22/8/2016 09:23
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O jogo virou: o dia em que Weverton foi substituído por não pegar pênaltis
Herói da seleção olímpica ao defender chute de Petersen, goleiro não tinha o mesmo aproveitamento na base do Corinthians - que o diga Célio Gabriel, seu substituto
Weverton defende pênalti na final olímpica: há 10 anos, ele era substituído por não ir tão bem no quesito (Foto: GettyImages)
O ano era 2006, e o relógio se aproximava dos 40 minutos do segundo tempo quando o técnico do Corinthians sub-20, Jorge Saran, resolveu apostar. Com o jogo contra o Fortaleza, pelo mata-mata da Copa São Paulo de Juniores, empatado em 1 a 1, tirou o jovem Weverton do gol e colocou Célio Gabriel, na época com melhor aproveitamento na defesa de pênaltis. Não deu certo: Célio até pegou uma cobrança, mas os corintianos chutaram duas vezes para fora e foram eliminados por 7 a 6.
Dez anos depois, tudo mudou. O Weverton substituído naquele dia virou pegador de pênaltis. Dos bons. Também é herói brasileiro: uma defesa sua num chute de Petersen abriu caminho para a seleção olímpica derrotar a Alemanha por 5 a 4 e conquistar pela primeira vez a medalha de ouro do futebol masculino.
Aquela era uma época diferente. Weverton, recém-chegado do Acre, sofria com a adaptação a São Paulo - particularmente a Itaquera, onde ficava o centro de treinamento da base do clube, hoje a Arena Corinthians. Nos treinos diários, quem se destacava nas cobranças de pênalti era Célio, hoje no São Caetano. Por isso, a mudança inusitada passava pela cabeça do treinador.
- A mudança só aconteceu nessa oportunidade. O treinador não tinha comentado nada com a gente, foi algo que nos pegou de surpresa. Depois, o preparador de goleiros nos confidenciou que, devido ao meu desempenho nos treinos, a comissão já tinha conversado e faria a substituição caso houvesse a necessidade de o jogo ir para os pênaltis - contou Célio.
- Em uma conversa que tive com o treinador de goleiros, decidimos que, se a partida fosse para as penalidades, eu faria essa troca. A responsabilidade é toda minha - explicou Saran, na época.
Caminhos diferentes
Célio conviveu com Weverton na base corintiana por dois anos, de 2006 a 2008. Nenhum dos dois chegou a ter chances na equipe profissional. O primeiro foi para o RB Brasil e depois defendeu Linense e Bangu; o segundo passou por Oeste, Portuguesa e Atlético-PR até chegar à seleção olímpica. Apesar da concorrência no gol, eles tinham boa relação.
- Tínhamos um relacionamento bom, convívio extremamente sadio. Nos apoiávamos muito nos treinos. Na hora da substituição, conversamos normalmente. Um passou força para o outro.
O curioso da trajetória é que Weverton demorou até se destacar nos pênaltis. Em entrevista anterior ao GloboEsporte.com, o atual preparador de goleiros do medalhista olímpico, Luciano Oliveira, revelou que, mesmo no Atlético-PR, o arqueiro era contestado no início. O jogo virou no ano passado, com quatro defesas de pênalti.
- Eu o vejo como um bom pegador de pênaltis na atualidade. Se a gente puxar o retrospecto, é extremamente positivo. Eu, particularmente, sempre estudei muito este tipo de situação. É um fator que destaca os goleiros. Hoje, ele é visto como bom pegador de pênaltis, pegou um na final, e isso é o mais importante - completou Célio.
Para sorte do Brasil, Weverton virou referência nos pênaltis. O chute de Petersen defendido pelo goleiro foi um passo importante para o ouro inédito. E a prova de que, em 10 anos, tudo pode mudar.
O ano era 2006, e o relógio se aproximava dos 40 minutos do segundo tempo quando o técnico do Corinthians sub-20, Jorge Saran, resolveu apostar. Com o jogo contra o Fortaleza, pelo mata-mata da Copa São Paulo de Juniores, empatado em 1 a 1, tirou o jovem Weverton do gol e colocou Célio Gabriel, na época com melhor aproveitamento na defesa de pênaltis. Não deu certo: Célio até pegou uma cobrança, mas os corintianos chutaram duas vezes para fora e foram eliminados por 7 a 6.
Dez anos depois, tudo mudou. O Weverton substituído naquele dia virou pegador de pênaltis. Dos bons. Também é herói brasileiro: uma defesa sua num chute de Petersen abriu caminho para a seleção olímpica derrotar a Alemanha por 5 a 4 e conquistar pela primeira vez a medalha de ouro do futebol masculino.
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Postado por fyamma - 40890 visitas - Fonte: GE
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o CORINTIANS faz craque e vende, pra depois comprar perna de pau.
sempre fazendo besteira e não dando oportunidade e quando o jogador é bom venda....Parabéns
Parabéns ao Corinthians clube formador q não sabe aproveitar seus talentos