14/7/2016 07:15
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Sem clube há sete meses, Chicão anuncia fim da carreira aos 35 anos
Zagueiro não atua desde que voltou da Índia, onde jogou no time de Roberto Carlos. Jogador faz balanço da carreira, deixa futuro em aberto, mas deve seguir no futebol
Aos 35 anos, o zagueiro Chicão resolveu colocar fim na sua vitoriosa carreira como jogador.
Parado há sete meses, desde que deixou o Delhi Dynamo, da Índia, o jogador cansou de esperar por uma proposta e decidiu se aposentar. Agora, estuda o que pode fazer dentro do futebol, onde pretende seguir trabalhando nos próximos anos.
Marcado pelos quase seis anos de Corinthians, onde faturou oito títulos, e por conquistas no Figueirense, Flamengo e Bahia, o agora ex-jogador fez um balanço da carreira em papo com o GloboEsporte.com e garantiu:
– É decisão tomada. Termino a carreira muito feliz, satisfeito e com muitos amigos.
Confira a entrevista completa com Chicão:
Aos 35 anos, você opta por encerrar uma vitoriosa carreira. Por quê?
Estou há sete meses em casa. Acho que é o momento de sair de campo e tentar ajudar fora dele. Depois de sete meses parado, se eu arrumasse um clube teria de me preparar, entrar em forma e até aí já acabou o ano. Não vi vantagem em dar sequência nessa situação. Queria chegar em um clube bem, para brigar por títulos. Depois dessa parada ficou complicado.
Que função você acha que pode exercer a partir de agora?
Posso ser um auxiliar técnico ou assumir uma coordenação, mesmo que de uma categoria de base. Tenho muito a contribuir, uma carreira linda, vitoriosa, sem polêmicas. Falei com meus pais, que sempre me ajudaram, e tomei a decisão. Não me vejo como empresário, mas sim dentro de campo, ajudando jovens. Vim de baixo e fui campeão mundial (pelo Corinthians, em 2012).
Recapitulando sua carreira, você chegou ao Corinthians em 2007, aos 26 anos, após boa passagem pelo Figueirense. Como foi para chegar até lá?
Comecei no Mogi Mirim com um acesso para a Série B, fui muito feliz, segui para a Portuguesa Santista e depois tive uma situação chata. Um empresário me prometeu uma coisa, não cumpriu e fiquei oito meses em casa. Mas agradeço até hoje a Roberval Davino (treinador) que me chamou para ir ao América-SP. Fizemos um Paulistão excelente em 2005, com Finazzi artilheiro. Fui para o Juventude, fiz um bom Brasileiro e conheci o Antônio Carlos Zago, que disse que um dia íamos trabalhar juntos novamente. Fui para o Figueirense, fui campeão catarinense em 2006, perdemos a final da Copa do Brasil para o Fluminense e cheguei ao Corinthians no fim de 2007, quando Antônio Carlos havia chegado ao clube para ser diretor.
E, pelo Corinthians, foi da Série B de 2008 ao título mundial de 2012...
Foram oito títulos, 247 jogos e 42 gols, uma história bacana. Ninguém queria jogar a Série B, eu cheguei e disse que no Corinthians jogaria até a Série C. Foram cinco anos e oito meses. Junto do Alessandro, do Julio Cesar e do Marcelinho Carioca, sou quem tem mais título na história do clube (oito). Não consigo esquecer o passe que dei para o Paulinho no Mundial, no meio de dois jogadores, e que terminou com o gol do Guerrero. E fiz gols marcantes em Paulistão, na semifinal da Copa do Brasil de 2008 contra o Botafogo, o gol do acesso da Série B contra o Ceará, enfim, foram muitos momentos marcantes no Corinthians.
Em 2011, no penta, você se recusou a ficar no banco contra o São Paulo após perder a posição. Em 2012, você retomou a posição e foi campeão da Libertadores e do Mundial. Mas aquele episódio o marcou negativamente? Houve desgaste com Tite?
De forma alguma, aquilo foi um aprendizado para todos: para mim, para Tite, para a diretoria. Não fui para o banco pelo amor que eu tinha e tenho pelo clube. Não queria prejudicar o grupo. Eu poderia ter ido de cara fechada, chateado, sem incentivar o grupo, então coloquei que poderia atrapalhar. No outro dia já estava treinando. Não foi nada de mais, a imprensa quis aumentar, se não tivesse barulho não seria Corinthians (risos). Meu erro não foi não ter ido para o banco, mas não ter ido com eles para o estádio, para mostrar que eu estava junto. Mas estava chateado. Consegui dar a volta por cima em 2012, quando Paulo André operou e Wallace quebrou o nariz. Se eu não tivesse voltado a trabalhar forte, como fiz, não teria ganhado a chance novamente.
Em 2013, seu contrato não seria renovado e, com a proposta do Flamengo, você deixou o Corinthians no meio do ano. Saiu muito chateado?
Eu tinha de sair, estava acabando meu contrato e me disseram que não iam renovar. Veio o Flamengo e eu segui a vida. Sai chateado, todos sabem, eu queria me aposentar no clube. Mas isso passou, a gente não sabe o dia de amanhã, quem sabe não posso trabalhar no clube novamente? Seria uma grande honra voltar a viver essa situação em um clube em que fui feliz. Não tenho mágoa com ninguém, já troquei mensagens com todos. Só guardo carinho.
Ter sido próximo ao Alessandro, que hoje é diretor, pode facilitar um retorno?
Não sei, tudo depende da diretoria, mas seria uma honra. Sou muito identificado, o torcedor até hoje pede minha volta para jogar (risos). Seria ótimo voltar, no profissional ou na base.
Como foi sua passagem pelo Flamengo? Você saiu no fim de 2014...
Sai no fim do contrato. Vanderlei Luxemburgo me chamou, disse que iam contratar um meia e que eu não ia ficar. E aí contratou o Bressan (zagueiro), coisas do futebol, difícil de entender. Mas foi uma passagem bacana, fiz várias amizades, ganhamos a Copa do Brasil e o Carioca (foram 48 jogos e três gols). O Flamengo me abriu as portas com Mano Menezes.
Depois foi uma curta passagem pelo Bahia e uma aventura na Índia...
Tive uma experiência não muito boa no Bahia (apenas oito jogos), mas não tenho do que reclamar. Ganhamos o Campeonato Baiano e fomos à final da Copa do Nordeste. Não me adaptei ao estilo da comissão técnica (técnico Sérgio Soares) e pedi para sair. Acertei com o time do Roberto Carlos na Índia, fiz 14 jogos, fomos até a semifinal do campeonato local.
Em maio, você esteve na Arena Corinthians para acompanhar a vitória por 3 a 0 contra a Ponte Preta. Vai voltar mais vezes?
Sim, vou passar a frequentar o estádio, quero levar meu filho Gustavo, de 12 anos, novamente para ele entender a história, entender o que o pai dele fez. Ele diz que quer ser jogador. E olha a coincidência: fui no jogo contra a Ponte ano passado e o time embalou para o título. Esse ano fui de novo contra a Ponte e embalou de novo.
Parado há sete meses, desde que deixou o Delhi Dynamo, da Índia, o jogador cansou de esperar por uma proposta e decidiu se aposentar. Agora, estuda o que pode fazer dentro do futebol, onde pretende seguir trabalhando nos próximos anos.
Marcado pelos quase seis anos de Corinthians, onde faturou oito títulos, e por conquistas no Figueirense, Flamengo e Bahia, o agora ex-jogador fez um balanço da carreira em papo com o GloboEsporte.com e garantiu:
– É decisão tomada. Termino a carreira muito feliz, satisfeito e com muitos amigos.
Confira a entrevista completa com Chicão:
Aos 35 anos, você opta por encerrar uma vitoriosa carreira. Por quê?
Estou há sete meses em casa. Acho que é o momento de sair de campo e tentar ajudar fora dele. Depois de sete meses parado, se eu arrumasse um clube teria de me preparar, entrar em forma e até aí já acabou o ano. Não vi vantagem em dar sequência nessa situação. Queria chegar em um clube bem, para brigar por títulos. Depois dessa parada ficou complicado.
Que função você acha que pode exercer a partir de agora?
Posso ser um auxiliar técnico ou assumir uma coordenação, mesmo que de uma categoria de base. Tenho muito a contribuir, uma carreira linda, vitoriosa, sem polêmicas. Falei com meus pais, que sempre me ajudaram, e tomei a decisão. Não me vejo como empresário, mas sim dentro de campo, ajudando jovens. Vim de baixo e fui campeão mundial (pelo Corinthians, em 2012).
Recapitulando sua carreira, você chegou ao Corinthians em 2007, aos 26 anos, após boa passagem pelo Figueirense. Como foi para chegar até lá?
Comecei no Mogi Mirim com um acesso para a Série B, fui muito feliz, segui para a Portuguesa Santista e depois tive uma situação chata. Um empresário me prometeu uma coisa, não cumpriu e fiquei oito meses em casa. Mas agradeço até hoje a Roberval Davino (treinador) que me chamou para ir ao América-SP. Fizemos um Paulistão excelente em 2005, com Finazzi artilheiro. Fui para o Juventude, fiz um bom Brasileiro e conheci o Antônio Carlos Zago, que disse que um dia íamos trabalhar juntos novamente. Fui para o Figueirense, fui campeão catarinense em 2006, perdemos a final da Copa do Brasil para o Fluminense e cheguei ao Corinthians no fim de 2007, quando Antônio Carlos havia chegado ao clube para ser diretor.
E, pelo Corinthians, foi da Série B de 2008 ao título mundial de 2012...
Foram oito títulos, 247 jogos e 42 gols, uma história bacana. Ninguém queria jogar a Série B, eu cheguei e disse que no Corinthians jogaria até a Série C. Foram cinco anos e oito meses. Junto do Alessandro, do Julio Cesar e do Marcelinho Carioca, sou quem tem mais título na história do clube (oito). Não consigo esquecer o passe que dei para o Paulinho no Mundial, no meio de dois jogadores, e que terminou com o gol do Guerrero. E fiz gols marcantes em Paulistão, na semifinal da Copa do Brasil de 2008 contra o Botafogo, o gol do acesso da Série B contra o Ceará, enfim, foram muitos momentos marcantes no Corinthians.
Em 2011, no penta, você se recusou a ficar no banco contra o São Paulo após perder a posição. Em 2012, você retomou a posição e foi campeão da Libertadores e do Mundial. Mas aquele episódio o marcou negativamente? Houve desgaste com Tite?
De forma alguma, aquilo foi um aprendizado para todos: para mim, para Tite, para a diretoria. Não fui para o banco pelo amor que eu tinha e tenho pelo clube. Não queria prejudicar o grupo. Eu poderia ter ido de cara fechada, chateado, sem incentivar o grupo, então coloquei que poderia atrapalhar. No outro dia já estava treinando. Não foi nada de mais, a imprensa quis aumentar, se não tivesse barulho não seria Corinthians (risos). Meu erro não foi não ter ido para o banco, mas não ter ido com eles para o estádio, para mostrar que eu estava junto. Mas estava chateado. Consegui dar a volta por cima em 2012, quando Paulo André operou e Wallace quebrou o nariz. Se eu não tivesse voltado a trabalhar forte, como fiz, não teria ganhado a chance novamente.
Em 2013, seu contrato não seria renovado e, com a proposta do Flamengo, você deixou o Corinthians no meio do ano. Saiu muito chateado?
Eu tinha de sair, estava acabando meu contrato e me disseram que não iam renovar. Veio o Flamengo e eu segui a vida. Sai chateado, todos sabem, eu queria me aposentar no clube. Mas isso passou, a gente não sabe o dia de amanhã, quem sabe não posso trabalhar no clube novamente? Seria uma grande honra voltar a viver essa situação em um clube em que fui feliz. Não tenho mágoa com ninguém, já troquei mensagens com todos. Só guardo carinho.
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Não sei, tudo depende da diretoria, mas seria uma honra. Sou muito identificado, o torcedor até hoje pede minha volta para jogar (risos). Seria ótimo voltar, no profissional ou na base.
Como foi sua passagem pelo Flamengo? Você saiu no fim de 2014...
Sai no fim do contrato. Vanderlei Luxemburgo me chamou, disse que iam contratar um meia e que eu não ia ficar. E aí contratou o Bressan (zagueiro), coisas do futebol, difícil de entender. Mas foi uma passagem bacana, fiz várias amizades, ganhamos a Copa do Brasil e o Carioca (foram 48 jogos e três gols). O Flamengo me abriu as portas com Mano Menezes.
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Em maio, você esteve na Arena Corinthians para acompanhar a vitória por 3 a 0 contra a Ponte Preta. Vai voltar mais vezes?
Sim, vou passar a frequentar o estádio, quero levar meu filho Gustavo, de 12 anos, novamente para ele entender a história, entender o que o pai dele fez. Ele diz que quer ser jogador. E olha a coincidência: fui no jogo contra a Ponte ano passado e o time embalou para o título. Esse ano fui de novo contra a Ponte e embalou de novo.
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Postado por
Andre Issa
-
11766 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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vou lembrar de você sempre na quele time maravilhoso boa sorte nessa nova caminhada fica com DEUS Chicão <br /><br />
melhor que ele só o saudoso Gamarra
Chicão vc merece um bom emprego no Corinthians vc é ídolo no timão só seu fan .
tomara q vc consiga um cargo no timão vc merece tem uma história linda no timão
Volta Chicão ! melhor zagueiro q ja vi jogar no Corinthians depois do gamara vc merecê um cargo no timão sim !!sou seu fã .
um dos melhores zagueiro que já. i jogando pelo Corinthians. alem de ser eficiente na defesa, na bola parada um monstro. Parabéns Chicão volte ao Timão
gigante,monstro e ídolo da nação corinthiana, Chicão sempre terá espaço no CORINTHIANS...volta Chicão, seu lugar é no TIMÃO... eu sou CORINTHIANS...
além de ser um bom zagueiro, ele ainda é um bom batedor de faltas, e pênalti
volta chicao vc e fera no corinthians seria titular absoluto
acordada diretoria mediocre a janela d transferencia fecha dia 19 e vcs dormindo.precisamos de um zagueiro, um lateral direito, um meia esquerda e um centroavante. seus incopetentes venderam todos otimos jogadores e contrataram um monte de perna de pau
Chicao vc e idolo da nossa nacao, mrrece ter um cargo dentro do clube
Contrata corinthians joga muito nao precisa de zagueiro ta ai um zagueiro ta veio mas ainda joga muito, e melhor que muitos outros..
A diretoria tem que arrumar um cargo com certeza pra você!
volta
volta chicão
grande Chicão
ídolo
jova muito no corinfthians<br />