28/4/2016 08:31
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"Corinthians não criou uma chance de gol", alerta Noriega após empate fora
Comentarista do SporTV aponta dificuldades com a forte marcação do Nacional no Uruguai e cita possível entrada de Romero no lugar de Lucca para jogo de volta
Noriega sugeriu que Tite pudesse colocar Romero no lugar de Lucca na volta (Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)
Se o resultado não foi de todo ruim para o Corinthians em Montevidéu, o empate sem gols com o Nacional, nesta última quarta-feira, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, o desempenho em campo fico a dever. O comentarista do SporTVMaurício Noriega destacou que o goleiro adversário não fez uma defesa sequer numa jogada alvinegra, e ressaltou a dificuldade que o time comandado por Tite teve diante da forte marcação uruguaia.
- Sou um pouco mais frio quanto à questão do (resultado) bom ou ruim. A gente só vai saber na quarta-feira que vem o que o Corinthians vai conseguir fazer com o resultado que levou. O que chama a atenção foi que o (Esteban) Conde, goleiro do Nacional, não pegou uma bola. O Corinthians não criou uma chance de gol, não teve uma oportunidade que o torcedor tenha pelo menos esfregado as mãos para fugir do frio aqui do Uruguai ou para ficar mais animado vendo o jogo no Brasil. Foi um jogo abaixo da média do Corinthians. Por quê? Porque o adversário impôs dificuldades, é um time que faz uma marcação muito forte - afirmou, no "Troca de Passes".

Rodriguinho; Nacional-URU x Corinthians; Libertadores (Foto: AP)
O jornalista vê as dificuldades enfrentadas fora de casa como alerta para o jogo de volta, que vale a vaga nas quartas de finais.
- O maior desafio que o Corinthians tem para o jogo de volta é saber sair de armadilhas que os adversários estão impondo, a maioria dessas armadilhas é marcar Uendel e Fagner. O Corinthians não tem muita saída quando o jogo pelos lados do campo não funciona, e isso aconteceu mais uma vez .
Noriega apontou a marcação pelas laterais que impediu o Corinthians de criar jogadas pelos lados do campo, e que impôs a Fagner, normalmente o lateral que mais apoia, uma dificuldade nos cruzamentos.
- (Leandro) Barcia e (Kevin) Ramírez, dois jogadores que jogaram abertos, um pelo lado esquerdo e outro pelo direito, impediram que Uendel e Fagner chegassem (no ataque). O Fagner não chegou nenhuma vez em condição de cruzamento, muito menos o Uendel. Esses problemas que o Corinthians demonstrou na partida aqui que tem que resolver para, no jogo de volta, responder para nós e para o seu torcedor se o resultado daqui foi bom ou ruim.
O narrador Milton Leite destacou a atuação abaixo da média do volante Elias, normalmente a válvula de escapa do Corinthians pelo meio quando os lados não funcionam. Noriega apontou a dificuldade que o time brasileiro teve quando, com a bola nos pés, se via sob forte marcação.
- O Corinthians sentiu demais essa coisa de não ter espaço para jogar. E não ter espaço para jogar não é aquela coisa da marcação adversária só, ou bloqueio de saída pelo lado de campo. É que o jogador do Corinthians pegava na bola e não conseguia pensar, tinha sempre alguém marcando. E em nenhum momento souberam jogar com essa dificuldade. Para qualquer jogador de futebol brasileiro é muito fácil dominar e ter espaço, levantar a cabeça e poder pensar, buscar espaço, e aqui não tinha, e o Corinthians não descobriu como sair disso.
O comentarista acredita que Tite poderia também dar uma chance a Romero no ataque do Corinthians, e justificou com a baixa produtividade de Lucca no setor ofensivo, onde cai pelos lados.
- Se ele realmente não abre mão do 4-1-4-1, que é o sistema de jogo preferido, acho que ele tem que repensar algumas situações. Por exemplo, o Romero tem rendido muito mais pelos lados do campo do que o Lucca. Acho que ele pode pensar em dar uma chance desde o início ao Romero no lugar do Lucca. Ou então, se ele chegou à conclusão que esse 4-1-4-1 que considera o sistema de jogo ideal para o time, deu uma vacilada, uma rateada, vai para um 4-3-3 por exemplo, que ele já fez em algumas situações circunstanciais de partida, em que aí o time mostrou um pouco mais de pegada ofensiva. Não está fácil para o Corinthians encontrar um organizador, como não está fácil para nenhum time do futebol brasileiro, são poucos os que têm esse tipo de jogar. É uma questão na cabeça do Tite.
O empate sem gols obriga o Corinthians a vencer na arena. Qualquer empate com gols dá a vaga ao Nacional. Um novo 0 a 0 leva a decisão para os pênaltis, o terror da equipe na temporada. No último fim de semana, o Timão perdeu a semifinal do Paulistão para o Audax nas penalidades. Das três cobranças que fez, só acertou uma. A volta acontece no dia 4 de maio.
Se o resultado não foi de todo ruim para o Corinthians em Montevidéu, o empate sem gols com o Nacional, nesta última quarta-feira, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, o desempenho em campo fico a dever. O comentarista do SporTVMaurício Noriega destacou que o goleiro adversário não fez uma defesa sequer numa jogada alvinegra, e ressaltou a dificuldade que o time comandado por Tite teve diante da forte marcação uruguaia.
- Sou um pouco mais frio quanto à questão do (resultado) bom ou ruim. A gente só vai saber na quarta-feira que vem o que o Corinthians vai conseguir fazer com o resultado que levou. O que chama a atenção foi que o (Esteban) Conde, goleiro do Nacional, não pegou uma bola. O Corinthians não criou uma chance de gol, não teve uma oportunidade que o torcedor tenha pelo menos esfregado as mãos para fugir do frio aqui do Uruguai ou para ficar mais animado vendo o jogo no Brasil. Foi um jogo abaixo da média do Corinthians. Por quê? Porque o adversário impôs dificuldades, é um time que faz uma marcação muito forte - afirmou, no "Troca de Passes".

Rodriguinho; Nacional-URU x Corinthians; Libertadores (Foto: AP)
O jornalista vê as dificuldades enfrentadas fora de casa como alerta para o jogo de volta, que vale a vaga nas quartas de finais.
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Noriega apontou a marcação pelas laterais que impediu o Corinthians de criar jogadas pelos lados do campo, e que impôs a Fagner, normalmente o lateral que mais apoia, uma dificuldade nos cruzamentos.
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O narrador Milton Leite destacou a atuação abaixo da média do volante Elias, normalmente a válvula de escapa do Corinthians pelo meio quando os lados não funcionam. Noriega apontou a dificuldade que o time brasileiro teve quando, com a bola nos pés, se via sob forte marcação.
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O comentarista acredita que Tite poderia também dar uma chance a Romero no ataque do Corinthians, e justificou com a baixa produtividade de Lucca no setor ofensivo, onde cai pelos lados.
- Se ele realmente não abre mão do 4-1-4-1, que é o sistema de jogo preferido, acho que ele tem que repensar algumas situações. Por exemplo, o Romero tem rendido muito mais pelos lados do campo do que o Lucca. Acho que ele pode pensar em dar uma chance desde o início ao Romero no lugar do Lucca. Ou então, se ele chegou à conclusão que esse 4-1-4-1 que considera o sistema de jogo ideal para o time, deu uma vacilada, uma rateada, vai para um 4-3-3 por exemplo, que ele já fez em algumas situações circunstanciais de partida, em que aí o time mostrou um pouco mais de pegada ofensiva. Não está fácil para o Corinthians encontrar um organizador, como não está fácil para nenhum time do futebol brasileiro, são poucos os que têm esse tipo de jogar. É uma questão na cabeça do Tite.
O empate sem gols obriga o Corinthians a vencer na arena. Qualquer empate com gols dá a vaga ao Nacional. Um novo 0 a 0 leva a decisão para os pênaltis, o terror da equipe na temporada. No último fim de semana, o Timão perdeu a semifinal do Paulistão para o Audax nas penalidades. Das três cobranças que fez, só acertou uma. A volta acontece no dia 4 de maio.
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Postado por Marcos - 3519 visitas - Fonte: Sportv
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