26/5/2016 09:10
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Presidente depõe, e pressão por expulsão de pivôs de escândalo aumenta no Corinthians
MAURO HORITA/AGIF/GAZETA PRESS
Roberto de Andrade prestou depoimento em Comitê de Ética e sofre pressão
A pressão no Corinthians pela punição dos envolvidos no escândalo do caso Alyson aumentou nos últimos dias, especialmente após a presença do conselheiro Mané da Carne em jogo contra o Vitória, em Salvador. Já teve até depoimento do presidente, inclusive, segundo apurou o ESPN.com.br.
Internamente, o Corinthians vem trabalhando em investigação sobre o caso. Na última segunda, o Comitê de Ética do Conselho do clube ouviu o presidente Roberto de Andrade.
Desde a divulgação do fato, o mandatário e Andrés Sanchez, homem forte da política alvinegra, vêm sendo pressionados diariamente para punir todos os envolvidos.
A dúvida e motivo de indignação maior é por ninguém saber dizer se Mané entrou com ingresso cedido pelo clube na partida contra o Vitória.
Em entrevista recente, o conselheiro afirmou que pagou os custos da viagem do seu próprio bolso, mas também admitiu que viajou uma ou outra vez às custas do Corinthians.
O clube costuma levar bastante gente em sua delegação que viaja pelo Brasil para a disputa das competições. Em algumas partidas, o número de presentes chega a 40.
Na próxima semana, novas testemunhas vão ser ouvidas no Comitê, enquanto a quinta-feira reserva os depoimentos de Mané da Carne, José Onofre de Souza Almeida e Eduardo Ferreira.
A pressão maior é pela suspensão de Mané do quadro de conselheiros e demissão de José Onofre do cargo de diretor da base.
No começo do mês, Onofre ganhou um prazo para provar sua inocência na polêmica envolvendo seu departamento com um empresário americano, em incidente que estourou no fim de abril.
Onofre ganhou o tempo extra após conversa com o presidente Roberto de Andrade, que até então estava decidido a mandar o dirigente embora do cargo. Mesmo assim, novos nomes já foram discutidos para ocuparem o cargo.
O ex-gerente da base Fabio Barrozo foi um nome que deixou o cargo no departamento há algumas semanas.
Entenda o caso
O escândalo na base do Corinthians é complexo e começou há cinco meses. Apesar de não aparecer diretamente nas conversas divulgadas, Onofre é o chefe do departamento de base, principal envolvido no entrevero.
O que ocorre é que Helmut Niki Apaza culpa o clube por um prejuízo de cerca de US$ 110 mil, sendo US$ 60 mil por porcentagens de um atleta da base e mais US$ 50 mil por uma carta que supostamente o permitia representar o Corinthians.
O empresário americano diz ter sido convencido pelo então gerente da base corintiana, Fábio Barrozo, e pelo conselheiro Manoel Ramos Evangelista, o Mané da Carne, a adquirir 20% dos direitos econômicos do jogador Alyson José da Motta, uma promessa da base do Corinthians, por US$ 60 mil.
O empresário aceitou e divididiu o pagamento em três parcelas de US$ 20 mil.
No entanto, a Fifa proíbe a participação de empresários ou fundos de investimento na compra dos direitos econômicos dos jogadores desde o ano passado, o que tornaria a ação irregular.
Além disso, toda a negociação foi feita sem conhecimento do presidente do clube, Roberto de Andrade, motivo pelo qual o Corinthians alega ser 'vítima' no caso. Barrozzo foi demitido após o caso ser descoberto pelos diretores.
Apaza ainda pagou outros US$ 50 mil para receber uma carta do Corinthians confirmando que ele era o representante do clube nos Estados Unidos.
O documento, entretanto, não tem a assinatura do presidente Roberto de Andrade.
Roberto de Andrade prestou depoimento em Comitê de Ética e sofre pressão
A pressão no Corinthians pela punição dos envolvidos no escândalo do caso Alyson aumentou nos últimos dias, especialmente após a presença do conselheiro Mané da Carne em jogo contra o Vitória, em Salvador. Já teve até depoimento do presidente, inclusive, segundo apurou o ESPN.com.br.
Internamente, o Corinthians vem trabalhando em investigação sobre o caso. Na última segunda, o Comitê de Ética do Conselho do clube ouviu o presidente Roberto de Andrade.
Desde a divulgação do fato, o mandatário e Andrés Sanchez, homem forte da política alvinegra, vêm sendo pressionados diariamente para punir todos os envolvidos.
A dúvida e motivo de indignação maior é por ninguém saber dizer se Mané entrou com ingresso cedido pelo clube na partida contra o Vitória.
Em entrevista recente, o conselheiro afirmou que pagou os custos da viagem do seu próprio bolso, mas também admitiu que viajou uma ou outra vez às custas do Corinthians.
O clube costuma levar bastante gente em sua delegação que viaja pelo Brasil para a disputa das competições. Em algumas partidas, o número de presentes chega a 40.
Na próxima semana, novas testemunhas vão ser ouvidas no Comitê, enquanto a quinta-feira reserva os depoimentos de Mané da Carne, José Onofre de Souza Almeida e Eduardo Ferreira.
A pressão maior é pela suspensão de Mané do quadro de conselheiros e demissão de José Onofre do cargo de diretor da base.
No começo do mês, Onofre ganhou um prazo para provar sua inocência na polêmica envolvendo seu departamento com um empresário americano, em incidente que estourou no fim de abril.
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O ex-gerente da base Fabio Barrozo foi um nome que deixou o cargo no departamento há algumas semanas.
Entenda o caso
O escândalo na base do Corinthians é complexo e começou há cinco meses. Apesar de não aparecer diretamente nas conversas divulgadas, Onofre é o chefe do departamento de base, principal envolvido no entrevero.
O que ocorre é que Helmut Niki Apaza culpa o clube por um prejuízo de cerca de US$ 110 mil, sendo US$ 60 mil por porcentagens de um atleta da base e mais US$ 50 mil por uma carta que supostamente o permitia representar o Corinthians.
O empresário americano diz ter sido convencido pelo então gerente da base corintiana, Fábio Barrozo, e pelo conselheiro Manoel Ramos Evangelista, o Mané da Carne, a adquirir 20% dos direitos econômicos do jogador Alyson José da Motta, uma promessa da base do Corinthians, por US$ 60 mil.
O empresário aceitou e divididiu o pagamento em três parcelas de US$ 20 mil.
No entanto, a Fifa proíbe a participação de empresários ou fundos de investimento na compra dos direitos econômicos dos jogadores desde o ano passado, o que tornaria a ação irregular.
Além disso, toda a negociação foi feita sem conhecimento do presidente do clube, Roberto de Andrade, motivo pelo qual o Corinthians alega ser 'vítima' no caso. Barrozzo foi demitido após o caso ser descoberto pelos diretores.
Apaza ainda pagou outros US$ 50 mil para receber uma carta do Corinthians confirmando que ele era o representante do clube nos Estados Unidos.
O documento, entretanto, não tem a assinatura do presidente Roberto de Andrade.
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Postado por Marcos - 3426 visitas - Fonte: ESPN
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