3/5/2016 11:17
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Alyson sustenta família com R$ 2,5 mil e cogita deixar Timão, que quer bolada
Pivô do escândalo que envolve ex-diretor e conselheiro, garoto de 16 anos está afastado dos elencos da base desde janeiro. Clube pede R$ 9 milhões para liberá-lo
Alyson (ao centro) com o uniforme do Corinthians (Foto: Reprodução/Facebook)
Alyson José da Motta deixou de ser só mais um entre tantos garotos que tentam realizar o sonho de se transformar em jogador profissional de futebol. Com apenas 16 anos, o meia-atacante é o pivô de um escândalo que abalou o Corinthians. Colocado para treinar com meninos em testes desde que o caso chegou à diretoria, em janeiro, o jogador quer deixar o clube, mas esbarra no pedido de R$ 9 milhões feito pela direção. A disputa pode parar na Justiça.
O garoto não participa de treinos com os elencos das divisões menores do Timão desde os primeiros dias do ano. O clube alega que ele foi colocado para trabalhar com novatos em testes por indisciplina. Jailton Lopes, novo representante do menino, justifica que ele sofreu um deslocamento de maxilar durante um treino e ainda teve caxumba recentemente. Por isso, teria faltado a algumas atividades.
– Temos como provar isso. Há até um relatório médico do próprio Corinthians – alegou Lopes.
O fato é que o escândalo envolvendo Alyson, o ex-gerente da base Fábio Barrozo, o conselheiro vitalício Manoel Ramos Evangelista, o Mané da Carne, e o empresário americano Helmut Niki Apaza está diretamente relacionado ao afastamento. O Corinthians não conseguiu impedir o vazamento das denúncias feitas pelo agente internacional e tentou abafar o caso tirando o garoto de ação.
Orientado a não dar entrevistas, Alyson chegou a cogitar abandonar o futebol ao conhecer toda a história em que está inserido. Foi convencido por familiares e por seu representante a seguir jogando, mas isso pode acontecer bem longe do Corinthians, clube no qual sonhou em se profissionalizar e fazer carreira.
– Ele sempre ambicionou ser um ídolo do Corinthians. Agora, quer ir embora para ficar distante de todos esses problemas. Ele é um garoto muito bom e que tem um futuro brilhante. Eu estou esperando a diretoria para resolvermos isso da melhor maneira possível para as duas partes. Queremos apenas o bem do menino – disse Lopes.

Alyson em partida das categorias de base do Corinthians (Foto: Reprodução/Facebook)
A primeira tentativa de romper o vínculo não funcionou. Em reunião na última sexta-feira com Claudinei Muza, gerente técnico da base do Corinthians, o empresário ouviu que o clube só liberaria o jogador com o pagamento de R$ 9 milhões, amparado pela Lei Pelé.
A legislação prevê que, se o jogador amador não quiser assinar seu primeiro contrato profissional, o clube formador pode pedir uma indenização de 200 vezes os gastos comprovadamente efetuados com o atleta. O Corinthians calcula que desembolsou até agora R$ 45 mil com o jogador. Ele está no clube há 18 meses e recebe mensalmente R$ 2,5 mil. Assim, o clube chegou aos R$ 9 milhões.
Caso não haja acordo, o imbróglio pode parar na Justiça. Jailton Lopes garante que foi procurado por cinco equipes brasileiras e outras duas do exterior interessadas em contratar o novato. Mesmo assim, dá prioridade para resolver o caso com o Timão.
Início no São Paulo e salário para sustentar a família
Alyson é considerado no Parque São Jorge uma das boas promessas para o futuro. Dos dez aos 14 anos, ele esteve na base do São Paulo, mas optou por sair em virtude da dificuldade de se locomover entre Itapevi, onde vivia com a família, e Cotia, sede do centro de treinamentos da base tricolor. O garoto chegou ao Timão em 2014 e passou a chamar a atenção atuando como meia-atacante. Por vezes, usou a camisa 10 alvinegra.

Alyson veste a camisa 10 da base do Corinthians (Foto: Reprodução/Facebook)
Enquanto espera por um desfecho, Alyson continua usando os R$ 2,5 mil que recebe por mês do Corinthians para ajudar a família, composta por seis pessoas (tem mais três irmãos). Os pais estão desempregados e correm o risco de ficar sem moradia nos próximos dias.
Julio Cesar Polizeli, ex-empresário do garoto, pediu a devolução de um adiantamento de R$ 3,6 mil que fez para o pagamento de três meses de aluguel de uma casa simples no bairro da Penha, zona leste de São Paulo.
A relação entre as partes ficou estremecida desde o surgimento das notícias de que o ex-diretor da base Fábio Barrozo e o conselheiro Manoel Ramos Evangelista venderam 20% dos direitos econômicos de Alyson ao empresário americano Helmut Niki Apaza. Os familiares optaram por romper o acordo e teriam até sido ameaçados por Polizeli. O agente foi procurado pelo GloboEsporte.com, mas não responder as mensagens.
– Estou providenciando uma nova casa para eles. A família e o menino não têm culpa de nada do que está acontecendo – ressaltou Lopes.
Convencido a seguir no futebol, Alyson agora tem pressa para voltar a jogar e tentar realizar o sonho de ser profissional. Seja no Corinthians ou não.
Alyson José da Motta deixou de ser só mais um entre tantos garotos que tentam realizar o sonho de se transformar em jogador profissional de futebol. Com apenas 16 anos, o meia-atacante é o pivô de um escândalo que abalou o Corinthians. Colocado para treinar com meninos em testes desde que o caso chegou à diretoria, em janeiro, o jogador quer deixar o clube, mas esbarra no pedido de R$ 9 milhões feito pela direção. A disputa pode parar na Justiça.
O garoto não participa de treinos com os elencos das divisões menores do Timão desde os primeiros dias do ano. O clube alega que ele foi colocado para trabalhar com novatos em testes por indisciplina. Jailton Lopes, novo representante do menino, justifica que ele sofreu um deslocamento de maxilar durante um treino e ainda teve caxumba recentemente. Por isso, teria faltado a algumas atividades.
– Temos como provar isso. Há até um relatório médico do próprio Corinthians – alegou Lopes.
O fato é que o escândalo envolvendo Alyson, o ex-gerente da base Fábio Barrozo, o conselheiro vitalício Manoel Ramos Evangelista, o Mané da Carne, e o empresário americano Helmut Niki Apaza está diretamente relacionado ao afastamento. O Corinthians não conseguiu impedir o vazamento das denúncias feitas pelo agente internacional e tentou abafar o caso tirando o garoto de ação.
Orientado a não dar entrevistas, Alyson chegou a cogitar abandonar o futebol ao conhecer toda a história em que está inserido. Foi convencido por familiares e por seu representante a seguir jogando, mas isso pode acontecer bem longe do Corinthians, clube no qual sonhou em se profissionalizar e fazer carreira.
– Ele sempre ambicionou ser um ídolo do Corinthians. Agora, quer ir embora para ficar distante de todos esses problemas. Ele é um garoto muito bom e que tem um futuro brilhante. Eu estou esperando a diretoria para resolvermos isso da melhor maneira possível para as duas partes. Queremos apenas o bem do menino – disse Lopes.

Alyson em partida das categorias de base do Corinthians (Foto: Reprodução/Facebook)
A primeira tentativa de romper o vínculo não funcionou. Em reunião na última sexta-feira com Claudinei Muza, gerente técnico da base do Corinthians, o empresário ouviu que o clube só liberaria o jogador com o pagamento de R$ 9 milhões, amparado pela Lei Pelé.
A legislação prevê que, se o jogador amador não quiser assinar seu primeiro contrato profissional, o clube formador pode pedir uma indenização de 200 vezes os gastos comprovadamente efetuados com o atleta. O Corinthians calcula que desembolsou até agora R$ 45 mil com o jogador. Ele está no clube há 18 meses e recebe mensalmente R$ 2,5 mil. Assim, o clube chegou aos R$ 9 milhões.
Caso não haja acordo, o imbróglio pode parar na Justiça. Jailton Lopes garante que foi procurado por cinco equipes brasileiras e outras duas do exterior interessadas em contratar o novato. Mesmo assim, dá prioridade para resolver o caso com o Timão.
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Alyson veste a camisa 10 da base do Corinthians (Foto: Reprodução/Facebook)
Enquanto espera por um desfecho, Alyson continua usando os R$ 2,5 mil que recebe por mês do Corinthians para ajudar a família, composta por seis pessoas (tem mais três irmãos). Os pais estão desempregados e correm o risco de ficar sem moradia nos próximos dias.
Julio Cesar Polizeli, ex-empresário do garoto, pediu a devolução de um adiantamento de R$ 3,6 mil que fez para o pagamento de três meses de aluguel de uma casa simples no bairro da Penha, zona leste de São Paulo.
A relação entre as partes ficou estremecida desde o surgimento das notícias de que o ex-diretor da base Fábio Barrozo e o conselheiro Manoel Ramos Evangelista venderam 20% dos direitos econômicos de Alyson ao empresário americano Helmut Niki Apaza. Os familiares optaram por romper o acordo e teriam até sido ameaçados por Polizeli. O agente foi procurado pelo GloboEsporte.com, mas não responder as mensagens.
– Estou providenciando uma nova casa para eles. A família e o menino não têm culpa de nada do que está acontecendo – ressaltou Lopes.
Convencido a seguir no futebol, Alyson agora tem pressa para voltar a jogar e tentar realizar o sonho de ser profissional. Seja no Corinthians ou não.
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Postado por Marcos - 44523 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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