17/11/2017 13:16

No jogo do título, Corinthians realiza campanha "Adote Um Boa Noite"

Em parceria com o Tribunal de Justiça de São Paulo, Timão levou 11 jovens para conscientização para adoção de crianças acima de sete anos

No jogo do título, Corinthians realiza campanha "Adote Um Boa Noite"
Na última quarta-feira (17), o Corinthians derrotou o Fluminense por 3 a 1, de virada, na Arena Corinthians, e conquistou o sétimo título do Campeonato Brasileiro com três rodada de antecedência. Além de buscar os três pontos e garantir a faixa de campeão, o Timão entrou em campo por uma causa nobre: divulgar a campanha "Adote Um Boa Noite", em parceria com o Tribunal de Justiça de São Paulo.



O Alvinegro apoiou a causa da Adoção Tardia e levou 11 crianças e adolescentes de abrigos da Zona Leste da cidade para entrar em campo com os jogadores, além de assistir o aquecimento dos atletas no ambiente interno da Arena.

Em ação semelhante, no dia 21 de maio, o Corinthians enfrentou o Vitória, em Salvador, também pelo Brasileirão, e estampou a campanha digital #AdotarÉamor, de autoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A hashtag apareceu na barra da frente do manto alvinegro.

Sobre a campanha

Cerca de 5 mil crianças e adolescentes esperam para ser adotados no Brasil, apesar de haver mais de 38 mil pretendentes à adoção.

A conta não fecha porque a grande maioria das crianças e adolescentes prontos para serem adotados tem mais de 7 anos, enquanto aqueles que estão na fila para adotar desejam crianças mais novas.

Adotar adolescentes e crianças com mais de 7 anos é a maneira mais rápida de realizar o seu sonho de ser pai ou de ser mãe.

E, principalmente, de realizar o sonho de quem quer ter alguém pra desejar um simples “boa noite”.

Para mais informações, acesse https://www.adoteumboanoite.com.br/.

Adoções no Brasil

Atualmente existem 36.524 crianças e adolescentes que vivem em situação de acolhimento em abrigos no Brasil. Destes, 7.577 já estão à espera de adoção. Por outro lado, há 39.619 pretendentes inscritos no Cadastro Nacional da Adoção, coordenado pela Corregedoria do CNJ.

Apesar de o número de pretendentes ser bastante superior ao de crianças, a conta não fecha principalmente porque o perfil exigido por quem vai adotar não é o mesmo das crianças que estão disponíveis nos abrigos. A idade é o fator que mais pesa para esse desencontro: 48% deles são adolescentes entre 13 e 17 anos de idade, faixa etária aceita por somente 0,7% dos pretendentes. Já 20,1% das crianças têm entre 9 e 12 anos de idade, e somente 3,3% dos pretendentes aceitam crianças nessa faixa etária.

Das 7.577 crianças aptas à adoção, 61,02% possuem irmãos, mas só 33% dos futuros pais aceitam essa condição. A raça é outro fator que limita o número de adoções possíveis, já que 65,62% das crianças são negras ou pardas, e 19,62% dos pretendentes só aceitam crianças brancas. Outro dado que restringe o perfil desejado é que um quarto das crianças cadastradas têm algum tipo de doença ou deficiência, mas 65,53% dos pretendentes somente aceitam crianças sem essa condição.


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