30/5/2016 12:50
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Retirada de cadeiras a pedido de organizadas rende processo ao Corinthians
A decisão do Corinthians de retirar as cadeiras do setor norte de seu estádio a pedido das torcidas organizadas rendeu ao clube um processo na Justiça. O torcedor Julio Fernando Condursi Paranhos da Silva pede indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil por ter se machucado no local durante partida contra o São Paulo, em 21 de setembro de 2014. O clássico foi justamente o primeiro jogo sem assentos na parte da arena destinada às uniformizadas.
Ele comprou ingresso para o assento 44 da fileira k, mas não havia mais cadeiras no local. Só arquibancadas de concreto. Afirma que quando foi marcado pênalti para o alvinegro, na comemoração, ele se chocou com um dos trilhos (hastes de sustentação das cadeiras retiradas), sofrendo um profundo corte no pé direito.
O torcedor alega ainda que foi atendido rapidamente no estádio, mas que foi informado que não poderia ser transportado de ambulância para um hospital porque era a única que havia no local para atendimento dos torcedores. Foi por conta própria buscar atendimento e ficou 12 dias sem trabalhar por causa do acidente. Também afirma que o clube não se ofereceu para ajudar a cobrir os gastos médicos e cobra um ressarcimento R$ 689,59 relativos às despesas que diz ter tido.
Em sua defesa, o Corinthians explica que retirou as cadeiras para que o jogo pudesse ser assistido em pé atrás do gol, como era o desejo dos torcedores. Porém, omite que o pedido foi feito por torcidas organizadas. Outro motivo apresentado para a retirada dos assentos é que as cadeiras tinham sido quebradas em outros jogos pelos torcedores provocando desconforto e falta de segurança por causa da quantidade de objetos espalhados pelo chão. Vale lembrar que o vandalismo foi praticado por corintianos, integrantes de organizadas.
Os advogados do Corinthians afirmam que os trilhos de ferro que sustentavam as cadeiras foram mantidos na arquibancada, fixos, “para evitar qualquer incidente que envolvesse torcedores”. Porém, eles não esclarecem que incidentes a retirada das peças poderiam provocar.
O clube nega também que tenha havido falha no atendimento ao torcedor ferido na arena, diz que ele se recusou a ir ao hospital indicado pelos médicos e que preferiu buscar atendimento em outro local por meios próprios. O Corinthians sustenta ainda que Silva pode ter se machucado fora do estádio e ainda ter agravado o ferimento ao ir sozinho a outro hospital. O clube também contesta os gastos apresentados e afirma que deveria ser incluída na ação a Itaú Seguros, contratada nos jogos do Brasileirão daquele ano.
Em sua primeira decisão, a Justiça indeferiu a inclusão da seguradora.
Foi marcada audiência para o dia 8 de agosto visando a produção de provas orais. Os principais pontos a serem esclarecidos são se o ferimento foi mesmo causado no estádio, se houve dano moral, se o torcedor se recusou a ser removido para o hospital sugerido pelo clube e se alguma conduta de Silva agravou o ferimento.
Ele comprou ingresso para o assento 44 da fileira k, mas não havia mais cadeiras no local. Só arquibancadas de concreto. Afirma que quando foi marcado pênalti para o alvinegro, na comemoração, ele se chocou com um dos trilhos (hastes de sustentação das cadeiras retiradas), sofrendo um profundo corte no pé direito.
O torcedor alega ainda que foi atendido rapidamente no estádio, mas que foi informado que não poderia ser transportado de ambulância para um hospital porque era a única que havia no local para atendimento dos torcedores. Foi por conta própria buscar atendimento e ficou 12 dias sem trabalhar por causa do acidente. Também afirma que o clube não se ofereceu para ajudar a cobrir os gastos médicos e cobra um ressarcimento R$ 689,59 relativos às despesas que diz ter tido.
Em sua defesa, o Corinthians explica que retirou as cadeiras para que o jogo pudesse ser assistido em pé atrás do gol, como era o desejo dos torcedores. Porém, omite que o pedido foi feito por torcidas organizadas. Outro motivo apresentado para a retirada dos assentos é que as cadeiras tinham sido quebradas em outros jogos pelos torcedores provocando desconforto e falta de segurança por causa da quantidade de objetos espalhados pelo chão. Vale lembrar que o vandalismo foi praticado por corintianos, integrantes de organizadas.
Os advogados do Corinthians afirmam que os trilhos de ferro que sustentavam as cadeiras foram mantidos na arquibancada, fixos, “para evitar qualquer incidente que envolvesse torcedores”. Porém, eles não esclarecem que incidentes a retirada das peças poderiam provocar.
O clube nega também que tenha havido falha no atendimento ao torcedor ferido na arena, diz que ele se recusou a ir ao hospital indicado pelos médicos e que preferiu buscar atendimento em outro local por meios próprios. O Corinthians sustenta ainda que Silva pode ter se machucado fora do estádio e ainda ter agravado o ferimento ao ir sozinho a outro hospital. O clube também contesta os gastos apresentados e afirma que deveria ser incluída na ação a Itaú Seguros, contratada nos jogos do Brasileirão daquele ano.
Em sua primeira decisão, a Justiça indeferiu a inclusão da seguradora.
Foi marcada audiência para o dia 8 de agosto visando a produção de provas orais. Os principais pontos a serem esclarecidos são se o ferimento foi mesmo causado no estádio, se houve dano moral, se o torcedor se recusou a ser removido para o hospital sugerido pelo clube e se alguma conduta de Silva agravou o ferimento.
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Postado por Marcos - 3819 visitas - Fonte: Blog do Perrone
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