10/4/2016 12:19
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Em 2016, organizadas paulistas zombam uma vez por mês de autoridades
Em 2016, pelo menos uma vez por mês, em média, membros de torcidas organizadas paulistas debocharam das autoridades de segurança pública do Estado. Até abril, foram registrados ao menos quatro casos em que esses torcedores agiram como se estivessem caçoando de policiais militares e civis, promotores e juízes.
A sequência começou na final da Copa São Paulo. Integrantes da Gaviões da Fiel acenderam sinalizadores no jogo contra o Flamengo no Pacaembu. Além de mostrarem que não estavam nem aí para o fato de Federação Paulista punir torcidas nesses casos, eles desmoralizaram a revista feita pela PM. Deixaram claro que quando querem entrar com algo vetado nos jogos têm boa chance de conseguir.
No final de fevereiro, para o espanto de juízes, promotores e policiais, o ex-presidente da Gaviões, Douglas Deúngaro, o Metaleiro, ameaçou Alex Sandro Gomes, o Minduim, também integrante torcida, dentro de uma sala do fórum de Santana. Diante de policiais militares ele chegou a dizer que arrancaria o pescoço de desafeto, que é assessor do deputado federal Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians.
Prova maior de ousadia seria dada apenas dois dias depois, no início de março. Minutos após deixarem o fórum da Barra Fundo, onde as principais torcidas paulistas tinham se reunido com o Ministério Público, o presidente da Gaviões, Diguinho, e seu secretário, Cris foram espancados no estacionamento do centro de compras em que tinham deixado o carro. Ou seja, o MP acabou sendo usado para um acerto de contas entre torcidas rivais, já que o ataque foi perto do fórum.
Os agressores mostraram não terem nenhum receio de serem pegos ao agirem debaixo do nariz do Ministério Público. E os agredidos não tiveram constrangimento, segundo investigação da polícia, de recolher objetos que teriam sido usados na ação. Para os policiais, eles não têm interesse em que os rivais sejam punidos pela Justiça. Preferem a vingança.
Em abril, a polícia prendeu um membro da Mancha Alviverde acusado de participação na emboscada a Diguinho. No mesmo dia, policiais reviraram a sede da Gaviões em busca de porretes que teriam sido usados na agressão e recolhidos. Nada foi encontrado, mas a demonstração de que as autoridades estavam apertando o cerco sobre torcedores violentos tinha sido dada.
A sensação de que a situação estava sob controle, porém, virou pó dois dias depois, quando palmeirenses e corintianos protagonizaram pelo menos quatro brigas na cidade antes e após o jogo entre os dois times no Pacaembu. O serviço de inteligência não foi capaz de evitar os confrontos. Assim como o esquema de segurança montado para tirar os corintianos do Pacaembu não impediu que eles agredissem palmeirenses perto do estádio.
O saldo do domingo sangrento foi uma pessoa, que não era ligada à torcida organizada, morta longe do Pacaembu, antes do jogo.
Apesar de os líderes das organizadas negarem que as brigas tenham sido combinadas pelas cúpulas das torcidas, é possível interpretar as confusões em diferentes cantos da cidade como mais um desafio às autoridades e demonstração de que os vândalos não temem ser punidos.
A sequência começou na final da Copa São Paulo. Integrantes da Gaviões da Fiel acenderam sinalizadores no jogo contra o Flamengo no Pacaembu. Além de mostrarem que não estavam nem aí para o fato de Federação Paulista punir torcidas nesses casos, eles desmoralizaram a revista feita pela PM. Deixaram claro que quando querem entrar com algo vetado nos jogos têm boa chance de conseguir.
No final de fevereiro, para o espanto de juízes, promotores e policiais, o ex-presidente da Gaviões, Douglas Deúngaro, o Metaleiro, ameaçou Alex Sandro Gomes, o Minduim, também integrante torcida, dentro de uma sala do fórum de Santana. Diante de policiais militares ele chegou a dizer que arrancaria o pescoço de desafeto, que é assessor do deputado federal Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians.
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A sensação de que a situação estava sob controle, porém, virou pó dois dias depois, quando palmeirenses e corintianos protagonizaram pelo menos quatro brigas na cidade antes e após o jogo entre os dois times no Pacaembu. O serviço de inteligência não foi capaz de evitar os confrontos. Assim como o esquema de segurança montado para tirar os corintianos do Pacaembu não impediu que eles agredissem palmeirenses perto do estádio.
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Postado por
Arlene S L
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3627 visitas - Fonte: Blog do Perrone
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