30/5/2016 08:34
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Defesa do Corinthians se recompõe no Brasileiro; Walter passa em testes
Após vitória por 2 a 0 sobre o Sport, Timão fica dois jogos sem sofrer gols e se reestrutura após mudanças. Troca de goleiro, polêmica, começa a render frutos
Cristian, Felipe, Vilson e Bruno Henrique: partes de uma defesa remontada (Foto: Daniel Augusto Jr/ Ag.Corinthians)
Setor mais estável do Corinthians sob o comando do técnico Tite, a defesa passou por mudanças e questionamentos em um período de cinco jogos que teve duas eliminações, a perda de dois zagueiros e uma polêmica troca no gol da equipe.
Na vitória por 2 a 0 sobre o Sport, neste domingo, em Recife, o sistema defensivo mostrou que está se recompondo no Campeonato Brasileiro. O Timão chegou ao segundo jogo seguido sem sofrer gols. Marca ainda pequena, mas significativa diante do momento da equipe.
O Timão não sofreu gols na capital pernambucana e nem na vitória por 2 a 0 sobre a Ponte Preta, quinta-feira passada. Antes das duas partidas, eram sete gols sofridos em partidas contra Audax, Nacional (dois confrontos), Grêmio e Vitória. A instabilidade gerou um início de crise no clube.
Em busca da formação ideal, Tite fez mudanças – algumas delas não foram por vontade própria. Mesmo assim, três passos foram decisivos para a melhora significativa no desempenho.
1 – A troca polêmica
A principal mudança foi no gol. Em má fase, Cássio foi barrado por Tite antes da partida contra o Vitória. Walter, o novo titular, sofreu três gols naquele jogo, mas não teve sua confiança abalada e foi bem nos dois jogos seguintes. Contra o Sport, fez boas defesas que ajudaram o Corinthians a não correr riscos.
Aprovado em seus primeiros testes como titular, Walter terá sequência e não corre risco de perder a posição neste momento. Contra o Sport, a maior diferença foi vista nas reações de Cássio. Dias antes, na vitória sobre a Ponte, o goleiro havia reclamado da maneira como sua saída do time foi conduzida, dando recados a Tite e ao preparador de goleiros Mauri Lima. No domingo, abraçou Walter após a boa atuação e comemorou os dois gols.
– Tu pode usar que o grupo é fechado. Eu gosto de usar que é uma equipe de trabalho, em que todos se respeitam com lealdade – disse Tite, após a partida.
2 – Padrão entre zagueiros
O técnico perdeu Yago, por doping, e Balbuena, convocado para a seleção paraguaia. Tite lançou Vilson nos jogos contra Ponte e Sport, e ele correspondeu com duas atuações seguras.
O comandante atribui o desempenho à intensidade dos treinos. Nas últimas semanas, Vilson vinha formando dupla com Yago na equipe reserva, mas participava de treinos específicos com os companheiros de posição. Com Felipe, ele só havia formado dupla em uma partida – contra o Capivariano, pelo Campeonato Paulista.
A importância de uma nova opção na zaga se dá também pela provável saída de Felipe, que tem quase tudo acertado com o Porto e deve se apresentar ao novo clube em julho. Vilson terá pelo menos mais dois jogos como titular, contra Santos, quarta-feira, e Coritiba, sábado. O julgamento do caso de Yago foi adiado para o dia 6 de junho.
3 – Proteção no meio-campo
A mudança de esquema tático deixou o Corinthians mais equilibrado. Com Cristian e Bruno Henrique à frente dos zagueiros, o 4-2-3-1 alvinegro foi consistente nos dois jogos desde a adoção do novo sistema.
Cristian faz melhor a função que antes pertencia a Ralf: corte de linhas de passe, coberturas de laterais e desarmes são importantes. Bruno Henrique, mais ofensivo, não conseguiu se adaptar como primeiro volante. Com o colega de posição ao lado, ele tem liberdade para se infiltrar na área adversária. Dessa maneira, fez um golaço contra a Ponte Preta.
Diante do Sport, a diferença nos desarmes certos pôde ser vista: foram 13 do Timão, contra apenas três do adversário. Contra Santos e Coritiba, ambos em casa, o Corinthians tem a chance de consolidar novamente sua defesa, parte vital do título brasileiro de 2015.
Setor mais estável do Corinthians sob o comando do técnico Tite, a defesa passou por mudanças e questionamentos em um período de cinco jogos que teve duas eliminações, a perda de dois zagueiros e uma polêmica troca no gol da equipe.
Na vitória por 2 a 0 sobre o Sport, neste domingo, em Recife, o sistema defensivo mostrou que está se recompondo no Campeonato Brasileiro. O Timão chegou ao segundo jogo seguido sem sofrer gols. Marca ainda pequena, mas significativa diante do momento da equipe.
O Timão não sofreu gols na capital pernambucana e nem na vitória por 2 a 0 sobre a Ponte Preta, quinta-feira passada. Antes das duas partidas, eram sete gols sofridos em partidas contra Audax, Nacional (dois confrontos), Grêmio e Vitória. A instabilidade gerou um início de crise no clube.
Em busca da formação ideal, Tite fez mudanças – algumas delas não foram por vontade própria. Mesmo assim, três passos foram decisivos para a melhora significativa no desempenho.
1 – A troca polêmica
A principal mudança foi no gol. Em má fase, Cássio foi barrado por Tite antes da partida contra o Vitória. Walter, o novo titular, sofreu três gols naquele jogo, mas não teve sua confiança abalada e foi bem nos dois jogos seguintes. Contra o Sport, fez boas defesas que ajudaram o Corinthians a não correr riscos.
Aprovado em seus primeiros testes como titular, Walter terá sequência e não corre risco de perder a posição neste momento. Contra o Sport, a maior diferença foi vista nas reações de Cássio. Dias antes, na vitória sobre a Ponte, o goleiro havia reclamado da maneira como sua saída do time foi conduzida, dando recados a Tite e ao preparador de goleiros Mauri Lima. No domingo, abraçou Walter após a boa atuação e comemorou os dois gols.
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2 – Padrão entre zagueiros
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A importância de uma nova opção na zaga se dá também pela provável saída de Felipe, que tem quase tudo acertado com o Porto e deve se apresentar ao novo clube em julho. Vilson terá pelo menos mais dois jogos como titular, contra Santos, quarta-feira, e Coritiba, sábado. O julgamento do caso de Yago foi adiado para o dia 6 de junho.
3 – Proteção no meio-campo
A mudança de esquema tático deixou o Corinthians mais equilibrado. Com Cristian e Bruno Henrique à frente dos zagueiros, o 4-2-3-1 alvinegro foi consistente nos dois jogos desde a adoção do novo sistema.
Cristian faz melhor a função que antes pertencia a Ralf: corte de linhas de passe, coberturas de laterais e desarmes são importantes. Bruno Henrique, mais ofensivo, não conseguiu se adaptar como primeiro volante. Com o colega de posição ao lado, ele tem liberdade para se infiltrar na área adversária. Dessa maneira, fez um golaço contra a Ponte Preta.
Diante do Sport, a diferença nos desarmes certos pôde ser vista: foram 13 do Timão, contra apenas três do adversário. Contra Santos e Coritiba, ambos em casa, o Corinthians tem a chance de consolidar novamente sua defesa, parte vital do título brasileiro de 2015.
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Postado por Marcos - 14733 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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