12/5/2016 08:14
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Maduro, Cássio absorve críticas e avisa: 'Nunca vou ser unanimidade'
De contrato renovado, goleiro afirma estar em boa fase, nega falhas em gols sofridos no ano e vê fase mais tranquila da carreira. Ele tenta repetir feitos de 2015 no Timão
Cássio assina novo contrato, até o fim de 2019 (Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)
Poucos conhecem tão bem o atual Corinthians quanto o goleiro Cássio. Perto de completar 29 anos, quatro deles no clube, o goleiro é considerado líder do atual elenco comandado por Tite e peça-chave na tentativa do Timão em conquistar seu sétimo título brasileiro.
– Não conheço o clube tão bem quanto o seu Miranda, mas sei como as coisas funcionam aqui – ri, citando o roupeiro Gildásio Matos Miranda, funcionário com 52 anos de clube.
Cássio não exagera quando se compara ao funcionário do CT Joaquim Grava. De contrato renovado até dezembro de 2019, o goleiro pode chegar a oito temporadas completas pelo Corinthians. Mesmo com 229 jogos e cinco títulos nas costas, porém, enfrenta questionamentos por gols sofridos na atual temporada.
A autocrítica está presente, mas ele nega ter falhado em qualquer gol em 2016 – principalmente nos clássicos contra Santos e Palmeiras, e no empate por 2 a 2 com o Nacional, que selou a queda na Libertadores. Mais do que isso: maduro, ele tem consciência de que não vai conseguir agradar a todos, mas espera que sua história seja respeitada.
– Nunca vou ser unanimidade no Corinthians, quando cheguei também não era. Nunca vou agradar a todos, mas respeito as opiniões. Procuro fazer meu trabalho, acredito que vem sendo muito bem feito. Em quatro anos, conquistei cinco títulos de grande expressão. Não é querendo me achar, mas meu trabalho está muito bom. As pessoas têm de lembrar disso – disse.
Minutos antes de assinar seu novo contrato, Cássio conversou com a reportagem para falar de suas expectativas para o restante da temporada. O objetivo atual é o segundo título brasileiro consecutivo. Campeonato Paulista e Taça Libertadores, para ele, fazem parte do passado.
Confira abaixo a íntegra da conversa:
GloboEsporte.com: Depois das eliminações recentes, com que ânimo você acha que o Corinthians entra no Brasileiro?
Cássio: Acho que o time entra muito forte. Claro que a eliminação na Libertadores nos chateia, mas o futebol é assim mesmo. A equipe está bem focada no Brasileiro, a preparação está boa para começar bem. Começar bem é ganhar já a primeira partida em casa, contra o Grêmio.
A equipe pode ficar mais madura depois dessas experiências negativas?
Acho que sim, pelo fato de muitos jogadores terem chegado há pouco tempo. Eles estão aprendendo como funciona o Corinthians, uma situação de ser eliminado, outra de estar muito bem. Todos estão tendo um aprendizado de como é. Até eu, que estou há tanto tempo, tiro lições dessa situação. O grupo está bem preparado psicologicamente.
Essas quedas foram menos traumáticas que as de 2015, contra Palmeiras e Guaraní?
Pelo fato de ter mudado tanto o time, sim. Em 2015, tínhamos um time que jogava há muito tempo junto, a base vinha de 2014. Pesou um pouco o fato de termos agora muitos jogadores novos, não nos conhecemos 100%. O ambiente de vestiário é muito bom, mas as características em momentos difíceis não sabíamos ainda, estamos conhecendo agora. Ano passado a cobrança foi grande porque não vínhamos de títulos em 2014, agora somos os atuais campeões brasileiros. A cobrança é sempre grande e queremos melhorar logo para começar bem o Brasileiro, mas o momento agora é menos traumático, sim.
O que é começar bem o Brasileiro?
Ganhar, ter uma sequência boa de vitórias, não perder pontos em casa, mesmo contra equipes de grande nível ou em clássicos. Se quisermos chegar a um título ou buscar uma Libertadores, é fundamental somar todos os pontos em casa.

Cássio leva gol de Dudu, do Palmeiras, mas avisa: "Não falhei" (Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo)
Qual o real objetivo do Corinthians no Campeonato Brasileiro? Tite falou em G-4...
É título. Sem desmerecer nenhuma equipe ou ter qualquer soberba, mas ano passado tivemos duas eliminações, a cobrança era muito alta por termos uma equipe entrosada, e passo a passo buscamos a conquista. Todo jogo é importante. Vamos tentar manter o alto nível para repetir o feito. A situação é a mesma e, como já disse, o processo foi menos traumático.
Você vê potencial para esse time atingir nível parecido com o de 2015?
Tem condições, sim. Os jogadores que chegaram são de excelente qualidade, estão entendendo o que o Tite está pedindo e querendo. São jogadores campeões em outras equipes, isso é importante, trabalhar com quem já passou por mais coisas positivas do que negativas, pessoas que já têm bagagem no futebol. As contratações foram bem feitas, temos muito a evoluir e vamos brigar por esse campeonato.
Você sentiu cobrança maior em 2016 por ter sido um dos poucos líderes que sobraram do elenco do ano passado?
É normal a cobrança aumentar pelo fato de eu estar há mais tempo no clube, mas na hora da derrota não sou o culpado, nem herói na hora da vitória. Venho tentando fazer meu melhor. Se pegar os números de gols sofridos e estatísticas, está sendo um bom começo de ano. Meu objetivo é evoluir e crescer. Estou preparado para começar bem o Brasileiro.
Você acha que falhou em algum gol sofrido nesta temporada? Principalmente contra Santos, Palmeiras, Nacional...
Quando eu errei, assumi. Não tenho esse problema. Já falei, o que passou, passou, não vou ficar remoendo. Quando falhei, assumi, não tem muito o que falar. Neste ano, particularmente, achei que tive um bom início.
Você concorda com as críticas sobre algumas de suas atuações em 2016?
Todo mundo tem sua opinião, mas nem vejo muitas coisas. Nunca vou ser unanimidade no Corinthians, quando cheguei também não era. Nunca vou agradar a todos, mas respeito as opiniões. Procuro fazer meu trabalho, acredito que vem sendo muito bem feito. Em quatro anos, conquistei cinco títulos de grande expressão. Não é querendo me achar, mas meu trabalho está muito bom. As pessoas têm de lembrar disso. Ano passado, mesmo, fomos campeões brasileiros. É um momento recente. Muitas vezes fui criticado e tirei proveito. Tenho maturidade suficiente para receber uma crítica, um toque, e saber assimilar isso. Sei o que é proveitoso e o que não é para mim. Não conheço o Corinthians tão bem quanto o Seu Miranda, mas sei bem como as coisas funcionam aqui. Tenho de estar focado. Claro que eu gostaria de ter pegado os pênaltis contra o Audax, não queria tomar aqueles gols contra o Nacional. Às vezes as coisas não dão certo, mas isso não apaga minha história aqui. Temos coisas muito boas pela frente.

Cássio, no vestiário da Arena Corinthians
(Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)
Depois da proposta do Besiktas, no início do ano, você já pensou no futuro? Pretende continuar no Corinthians por mais tempo ou ainda sonha com a Europa?
É difícil falar sobre sair ou não. A proposta da Turquia me pegou de surpresa, eu não esperava. Já tenho 28 anos, quase 29, não esperava algo da Europa, mas aconteceu pelo bom trabalho que venho fazendo aqui. Não sei o que vai acontecer amanhã, mas estou muito feliz no Corinthians. Não é porque fomos eliminados que perdi minha credibilidade. Faço sempre meu melhor pelo Corinthians. O melhor é vencer, claro, mas às vezes não acontece. Minha cabeça está bem focada aqui, que é onde vou ficar por muito tempo.
Você se sente no momento mais maduro da carreira?
Acho que sim. O tempo passa e você amadurece. A evolução não vem só nos momentos positivos. Nas horas negativas você também cresce e evolui. Ano a ano você joga, perde, ganha, tem tristezas e alegrias. A tendência é crescer e melhorar, evoluir como pessoa, atleta e líder da equipe. Estou totalmente preparado para isso.
Poucos conhecem tão bem o atual Corinthians quanto o goleiro Cássio. Perto de completar 29 anos, quatro deles no clube, o goleiro é considerado líder do atual elenco comandado por Tite e peça-chave na tentativa do Timão em conquistar seu sétimo título brasileiro.
– Não conheço o clube tão bem quanto o seu Miranda, mas sei como as coisas funcionam aqui – ri, citando o roupeiro Gildásio Matos Miranda, funcionário com 52 anos de clube.
Cássio não exagera quando se compara ao funcionário do CT Joaquim Grava. De contrato renovado até dezembro de 2019, o goleiro pode chegar a oito temporadas completas pelo Corinthians. Mesmo com 229 jogos e cinco títulos nas costas, porém, enfrenta questionamentos por gols sofridos na atual temporada.
A autocrítica está presente, mas ele nega ter falhado em qualquer gol em 2016 – principalmente nos clássicos contra Santos e Palmeiras, e no empate por 2 a 2 com o Nacional, que selou a queda na Libertadores. Mais do que isso: maduro, ele tem consciência de que não vai conseguir agradar a todos, mas espera que sua história seja respeitada.
– Nunca vou ser unanimidade no Corinthians, quando cheguei também não era. Nunca vou agradar a todos, mas respeito as opiniões. Procuro fazer meu trabalho, acredito que vem sendo muito bem feito. Em quatro anos, conquistei cinco títulos de grande expressão. Não é querendo me achar, mas meu trabalho está muito bom. As pessoas têm de lembrar disso – disse.
Minutos antes de assinar seu novo contrato, Cássio conversou com a reportagem para falar de suas expectativas para o restante da temporada. O objetivo atual é o segundo título brasileiro consecutivo. Campeonato Paulista e Taça Libertadores, para ele, fazem parte do passado.
Confira abaixo a íntegra da conversa:
GloboEsporte.com: Depois das eliminações recentes, com que ânimo você acha que o Corinthians entra no Brasileiro?
Cássio: Acho que o time entra muito forte. Claro que a eliminação na Libertadores nos chateia, mas o futebol é assim mesmo. A equipe está bem focada no Brasileiro, a preparação está boa para começar bem. Começar bem é ganhar já a primeira partida em casa, contra o Grêmio.
A equipe pode ficar mais madura depois dessas experiências negativas?
Acho que sim, pelo fato de muitos jogadores terem chegado há pouco tempo. Eles estão aprendendo como funciona o Corinthians, uma situação de ser eliminado, outra de estar muito bem. Todos estão tendo um aprendizado de como é. Até eu, que estou há tanto tempo, tiro lições dessa situação. O grupo está bem preparado psicologicamente.
Essas quedas foram menos traumáticas que as de 2015, contra Palmeiras e Guaraní?
Pelo fato de ter mudado tanto o time, sim. Em 2015, tínhamos um time que jogava há muito tempo junto, a base vinha de 2014. Pesou um pouco o fato de termos agora muitos jogadores novos, não nos conhecemos 100%. O ambiente de vestiário é muito bom, mas as características em momentos difíceis não sabíamos ainda, estamos conhecendo agora. Ano passado a cobrança foi grande porque não vínhamos de títulos em 2014, agora somos os atuais campeões brasileiros. A cobrança é sempre grande e queremos melhorar logo para começar bem o Brasileiro, mas o momento agora é menos traumático, sim.
O que é começar bem o Brasileiro?
Ganhar, ter uma sequência boa de vitórias, não perder pontos em casa, mesmo contra equipes de grande nível ou em clássicos. Se quisermos chegar a um título ou buscar uma Libertadores, é fundamental somar todos os pontos em casa.

Cássio leva gol de Dudu, do Palmeiras, mas avisa: "Não falhei" (Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo)
Qual o real objetivo do Corinthians no Campeonato Brasileiro? Tite falou em G-4...
É título. Sem desmerecer nenhuma equipe ou ter qualquer soberba, mas ano passado tivemos duas eliminações, a cobrança era muito alta por termos uma equipe entrosada, e passo a passo buscamos a conquista. Todo jogo é importante. Vamos tentar manter o alto nível para repetir o feito. A situação é a mesma e, como já disse, o processo foi menos traumático.
Você vê potencial para esse time atingir nível parecido com o de 2015?
Tem condições, sim. Os jogadores que chegaram são de excelente qualidade, estão entendendo o que o Tite está pedindo e querendo. São jogadores campeões em outras equipes, isso é importante, trabalhar com quem já passou por mais coisas positivas do que negativas, pessoas que já têm bagagem no futebol. As contratações foram bem feitas, temos muito a evoluir e vamos brigar por esse campeonato.
Você sentiu cobrança maior em 2016 por ter sido um dos poucos líderes que sobraram do elenco do ano passado?
É normal a cobrança aumentar pelo fato de eu estar há mais tempo no clube, mas na hora da derrota não sou o culpado, nem herói na hora da vitória. Venho tentando fazer meu melhor. Se pegar os números de gols sofridos e estatísticas, está sendo um bom começo de ano. Meu objetivo é evoluir e crescer. Estou preparado para começar bem o Brasileiro.
Você acha que falhou em algum gol sofrido nesta temporada? Principalmente contra Santos, Palmeiras, Nacional...
Quando eu errei, assumi. Não tenho esse problema. Já falei, o que passou, passou, não vou ficar remoendo. Quando falhei, assumi, não tem muito o que falar. Neste ano, particularmente, achei que tive um bom início.
Você concorda com as críticas sobre algumas de suas atuações em 2016?
Todo mundo tem sua opinião, mas nem vejo muitas coisas. Nunca vou ser unanimidade no Corinthians, quando cheguei também não era. Nunca vou agradar a todos, mas respeito as opiniões. Procuro fazer meu trabalho, acredito que vem sendo muito bem feito. Em quatro anos, conquistei cinco títulos de grande expressão. Não é querendo me achar, mas meu trabalho está muito bom. As pessoas têm de lembrar disso. Ano passado, mesmo, fomos campeões brasileiros. É um momento recente. Muitas vezes fui criticado e tirei proveito. Tenho maturidade suficiente para receber uma crítica, um toque, e saber assimilar isso. Sei o que é proveitoso e o que não é para mim. Não conheço o Corinthians tão bem quanto o Seu Miranda, mas sei bem como as coisas funcionam aqui. Tenho de estar focado. Claro que eu gostaria de ter pegado os pênaltis contra o Audax, não queria tomar aqueles gols contra o Nacional. Às vezes as coisas não dão certo, mas isso não apaga minha história aqui. Temos coisas muito boas pela frente.

Cássio, no vestiário da Arena Corinthians
(Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)
Depois da proposta do Besiktas, no início do ano, você já pensou no futuro? Pretende continuar no Corinthians por mais tempo ou ainda sonha com a Europa?
É difícil falar sobre sair ou não. A proposta da Turquia me pegou de surpresa, eu não esperava. Já tenho 28 anos, quase 29, não esperava algo da Europa, mas aconteceu pelo bom trabalho que venho fazendo aqui. Não sei o que vai acontecer amanhã, mas estou muito feliz no Corinthians. Não é porque fomos eliminados que perdi minha credibilidade. Faço sempre meu melhor pelo Corinthians. O melhor é vencer, claro, mas às vezes não acontece. Minha cabeça está bem focada aqui, que é onde vou ficar por muito tempo.
Você se sente no momento mais maduro da carreira?
Acho que sim. O tempo passa e você amadurece. A evolução não vem só nos momentos positivos. Nas horas negativas você também cresce e evolui. Ano a ano você joga, perde, ganha, tem tristezas e alegrias. A tendência é crescer e melhorar, evoluir como pessoa, atleta e líder da equipe. Estou totalmente preparado para isso.
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Postado por Marcos - 6090 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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