14/4/2016 10:38
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Do CT à arena: Sacoman reencontra Itaquera após renascer para o futebol
Revelado nas categorias de base do Corinthians, zagueiro do RB Brasil "estreia" no estádio construído na mesma área em que treinou por anos: "Especial demais"
Diego Sacoman comemora afirmação no RB Brasil após superar problema cardíaco (Foto: Vitor Apolinário)
Quando chegar à arena do Corinthians neste sábado, para o duelo das quartas de final do Paulistão pelo RB Brasil, o zagueiro Diego Sacoman fará uma viagem no tempo. A memória lembrará dos momentos em que pisava no mesmo local, mas não havia ali o moderno estádio de hoje, e sim o CT das categorias de base. Cria de Itaquera, Sacoman terá, enfim, a chance de "estrear" na casa corintiana.
- Foram 18 anos de Corinthians. A maioria passei em Itaquera, treinando pela base, mas nunca tive a oportunidade de jogar na arena, será a primeira vez. Vai ser algo inesquecível. É mais uma motivação. Todos os jogos contra o Corinthians são especiais - disse o defensor, com 41 partidas pelo profissional do Timão e as conquistas do Paulista e da Copa do Brasil de 2009 no currículo.
Não bastasse o reencontro com o seu passado, o jogo de sábado tem outro significado marcante para Sacoman. Representa o renascimento definitivo dele para o futebol. Em setembro de 2014, ele teve a carreira interrompida por seis meses quando exames durante a transferência da Ponte Preta para o Atlético-PR detectaram uma hipertrofia no coração.
O problema chegou a ameaçar o futuro do zagueiro no futebol, mas Sacoman perseverou, buscou tratamento e, recuperado e liberado pelos médicos, voltou aos gramados pelo Santa Cruz no ano passado. Agora, a campanha pelo Toro Loko, com presença nas quartas de final do Paulistão, consolidou a retomada da trajetória de Sacoman no esporte.
- Esse jogo tem um gosto diferente. Não só por ser contra o Corinthians, mas por tudo o que aconteceu na minha vida. Sempre tive esperança, encarei (o problema) como se fosse só um tempo para eu descansar, cuidar da saúde. Graças a Deus eu pude voltar ano passado, conquistando título estadual no Santa Cruz, subindo na Série B, e agora eu estou novamente disputando o Paulistão, que foi o primeiro título da minha carreira, pelo Corinthians. É gratificante - comemorou o atleta, que garante estar com a saúde zerada após o "susto", sem deixar de fazer o acompanhamento clínico, seja no clube ou fora dele.
Da fase difícil, já superada, ficaram lições, agradecimentos e também algumas mágoas. Sacoman admite que passou a dar mais valor para as coisas simples da vida depois do problema cardíaco. Até mesmo a rotina do futebol, antes entediante, virou motivo de gratidão pela nova oportunidade na carreira.
- Antes eu reclamava, mesmo inconscientemente, de uma concentração, de uma viagem mais longa de ônibus. Quando eu fiquei parado, sentia falta, queria voltar, está no meio. Só sei fazer isso (jogar futebol). Comecei com quatro anos, minha vida sempre foi o futebol. Não sei fazer outra coisa. Naquele período refleti que perdia tempo reclamando das coisas.
Dentre as pessoas que ajudaram na volta por cima, a família, e principalmente o pai, tem um lugar especial. Seu Benê não desistiu do sonho do filho em nenhum momento. O apoio foi sempre incondicional, do início até quando a notícia da hipertrofia abalou o zagueiro. Foi Seu Benê quem o puxou para cima e o fez seguir em frente.

No reencontro com o Corinthians, Sacoman conhecerá a casa alvinegra (Foto: Divulgação / Red Bull Brasil)
- Devo muito ao meu pai, minha mãe (Vera Lúcia), minha irmã, que sempre me acompanharam. Meu pai foi o cara que me incentivou sempre. Foi o cara que quando eu tive o problema, correu atrás para ter uma segunda opinião, até mais que eu, fiquei baqueado. Ele não, ligava, ia atrás. Nunca desistiu de mim. Foi o cara que fez eu voltar, o instrumento que Deus usou para eu voltar, sempre me ajudando com palavras de incentivo - recordou, mostrando todo o carinho pelo pai.
Por outro lado, Diego Sacoman não esconde que ficou chateado com a postura de algumas pessoas dentro da Ponte Preta quando o problema cardíaco foi detectado. A reclamação dele é que faltou auxílio. Tanto que recentemente o jogador entrou com um processo trabalhista - e ganhou - contra o clube campineiro reivindicando o pagamento de salários durante os três primeiros meses em que ficou parado, quando ainda tinha contrato com a Ponte.
- Ficou uma mágoa. Eles não me deram auxílio nenhum quando tive o problema. Fui colocado de escanteio, eu que tive de ir atrás de um médico. Mas a mágoa não é contra a instituição ou a torcida. Faltou um pouco de consideração de algumas pessoas lá dentro por tudo o que fiz lá. Mas passou, é vida que segue. Sou grato à Ponte por tudo que fez por mim, gosto do torcedor, tenho um carinho pelo clube - afirmou Sacoman, com mais de 100 jogos pela Macaca e dois vices (Sul-Americana de 2013 e Série B de 2014).
Será a segunda vez que o zagueiro encontrará o Corinthians nas quartas de final do Paulistão. Em 2013, ainda pela Ponte, foi eliminado com uma goleada por 4 a 0. Agora espera escrever uma história diferente, mesmo ciente da força alvinegra em Itaquera, onde conhece muito bem.
- Naquele jogo em 2013, em um descuido nosso o Corinthians aproveitou. É time grande, com jogadores de qualidade, não desperdiça. Temos que manter o nível de concentração. Quanto menos oportunidades o Corinthians tiver, mais chances de ganhar teremos - analisou Sacoman, pronto para fortes emoções no sábado, a partir das 16h20 - dentro e fora de si.
Quando chegar à arena do Corinthians neste sábado, para o duelo das quartas de final do Paulistão pelo RB Brasil, o zagueiro Diego Sacoman fará uma viagem no tempo. A memória lembrará dos momentos em que pisava no mesmo local, mas não havia ali o moderno estádio de hoje, e sim o CT das categorias de base. Cria de Itaquera, Sacoman terá, enfim, a chance de "estrear" na casa corintiana.
- Foram 18 anos de Corinthians. A maioria passei em Itaquera, treinando pela base, mas nunca tive a oportunidade de jogar na arena, será a primeira vez. Vai ser algo inesquecível. É mais uma motivação. Todos os jogos contra o Corinthians são especiais - disse o defensor, com 41 partidas pelo profissional do Timão e as conquistas do Paulista e da Copa do Brasil de 2009 no currículo.
Não bastasse o reencontro com o seu passado, o jogo de sábado tem outro significado marcante para Sacoman. Representa o renascimento definitivo dele para o futebol. Em setembro de 2014, ele teve a carreira interrompida por seis meses quando exames durante a transferência da Ponte Preta para o Atlético-PR detectaram uma hipertrofia no coração.
O problema chegou a ameaçar o futuro do zagueiro no futebol, mas Sacoman perseverou, buscou tratamento e, recuperado e liberado pelos médicos, voltou aos gramados pelo Santa Cruz no ano passado. Agora, a campanha pelo Toro Loko, com presença nas quartas de final do Paulistão, consolidou a retomada da trajetória de Sacoman no esporte.
- Esse jogo tem um gosto diferente. Não só por ser contra o Corinthians, mas por tudo o que aconteceu na minha vida. Sempre tive esperança, encarei (o problema) como se fosse só um tempo para eu descansar, cuidar da saúde. Graças a Deus eu pude voltar ano passado, conquistando título estadual no Santa Cruz, subindo na Série B, e agora eu estou novamente disputando o Paulistão, que foi o primeiro título da minha carreira, pelo Corinthians. É gratificante - comemorou o atleta, que garante estar com a saúde zerada após o "susto", sem deixar de fazer o acompanhamento clínico, seja no clube ou fora dele.
Da fase difícil, já superada, ficaram lições, agradecimentos e também algumas mágoas. Sacoman admite que passou a dar mais valor para as coisas simples da vida depois do problema cardíaco. Até mesmo a rotina do futebol, antes entediante, virou motivo de gratidão pela nova oportunidade na carreira.
- Antes eu reclamava, mesmo inconscientemente, de uma concentração, de uma viagem mais longa de ônibus. Quando eu fiquei parado, sentia falta, queria voltar, está no meio. Só sei fazer isso (jogar futebol). Comecei com quatro anos, minha vida sempre foi o futebol. Não sei fazer outra coisa. Naquele período refleti que perdia tempo reclamando das coisas.
Dentre as pessoas que ajudaram na volta por cima, a família, e principalmente o pai, tem um lugar especial. Seu Benê não desistiu do sonho do filho em nenhum momento. O apoio foi sempre incondicional, do início até quando a notícia da hipertrofia abalou o zagueiro. Foi Seu Benê quem o puxou para cima e o fez seguir em frente.

No reencontro com o Corinthians, Sacoman conhecerá a casa alvinegra (Foto: Divulgação / Red Bull Brasil)
- Devo muito ao meu pai, minha mãe (Vera Lúcia), minha irmã, que sempre me acompanharam. Meu pai foi o cara que me incentivou sempre. Foi o cara que quando eu tive o problema, correu atrás para ter uma segunda opinião, até mais que eu, fiquei baqueado. Ele não, ligava, ia atrás. Nunca desistiu de mim. Foi o cara que fez eu voltar, o instrumento que Deus usou para eu voltar, sempre me ajudando com palavras de incentivo - recordou, mostrando todo o carinho pelo pai.
Por outro lado, Diego Sacoman não esconde que ficou chateado com a postura de algumas pessoas dentro da Ponte Preta quando o problema cardíaco foi detectado. A reclamação dele é que faltou auxílio. Tanto que recentemente o jogador entrou com um processo trabalhista - e ganhou - contra o clube campineiro reivindicando o pagamento de salários durante os três primeiros meses em que ficou parado, quando ainda tinha contrato com a Ponte.
- Ficou uma mágoa. Eles não me deram auxílio nenhum quando tive o problema. Fui colocado de escanteio, eu que tive de ir atrás de um médico. Mas a mágoa não é contra a instituição ou a torcida. Faltou um pouco de consideração de algumas pessoas lá dentro por tudo o que fiz lá. Mas passou, é vida que segue. Sou grato à Ponte por tudo que fez por mim, gosto do torcedor, tenho um carinho pelo clube - afirmou Sacoman, com mais de 100 jogos pela Macaca e dois vices (Sul-Americana de 2013 e Série B de 2014).
Será a segunda vez que o zagueiro encontrará o Corinthians nas quartas de final do Paulistão. Em 2013, ainda pela Ponte, foi eliminado com uma goleada por 4 a 0. Agora espera escrever uma história diferente, mesmo ciente da força alvinegra em Itaquera, onde conhece muito bem.
- Naquele jogo em 2013, em um descuido nosso o Corinthians aproveitou. É time grande, com jogadores de qualidade, não desperdiça. Temos que manter o nível de concentração. Quanto menos oportunidades o Corinthians tiver, mais chances de ganhar teremos - analisou Sacoman, pronto para fortes emoções no sábado, a partir das 16h20 - dentro e fora de si.
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Postado por Marcos - 6447 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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