhão e eles nos deram oito. Aceitamos. Vamos trabalhar em cima do que for permitido. Quem sabe mais para frente 15 mil não fica pouco para nós? Vamos fazer de tudo para que as coisas deem certo. Temos boa relação com as organizadas, nos apoiam e tentamos reeducá-los, são muito importantes. A Fazendinha é nossa casa. Revitalizamos, está linda, tem lanchonete, limpeza foi feita por uma empresa sem custos para o clube. O público está vindo. Peço que a torcida nos entenda, vai dar tudo certo – encerra Cris.
A decisão se baseou em alguns nortes, todos explicados pela diretora da modalidade, Cris Gambaré, detalhadamente ao GloboEsporte.com: identificação com o Parque São Jorge, preço alto para operar o estádio maior, irritação com a CBF e "prêmio" para a Fiel torcida que acompanhou o time na Fazendinha durante a temporada e teria que pagar bem mais para ir a Itaquera.
Em conjunto com a Polícia Militar, o Corinthians vai colocar à disposição da Fiel 8 mil ingressos para o jogo decisivo deste domingo, contra a Ferroviária, às 14h. Às 11h do mesmo dia, o Timão enfrenta o Vasco, em casa, pela 22ª rodada do Brasileirão masculino.
– A Arena, para nós, é cara. O valor é de uma folha salarial minha. Quem banca? O clube? Não está certo. Quem tem de bancar é a modalidade. E quem bancaria seria o clube. Para abrir durante o dia, é um valor. De noite, dobra. Não posso ter menos do que sei lá quantas pessoas da PM. Então, encarece demais. Para que, neste momento, com todo esse boom, vou jogar lá? Não! – detalha Cris, que segue:
– Nestas finais, foi colocado de um jeito para que pudéssemos jogar na Arena e eu falei não. Todo mundo dizendo que seria fenomenal e eu disse não. E isso é compartilhado com as atletas, comissão, todos nós conversamos.
Mas, por que "não"?
– Por quê? Porque as meninas vivem aqui. Elas já sabem, já entendem, que a casa delas é no Parque São Jorge. Se um dia elas me disserem que querem jogar lá, eu farei de tudo. Segundo porque é o campeonato da CBF e não farei mais a vitrine deles. Não vou. Fico por aqui. Aqui, na Fazendinha, é a minha casa. Está linda, revitalizada. Não existe chance de jogar na Arena neste momento. Vamos fazer na hora certa, no momento certo e tenho certeza de que será pelo bem do Corinthians e do futebol feminino – agrega Cris.
O descontentamento com a CBF já foi tema de entrevista para o técnico Arthur Elias. Ao GloboEsporte.com, também endureceu o discurso contra a entidade que gere o futebol brasileiro. À reportagem, Cris falou sobre calendário e a falta de diálogo com a entidade. A entrevista completa você confere durante a semana, antes do jogo de volta da final.
"Fazendinha está linda"
Em um processo gradativo de liberação dos espaços do Parque São Jorge após reforma para revitalizar as arquibancadas, o Corinthians espera em um curto espaço de tempo se aproximar da capacidade máxima do estádio, pouco mais de 16 mil pessoas. Para a final, porém, a metade disso deve estar à venda por preço simbólico para controle de acesso.
– Pedimos dez ao batalhão e eles nos deram oito. Aceitamos. Vamos trabalhar em cima do que for permitido. Quem sabe mais para frente 15 mil não fica pouco para nós? Vamos fazer de tudo para que as coisas deem certo. Temos boa relação com as organizadas, nos apoiam e tentamos reeducá-los, são muito importantes. A Fazendinha é nossa casa. Revitalizamos, está linda, tem lanchonete, limpeza foi feita por uma empresa sem custos para o clube. O público está vindo. Peço que a torcida nos entenda, vai dar tudo certo – encerra Cris.
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Postado por Gabriela Lucia dos Santos - 2181 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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