3/4/2016 12:19
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Clássico Palmeiras x Corinthians opõe políticas de gestão
Palmeiras, que faz da troca de treinador rotina, e Corinthians, adepto da permanência do técnico, jogam pelo Paulistão
Tite tem contrato longo, até fim de 2017, e estabilidade no Corinthians
Desde que Tite retornou ao Corinthians, em janeiro de 2015, três técnicos já passaram pelo Palmeiras: Oswaldo de Oliveira, Marcelo Oliveira e agora Cuca. O clássico deste domingo, às 16h, no Pacaembu, reforça ainda mais o comportamento dos dois rivais em quase uma década. O Corinthians vive um período que premia a continuidade, a ideia de trabalho. Já o Palmeiras, em meio a altos e baixos, é uma máquina de triturar técnicos.
Do ano seguinte ao rebaixamento, em 2007, o Corinthians vive, basicamente, de duas eras: Mano Menezes e Tite. Os dois treinadores se alternaram à frente da equipe, em meio a uma curta e inexpressiva passagem de Adílson Batista (17 jogos em três meses). Adílson foi único técnico demitido do Corinthians em oito anos.
No mesmo período o Palmeiras foi dirigido por dez treinadores. E todos os tipos de perfis foram testados: ‘medalhões’ como Luxemburgo, Muricy e Felipão, apostas como Kleina, um estrangeiro (Gareca) e técnicos com passado recente vencedor, como Marcelo Oliveira, bicampeão Brasileiro.
Só na gestão de Paulo Nobre foram nada menos do que cinco trocas de treinadores. A última delas aconteceu há menos de um mês. Cuca chega hoje ao seu quinto jogo (quatro derrotas e uma vitória). Outro técnico, novas ideias, e novos pedidos por reforços. Nobre já contratou mais de 70 jogadores em sua gestão – mais de 30 sob o comando do diretor Alexandre Mattos.
Nem sempre é fácil manter um técnico. O Corinthians viveu momentos difíceis nesses oito anos, como por exemplo a derrota para o Tolima, em 2012, e a invasão de torcedores ao CT, em 2014. A eliminação para o Tolima, em 2011, é considerada um divisor de águas. Basta lembrar a derrota na pré-Libertadores aposentou Ronaldo Fenômeno. A cabeça de Tite ficou a prêmio, e a demissão, iminente.
Mas um gol do lateral-direito Alessandro, aos 37 minutos do segundo tempo, em um clássico contra o Palmeiras no Pacaembu, evitou a troca de técnico. E Tite iniciou uma caminhada vencedora no Corinthians.
“Tenho conceito formado a respeito. Tenho dificuldade de julgar qualquer trabalho (de um técnico) que dure menos de um ano. Eu mesmo já tive para cair umas 20 vezes e de repente você redireciona”, afirmou Tite.
Em 2013, um ano após a conquista do Mundial, o contrato de Tite não foi renovado, o então presidente Mário Gobbi recontratou Mano, que treinou o time só numa temporada, em 2014, até o retorno de Tite.
Foram as mudanças de presidente que motivaram as trocas. Roberto de Andrade assumiu o clube e bancou a volta de Tite, que levou o time a mais um título do Campeonato Brasileiro, com um ótimo desempenho no ano passado.
“Temos um certo atraso em relação ao Corinthians. Eles já têm um padrão de jogo definido há um tempo, e ainda buscamos isso”, admite Cuca, que encontrou problemas para montar o Palmeiras, em crise com Marcelo Oliveira, criticado por não dar padrão de jogo à equipe.
Marcelo Oliveira só não foi demitido ano passado porque o Palmeiras conseguiu conquistar, nos pênaltis contra o Santos, o seu terceiro título da Copa do Brasil. O início ruim em 2016 e o sério risco de eliminação ainda na primeira fase da Libertadores o derrubaram. A curto prazo, Cuca tem a missão de arrumar a equipe e buscar uma vaga nas oitavas de final da Libertadores – quarta-feira o time tem de vencer o Rosario, na Argentina.
NO CAMPO
Mesmo assim, Cuca vai escalar time completo hoje. Após sua primeira vitória, o técnico não quis mexer na estrutura da equipe. O Palmeiras terá três atacantes. A única dúvida é Barrios ou Dudu ao lado de Alecsandro e Gabriel Jesus.
Com o Corinthians já classificado no Paulistão em primeiro lugar, Tite também irá escalar força máxima, mesmo com jogo da Libertadores quarta-feira contra o Santa Fe. A novidade é volta de Elias. “Sei que é um clichê, mas em clássicos não existe favoritismo, a história mostra isso”, disse Tite.
Desde que Tite retornou ao Corinthians, em janeiro de 2015, três técnicos já passaram pelo Palmeiras: Oswaldo de Oliveira, Marcelo Oliveira e agora Cuca. O clássico deste domingo, às 16h, no Pacaembu, reforça ainda mais o comportamento dos dois rivais em quase uma década. O Corinthians vive um período que premia a continuidade, a ideia de trabalho. Já o Palmeiras, em meio a altos e baixos, é uma máquina de triturar técnicos.
Do ano seguinte ao rebaixamento, em 2007, o Corinthians vive, basicamente, de duas eras: Mano Menezes e Tite. Os dois treinadores se alternaram à frente da equipe, em meio a uma curta e inexpressiva passagem de Adílson Batista (17 jogos em três meses). Adílson foi único técnico demitido do Corinthians em oito anos.
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Só na gestão de Paulo Nobre foram nada menos do que cinco trocas de treinadores. A última delas aconteceu há menos de um mês. Cuca chega hoje ao seu quinto jogo (quatro derrotas e uma vitória). Outro técnico, novas ideias, e novos pedidos por reforços. Nobre já contratou mais de 70 jogadores em sua gestão – mais de 30 sob o comando do diretor Alexandre Mattos.
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Mas um gol do lateral-direito Alessandro, aos 37 minutos do segundo tempo, em um clássico contra o Palmeiras no Pacaembu, evitou a troca de técnico. E Tite iniciou uma caminhada vencedora no Corinthians.
“Tenho conceito formado a respeito. Tenho dificuldade de julgar qualquer trabalho (de um técnico) que dure menos de um ano. Eu mesmo já tive para cair umas 20 vezes e de repente você redireciona”, afirmou Tite.
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Foram as mudanças de presidente que motivaram as trocas. Roberto de Andrade assumiu o clube e bancou a volta de Tite, que levou o time a mais um título do Campeonato Brasileiro, com um ótimo desempenho no ano passado.
“Temos um certo atraso em relação ao Corinthians. Eles já têm um padrão de jogo definido há um tempo, e ainda buscamos isso”, admite Cuca, que encontrou problemas para montar o Palmeiras, em crise com Marcelo Oliveira, criticado por não dar padrão de jogo à equipe.
Marcelo Oliveira só não foi demitido ano passado porque o Palmeiras conseguiu conquistar, nos pênaltis contra o Santos, o seu terceiro título da Copa do Brasil. O início ruim em 2016 e o sério risco de eliminação ainda na primeira fase da Libertadores o derrubaram. A curto prazo, Cuca tem a missão de arrumar a equipe e buscar uma vaga nas oitavas de final da Libertadores – quarta-feira o time tem de vencer o Rosario, na Argentina.
NO CAMPO
Mesmo assim, Cuca vai escalar time completo hoje. Após sua primeira vitória, o técnico não quis mexer na estrutura da equipe. O Palmeiras terá três atacantes. A única dúvida é Barrios ou Dudu ao lado de Alecsandro e Gabriel Jesus.
Com o Corinthians já classificado no Paulistão em primeiro lugar, Tite também irá escalar força máxima, mesmo com jogo da Libertadores quarta-feira contra o Santa Fe. A novidade é volta de Elias. “Sei que é um clichê, mas em clássicos não existe favoritismo, a história mostra isso”, disse Tite.
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Arlene S L
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