17/5/2016 09:32
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Ex-Corinthians, volante da Portuguesa enfrenta atrasos morando com a mãe
Ex-companheiro de Ronaldo no Timão, Boquita se apoia na família para espantar crise
Desde 2015 na Lusa, Boquita projeta seguir no clube (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
A situação da Portuguesa não é fácil. Em crise política e financeira, a Lusa não vem cumprindo com os pagamentos de salário aos jogadores. Com isso, os atletas buscam alternativas para o sustento. As famílias de alguns membros do elenco voltaram para suas cidades por conta do aperto financeiro, mas Boquita encontrou nos parentes a saída para "respirar".
Ex-Corinthians, o volante mora com a mãe Vera Lúcia, aposentada, e com o irmão Daniel, professor de educação física e personal trainer, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo. Enquanto o dinheiro da Lusa não cai, o jogador vai se virando com o que ele e a família guardaram.
– Todo mundo se ajuda. A gente pode passar dificuldade, mas sempre estamos juntos. Quando um está em fase pior, o outro está sempre ajudando. Não estou na Portuguesa para ficar rico. A gente precisa receber pelo nosso trabalho. Aqui em casa, a união que prevalece. Isso de fora acaba afetando dentro de campo, mesmo a gente querendo evitar problemas – afirma o volante de 26 anos.
Após a morte do pai em 2011, em decorrência de complicações com diabetes, Boquita se aproximou ainda mais da mãe. Presença constante nas arquibancadas do Canindé, ao lado do filho Daniel, Vera Lúcia não quer ver Rafael, o nome de batismo de Boquita, morando longe dela. Tampouco o jogador, que não quer deixar de ser um dos únicos jogadores do elenco da Portuguesa a morar com a mãe.

Boquita com a mãe Vera Lúcia e o irmão mais velho Daniel (Foto: Acervo Pessoal)
– Tenho tudo: roupa lavada, comida... Minha mãe é gente boa demais. Saio do jogo meia-noite e ela está me esperando para comer. Minha vida é muito boa com ela, sempre estamos brincando. Tento sempre retribuir. Ela só não deixa levar mulher para casa. Só se for a oficial – conta Boquita.
Quando o volante é chamado de filho-de-não-sei-o-quê pela torcida lusitana, Vera Lúcia, por causa dos conselhos de Daniel, finge que não é com ela. A presença da família na arquibancada, porém, quase acabou em problemas em 2009.
Atuando pelo Corinthians, Boquita disputou a final do Paulistão daquele ano contra o Santos, na Vila Belmiro. Como não havia ingressos para a torcida visitante, os parentes e empresários do volante ficaram misturados com os santistas. Quando saiu o antológico gol de Ronaldo, por cobertura em Fábio Costa, o pai de Boquita não se conteve.
– Ele deu um grito. Minha mãe disse para ele: "Fica quieto, fica quieto". Os santistas começaram a olhar feio para ele. Meu pai falou, sério: "Tem que aplaudir um cara desses, não tem jeito". No final do jogo, eu estava indo para o vestiário. Quando olho para cima, todo mundo me xingando, inclusive minha família. Dei um tchau para eles e nunca tomei tanta cuspida na vida – lembra o jogador, que atuou pelo Corinthians entre 2009 e 2013, com empréstimos a alguns clubes nesse período.

Boquita marca Ronaldo em treino do Corinthians em 2009 (Foto: Leandro Canônico/GloboEsporte.Com)
Na próxima quinta-feira, contra o Vitória, em Salvador, pela Copa do Brasil, Boquita não poderá contar com o apoio presencial dos familiares.
Após empatar por 0 a 0 em casa contra o time baiano, a Portuguesa vai tentar uma vaga na terceira fase da competição em Salvador. Um empate com gols basta...
– Nosso grupo está confiante. Lá, se faz um gol, muda toda a história. Temos grandes chances. Treinei como titular nessa semana, espero que continue assim. A Portuguesa, hoje, é um time de grandes homens. Vamos conseguir superar o que acontece dentro e fora de campo – diz Boquita.
A situação da Portuguesa não é fácil. Em crise política e financeira, a Lusa não vem cumprindo com os pagamentos de salário aos jogadores. Com isso, os atletas buscam alternativas para o sustento. As famílias de alguns membros do elenco voltaram para suas cidades por conta do aperto financeiro, mas Boquita encontrou nos parentes a saída para "respirar".
Ex-Corinthians, o volante mora com a mãe Vera Lúcia, aposentada, e com o irmão Daniel, professor de educação física e personal trainer, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo. Enquanto o dinheiro da Lusa não cai, o jogador vai se virando com o que ele e a família guardaram.
– Todo mundo se ajuda. A gente pode passar dificuldade, mas sempre estamos juntos. Quando um está em fase pior, o outro está sempre ajudando. Não estou na Portuguesa para ficar rico. A gente precisa receber pelo nosso trabalho. Aqui em casa, a união que prevalece. Isso de fora acaba afetando dentro de campo, mesmo a gente querendo evitar problemas – afirma o volante de 26 anos.
Após a morte do pai em 2011, em decorrência de complicações com diabetes, Boquita se aproximou ainda mais da mãe. Presença constante nas arquibancadas do Canindé, ao lado do filho Daniel, Vera Lúcia não quer ver Rafael, o nome de batismo de Boquita, morando longe dela. Tampouco o jogador, que não quer deixar de ser um dos únicos jogadores do elenco da Portuguesa a morar com a mãe.

Boquita com a mãe Vera Lúcia e o irmão mais velho Daniel (Foto: Acervo Pessoal)
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Quando o volante é chamado de filho-de-não-sei-o-quê pela torcida lusitana, Vera Lúcia, por causa dos conselhos de Daniel, finge que não é com ela. A presença da família na arquibancada, porém, quase acabou em problemas em 2009.
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– Ele deu um grito. Minha mãe disse para ele: "Fica quieto, fica quieto". Os santistas começaram a olhar feio para ele. Meu pai falou, sério: "Tem que aplaudir um cara desses, não tem jeito". No final do jogo, eu estava indo para o vestiário. Quando olho para cima, todo mundo me xingando, inclusive minha família. Dei um tchau para eles e nunca tomei tanta cuspida na vida – lembra o jogador, que atuou pelo Corinthians entre 2009 e 2013, com empréstimos a alguns clubes nesse período.

Boquita marca Ronaldo em treino do Corinthians em 2009 (Foto: Leandro Canônico/GloboEsporte.Com)
Na próxima quinta-feira, contra o Vitória, em Salvador, pela Copa do Brasil, Boquita não poderá contar com o apoio presencial dos familiares.
Após empatar por 0 a 0 em casa contra o time baiano, a Portuguesa vai tentar uma vaga na terceira fase da competição em Salvador. Um empate com gols basta...
– Nosso grupo está confiante. Lá, se faz um gol, muda toda a história. Temos grandes chances. Treinei como titular nessa semana, espero que continue assim. A Portuguesa, hoje, é um time de grandes homens. Vamos conseguir superar o que acontece dentro e fora de campo – diz Boquita.
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Postado por Marcos - 12492 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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