4/4/2016 07:46
VEJA TAMBÉM
- Escalados: Confira a equipe que vai a campo pelo Corinthians no jogo de hoje
- Vasco da Gama x Corinthians: onde assistir, prováveis escalações e arbitragem
- Fugiu? Depay sente a pressão e sai de cena em momento crítico do Corinthians
Notícias mais lidas
Análise: Palmeiras deixa o Corinthians encurralado em clássico dos goleiros
Linhas adiantadas na marcação, bloqueio aos laterais e movimentação de Alecsandro obrigam equipe de Tite a fugir de seu estilo de jogo. Verdão teve mais apetite no dérbi
O Palmeiras fez mais para vencer do que o Corinthians. Taticamente, tecnicamente e no quesito que tem, e sempre terá, peso enorme, principalmente em clássicos: a disposição. O Timão atuou como se fosse qualquer jogo, blasé, e certamente surpreendido pela postura agressiva do Verdão, refletida em várias ações: as linhas adiantadas na saída de bola rival, o bloqueio ao avanço dos laterais Fagner e Uendel, os inúmeros botes de Vitor Hugo, que se antecipou a meio mundo para cortar pela raiz a criação corintiana, o olhar de Prass a Lucca no pênalti perdido...
É raro ver o Corinthians encurralado, sem saber o que fazer em campo. O Palmeiras conseguiu isso em todo o primeiro tempo. O atual campeão brasileiro apelou para um jogo feio, de loteria, tentando fazer a bola ultrapassar as linhas do atual campeão da Copa do Brasil com lançamentos longos. Não deu certo.
E que ironia... A maior crítica ao Palmeiras nos últimos meses diz respeito ao excesso de chutões, sem saída de bola pelo chão. Foi justamente o que o time obrigou o Corinthians a fazer.
Zé Roberto, pela esquerda, e Robinho, do lado direito, bem abertos, bloquearam os avanços de Fagner e Uendel, respectivamente, com eficiência. Arouca se adiantou à essa linha de marcação e deixou Gabriel como único volante. Os dois atacantes, Gabriel Jesus e Alecsandro, preencheram os espaços onde Bruno Henrique, Elias e Guilherme deveriam recuar para receber dos zagueiros. Tudo bem planejado e executado. Mérito de Cuca, que regeu os movimentos.

Zé Roberto em Fagner, Robinho em Uendel: o Palmeiras anulou o Corinthians pela marcação de seus laterais
Alecsandro merece um parágrafo à parte. Ele é centroavante, mas não atuou como tal. O posicionamento interessante o levou para os lados e a área de criação para que a bola rodasse mais no campo de ataque. Foi o elo de ligação entre os setores e, importante, deixou os dois zagueiros do Corinthians, Yago e Felipe, sem função. Eles não saíam da área para acompanhar Alecsandro, e o Palmeiras acabou tendo um jogador a mais onde os lances eram criados.
Talvez por isso ninguém tenha notado sua entrada na área, no segundo tempo, em cruzamento de Gabriel Jesus e lance que terminou numa grande defesa de Cássio.
Não faltou aplicação ao Corinthians, mas faltou algo diferente, especial. André tentou se movimentar, Giovanni Augusto e Lucca acompanharam os laterais alviverdes, mas não houve nenhum brilho individual. Esses dois inverteram o posicionamento no início do segundo tempo, mas logo o paraguaio Romero entrou e Giovanni foi deslocado para o meio. Sempre no 4-1-4-1, as variáveis individuais não funcionaram.
"Ah, mas o Corinthians poderia ter vencido...". Sim, poderia. A superioridade do Palmeiras só se concretizou graças aos dois goleiros. Num intervalo de 72 segundos, Fernando Prass pegou mais um pênalti e Cássio falhou na saída de bola, permitindo que a cabeçada de Dudu, em posição duvidosa, numa linha muito tênue entre a legalidade e o impedimento, terminasse no gol vazio.
O Corinthians, pela solidez demonstrada desde o ano passado, continua sendo o time a ser vencido na hora da decisão. Mas o Palmeiras, pela primeira vez ano, deixou a impressão de que pode almejar o título paulista, não só pela tradição de sua camisa, mas pelo futebol praticado.
É raro ver o Corinthians encurralado, sem saber o que fazer em campo. O Palmeiras conseguiu isso em todo o primeiro tempo. O atual campeão brasileiro apelou para um jogo feio, de loteria, tentando fazer a bola ultrapassar as linhas do atual campeão da Copa do Brasil com lançamentos longos. Não deu certo.
E que ironia... A maior crítica ao Palmeiras nos últimos meses diz respeito ao excesso de chutões, sem saída de bola pelo chão. Foi justamente o que o time obrigou o Corinthians a fazer.
Zé Roberto, pela esquerda, e Robinho, do lado direito, bem abertos, bloquearam os avanços de Fagner e Uendel, respectivamente, com eficiência. Arouca se adiantou à essa linha de marcação e deixou Gabriel como único volante. Os dois atacantes, Gabriel Jesus e Alecsandro, preencheram os espaços onde Bruno Henrique, Elias e Guilherme deveriam recuar para receber dos zagueiros. Tudo bem planejado e executado. Mérito de Cuca, que regeu os movimentos.

Zé Roberto em Fagner, Robinho em Uendel: o Palmeiras anulou o Corinthians pela marcação de seus laterais
Alecsandro merece um parágrafo à parte. Ele é centroavante, mas não atuou como tal. O posicionamento interessante o levou para os lados e a área de criação para que a bola rodasse mais no campo de ataque. Foi o elo de ligação entre os setores e, importante, deixou os dois zagueiros do Corinthians, Yago e Felipe, sem função. Eles não saíam da área para acompanhar Alecsandro, e o Palmeiras acabou tendo um jogador a mais onde os lances eram criados.
Talvez por isso ninguém tenha notado sua entrada na área, no segundo tempo, em cruzamento de Gabriel Jesus e lance que terminou numa grande defesa de Cássio.
Não faltou aplicação ao Corinthians, mas faltou algo diferente, especial. André tentou se movimentar, Giovanni Augusto e Lucca acompanharam os laterais alviverdes, mas não houve nenhum brilho individual. Esses dois inverteram o posicionamento no início do segundo tempo, mas logo o paraguaio Romero entrou e Giovanni foi deslocado para o meio. Sempre no 4-1-4-1, as variáveis individuais não funcionaram.
"Ah, mas o Corinthians poderia ter vencido...". Sim, poderia. A superioridade do Palmeiras só se concretizou graças aos dois goleiros. Num intervalo de 72 segundos, Fernando Prass pegou mais um pênalti e Cássio falhou na saída de bola, permitindo que a cabeçada de Dudu, em posição duvidosa, numa linha muito tênue entre a legalidade e o impedimento, terminasse no gol vazio.
O Corinthians, pela solidez demonstrada desde o ano passado, continua sendo o time a ser vencido na hora da decisão. Mas o Palmeiras, pela primeira vez ano, deixou a impressão de que pode almejar o título paulista, não só pela tradição de sua camisa, mas pelo futebol praticado.
VEJA TAMBÉM
- Escalados: Confira a equipe que vai a campo pelo Corinthians no jogo de hoje
- Vasco da Gama x Corinthians: onde assistir, prováveis escalações e arbitragem
- Fugiu? Depay sente a pressão e sai de cena em momento crítico do Corinthians
Postado por Marcos - 4722 visitas - Fonte: Globoesporte.com
Mais notícias do Corinthians
Notícias de contratações do TimãoNotícias mais lidas
Últimas notícias
- Rodrigo Garro é alvo de críticas no Corinthians e agrava crise interna
- Promessas do Corinthians, Iago e Lucca são convocados para a Seleção Sub-17
- Desfalque de peso: Memphis Depay sofre lesão e não joga contra o Vasco
- Crise no Corinthians: Entenda os bastidores do pior momento do clube desde 2007
- Corinthians enfrenta riscos por atrasar salário
- Memphis Depay se torna alvo de críticas em meio à luta contra o rebaixamento
- Julio Cesar assume cargo no Corinthians e promete estabilidade em tempo apertado
- Clarence Seedorf enfrenta impasse administrativo e pode ficar de fora do próximo jogo
- Corinthians sem Memphis e com desfalques preocupantes enfrenta Vasco
- Corinthians despacha Santa Fe e conquista liderança na Libertadores Feminina com 5 a 1
- Pressão sobre Depay e Garro aumenta com saída de Marcelo Paz no Corinthians
- Lesão de Gabriel Paulista intensifica crise no Corinthians e expõe fragilidade
- Pagando a dívida: Corinthians paga débitos com a União, mas mantém dívida de 19 milhões
- Polêmica com a treinadora do Timão: confronto entre Emily Lima e jornalista levanta debate
- Julio Cesar assume novo cargo no Corinthians após saída de Marcelo Paz
- Luxemburgo de volta? Ex-técnico aceita comandar o Corinthians para evitar o rebaixamento
- Júlio Cesar assume dupla função no Corinthians após demissão de Paz
- Sob pressão e com salários atrasados, Corinthians se prepara para o Vasco
- Três meses de imagem atrasada abrem brecha para rescisão de contratos no Corinthians
- Crise financeira: Corinthians atrasa três meses de direito de imagem e tem déficit astronômico
- Saída explicada: Saiba os motivos da demissão de Marcelo Paz
- Corinthians enfrenta 12 dias cruciais para escapar do rebaixamento
- Marcelo Paz é demitido após gerar descontentamento no elenco
- Ídolo do Corinthians deve assumir como diretor de futebol
- Fim da linha: Marcelo Paz rescinde contrao com o Corinthians









