15/5/2016 11:36
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Haja fé
por Antero Greco
Vida de torcedor nem sempre é fácil. Vá lá que o do Corinthians há muito tem muito mais motivos para alegrias do que para tristezas. Exceto por queda para a Série B e dois ou três baques na Libertadores, ele se empanturrou de títulos nas últimas décadas. Uma bonança invejável – e para poucos.
Muito bem, tudo lindo e bacana. Viva o Todo-Poderoso Timão!
Porém, haja paciência para este 2016. Mal terminou a comemoração pela conquista do hexa nacional veio a traulitada do desmanche de janeiro e fevereiro. Entre nozes e castanhas das festas de fim de ano e confetes de carnaval, revoada de talentos deixou o Parque São Jorge e tomou a China como destino principal.
Tite armou-se de paciência, observação, trabalho e perseverança para montar a toque de caixa versão competitiva da equipe para os primeiros desafios do ano. Até que se saiu além da conta, com a melhor campanha na fase de grupos do Campeonato Paulista e com passagem tranquila pela etapa classificatória e pelas oitavas da Libertadores.
Caiu nas duas competições, ok. No entanto, ficou a sensação de remontagem mais rápida do que algum otimista de carteirinha poderia projetar, depois que saíram Ralf, Gil, Jadson, Renato Augusto e etc. Passada a frustração, restou o bola pra frente para o Brasileiro e a Copa do Brasil, desafios para a etapa mais longa e desgastante do calendário. A amostra deixou entrever perspectiva de sucesso, por que não?
Daí vem a semana de estreia na Série A, com clássico com o Grêmio logo de cara, em casa e, para variar, com expectativa de lotação. Nem bem foram lambidas as feridas da topada com o Nacional, do Uruguai, explode a notícia de que a sombra de novo desmanche ronda o elenco. Como assim?! Já?! Os gringos não dão sossego na Zona Leste.
O alvo principal dos chineses – sempre eles – seria Elias, espécie de estrela solitária da companhia, ao lado do goleiro Cássio. Além dele, crescem o olho em Felipe, coadjuvante com desempenho regular. Bom, desta vez, não é tanta gente assim para fazer as malas, certo? Errado. Numa trupe ainda sob análise e sem variedade de jogadores que decidam, qualquer baixa tende a ter reflexos negativos no todo.
Tite às vezes assume ar de monge, com resignação e o discurso de que há talentos para repor. Conversa adequada para não tirar moral da companhia e porque não lhe resta alternativa. Caso contrário, pegaria o boné e iria tentar a sorte em outra freguesia. No fundo, apresenta-se novo obstáculo a superar e a provar habilidade e eficiência.
Mesmo assim, novamente, cabe a ressalva: esperança até certo ponto e até ela tem limite. Pois Tite, você, eu, a torcida alvinegra sabemos que, após o primeiro momento de solidariedade e compreensão, virão as cobranças. Com um jogo atrás do outro, todos esquecerão com rapidez das mudanças e dá-lhe cornetagem se os resultados estiverem aquém do esperado. Entenda-se por derrotas ou empates.
Ou seja, o Corinthians hoje à tarde dá a largada para a defesa do título de 2015 já pressionado. Coisa de doido, não? E bem a cara do futebol brasileiro. Vivemos tempos em que times já não duram temporadas, sequer semestre. As mudanças ocorrem agora no giro de meses. Logo chegaremos às trocas semanais. E durma-se com um barulho desses.
Muito bem, tudo lindo e bacana. Viva o Todo-Poderoso Timão!
Porém, haja paciência para este 2016. Mal terminou a comemoração pela conquista do hexa nacional veio a traulitada do desmanche de janeiro e fevereiro. Entre nozes e castanhas das festas de fim de ano e confetes de carnaval, revoada de talentos deixou o Parque São Jorge e tomou a China como destino principal.
Tite armou-se de paciência, observação, trabalho e perseverança para montar a toque de caixa versão competitiva da equipe para os primeiros desafios do ano. Até que se saiu além da conta, com a melhor campanha na fase de grupos do Campeonato Paulista e com passagem tranquila pela etapa classificatória e pelas oitavas da Libertadores.
Caiu nas duas competições, ok. No entanto, ficou a sensação de remontagem mais rápida do que algum otimista de carteirinha poderia projetar, depois que saíram Ralf, Gil, Jadson, Renato Augusto e etc. Passada a frustração, restou o bola pra frente para o Brasileiro e a Copa do Brasil, desafios para a etapa mais longa e desgastante do calendário. A amostra deixou entrever perspectiva de sucesso, por que não?
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Tite às vezes assume ar de monge, com resignação e o discurso de que há talentos para repor. Conversa adequada para não tirar moral da companhia e porque não lhe resta alternativa. Caso contrário, pegaria o boné e iria tentar a sorte em outra freguesia. No fundo, apresenta-se novo obstáculo a superar e a provar habilidade e eficiência.
Mesmo assim, novamente, cabe a ressalva: esperança até certo ponto e até ela tem limite. Pois Tite, você, eu, a torcida alvinegra sabemos que, após o primeiro momento de solidariedade e compreensão, virão as cobranças. Com um jogo atrás do outro, todos esquecerão com rapidez das mudanças e dá-lhe cornetagem se os resultados estiverem aquém do esperado. Entenda-se por derrotas ou empates.
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Arlene S L
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5457 visitas - Fonte: Estadão
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