16/5/2016 09:37
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Tempo resolve tudo - até no futebol
Corinthians e Grêmio começaram o ano com grandes expectativas e não conseguiram corresponder ao que o torcedor esperava. Apesar disso, as duas equipes sempre mostraram um padrão, até nos piores jogos - contra Nacional e Rosario. O peso do emocional, sempre muito grande numa Libertadores, pode ter afetado a melhor execução do modelo que os professores propõem.
Esses modelos foram bem vistos na Arena Corinthians. Duas equipes que sabiam exatamente o que fazer com a bola e sem ela. Que encurtavam o espaço na defesa assim como tentavam abrir buracos no ataque. O 0x0 não agradou, mas mostrou boas ideias que precisam de tempo para se transformarem em prática.
Que no futebol existe uma pressão e cobrança enormes, não é novidade pra ninguém. Mas essa cobrança nem sempre corresponde à realidade. Precisamos sempre lembrar que jogadores são humanos como nós: possuem sonhos, vontades, desejos, dias bons e dias ruins de trabalho. Nem sempre dá pra jogar bem.
O caso do Corinthians mostra bem porque o tempo resolve tudo. Pegue o exemplo de André, por exemplo. Tite insiste com ele, acredita e ensina os mesmos movimentos que Vágner Love fazia dentro do 4-1-4-1: jogar de costas para esperar a infiltração dos pontas e de Fágner, morder os volantes adversários e sempre procurar entrar na área livre de marcação. André tem qualidade para fazer isso. Mas ele precisa de tempo, um pouco mais de vontade também, convencimento…
O mesmo vale para Guilherme. Desde que voltou ao Brasil, o camisa 10 jogou como meia central ou centroavante, com um perfil mais agressivo, de procurar a área ou a finalização o tempo todo. É um jogador diferente de Renato Augusto, mas pode fazer a mesma função desde que acredite, queira, veja os erros que comete nos vídeos pós-jogo…

As coisas não acontecem de um dia para o outro. O Grêmio não solucionou o problema da bola parada defensiva só porque não tomou gols do Corinthians. Bollaños jogou bem ontem, mas isso não quer dizer que vai jogar bem sempre. E Luan, que mudou de função no ano passado e nem sempre consegue ter boas atuações em sequência?
De novo: tempo. O problema da bola parada defensiva começava lá atrás, com o Tricolor Gaúcho pressionando menos o adversário e deixando as jogadas penetrarem mais no seu terço defensivo…zagueiros, laterais e volantes ficam mais expostos assim. Ontem, com Bobô e Bollaños à frente, a equipe de Roger Machado pressionou e conseguiu propor o jogo no primeiro tempo, sempre trocando passes curtos com muita aproximação de quem está por perto.
O camisa 23 funcionou como um atacante de movimentação: buscava os lados, saía da cola dos zagueiros para receber a bola, entrava na área e buscava servir de referência para as bolas longas da defesa. Ele pode jogar de muitas maneiras, e cada maneira vai precisar de muito treino, insistência e vontade do jogador para dar certo.

Muita gente gosta de cornetar os técnicos com um grito: “teimoso!”. Mas o que é "ser teimoso"? Técnicos precisam acreditar no que fazem. E treinar, corrigir, cobrar…teimosia nada mais é do que uma grande virtude de grandes treinadores: acreditar numa ideia e acreditar no ser humano que entra em campo. Corinthians e Grêmio vão precisar de tempo - na vida e no futebol ele costuma resolver tudo.
Esses modelos foram bem vistos na Arena Corinthians. Duas equipes que sabiam exatamente o que fazer com a bola e sem ela. Que encurtavam o espaço na defesa assim como tentavam abrir buracos no ataque. O 0x0 não agradou, mas mostrou boas ideias que precisam de tempo para se transformarem em prática.
Que no futebol existe uma pressão e cobrança enormes, não é novidade pra ninguém. Mas essa cobrança nem sempre corresponde à realidade. Precisamos sempre lembrar que jogadores são humanos como nós: possuem sonhos, vontades, desejos, dias bons e dias ruins de trabalho. Nem sempre dá pra jogar bem.
O caso do Corinthians mostra bem porque o tempo resolve tudo. Pegue o exemplo de André, por exemplo. Tite insiste com ele, acredita e ensina os mesmos movimentos que Vágner Love fazia dentro do 4-1-4-1: jogar de costas para esperar a infiltração dos pontas e de Fágner, morder os volantes adversários e sempre procurar entrar na área livre de marcação. André tem qualidade para fazer isso. Mas ele precisa de tempo, um pouco mais de vontade também, convencimento…
O mesmo vale para Guilherme. Desde que voltou ao Brasil, o camisa 10 jogou como meia central ou centroavante, com um perfil mais agressivo, de procurar a área ou a finalização o tempo todo. É um jogador diferente de Renato Augusto, mas pode fazer a mesma função desde que acredite, queira, veja os erros que comete nos vídeos pós-jogo…

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De novo: tempo. O problema da bola parada defensiva começava lá atrás, com o Tricolor Gaúcho pressionando menos o adversário e deixando as jogadas penetrarem mais no seu terço defensivo…zagueiros, laterais e volantes ficam mais expostos assim. Ontem, com Bobô e Bollaños à frente, a equipe de Roger Machado pressionou e conseguiu propor o jogo no primeiro tempo, sempre trocando passes curtos com muita aproximação de quem está por perto.
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Postado por Marcos - 3579 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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