23/3/2016 09:17
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Investigado na Lava Jato, vice do Corinthians fez doação ilegal a Andrés
André Luiz de Oliveira, acusado de receber propina na construção do estádio do clube, foi condenado por repasse irregular e ainda está recorrendo da decisão
Andrés Sanchez e André Luiz OIiveira (Foto: Reprodução/Facebook)
Investigado pela operação Lava Jato por supostamente ter recebido R$ 500 mil em propinas da Odebrecht, o vice-presidente do Corinthians André Luiz de Oliveira, o André Negão, realizou doações consideras ilegais pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para a campanha do deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP) em 2014.
Oliveira é um velho aliado de Andrés. Foi diretor do Corinthians quando o atual deputado era presidente. Além de ser vice-presidente do Corinthians, função pela qual não é remunerado, Oliveira é funcionário do gabinete político de Andrés Sanchez em São Paulo e recebe R$ 12.940 brutos por mês.
A empresa do dirigente, a André Luiz Participações, foi condenada em novembro do ano passado a pagar uma multa de R$ 60.800 por ter efetuado repasses acima do permitido na lei que vigorava à época e que limitava os valores a até 2% do faturamento bruto no ano anterior – em 2015, as doações de pessoas jurídicas foram consideradas inconstitucionais pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e vetadas pelo Congresso.
Por meio dessa empresa, Oliveira doou R$ 12.160 à campanha de Andrés – ele doou também outros R$ 300 como pessoa física. A colaboração levou o Ministério Público Eleitoral a denunciar a companhia em maio de 2015. A Justiça determinou a quebra do sigilo fiscal da empresa e constatou que em 2013 a André Luiz Participações não teve rendimentos, o que a impossibilitaria de realizar qualquer tipo de doação.
Em sua defesa, a companhia do cartola afirmou não ter dado dinheiro, mas sim emprestado veículos – uma Toyota Hilux e dez bicicletas. O empréstimo seria avaliado no valor da doação. O argumento foi rejeitado pelo juiz eleitoral Sergio da Costa Leite. Oliveira recorreu da decisão, que também proíbe sua empresa de participar de licitações e de celebrar contratos com o poder público por cinco anos.
As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal na operação Lava Jato apontam que o vice-presidente do Corinthians recebeu R$ 500 mil em propinas da construtora Odebrecht para a construção do estádio do clube. Ele nega. Oliveira também também foi preso por porte ilegal de arma na última terça-feira, e liberado após pagar fiança de R$ 5 mil.
Investigado pela operação Lava Jato por supostamente ter recebido R$ 500 mil em propinas da Odebrecht, o vice-presidente do Corinthians André Luiz de Oliveira, o André Negão, realizou doações consideras ilegais pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para a campanha do deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP) em 2014.
Oliveira é um velho aliado de Andrés. Foi diretor do Corinthians quando o atual deputado era presidente. Além de ser vice-presidente do Corinthians, função pela qual não é remunerado, Oliveira é funcionário do gabinete político de Andrés Sanchez em São Paulo e recebe R$ 12.940 brutos por mês.
A empresa do dirigente, a André Luiz Participações, foi condenada em novembro do ano passado a pagar uma multa de R$ 60.800 por ter efetuado repasses acima do permitido na lei que vigorava à época e que limitava os valores a até 2% do faturamento bruto no ano anterior – em 2015, as doações de pessoas jurídicas foram consideradas inconstitucionais pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e vetadas pelo Congresso.
Por meio dessa empresa, Oliveira doou R$ 12.160 à campanha de Andrés – ele doou também outros R$ 300 como pessoa física. A colaboração levou o Ministério Público Eleitoral a denunciar a companhia em maio de 2015. A Justiça determinou a quebra do sigilo fiscal da empresa e constatou que em 2013 a André Luiz Participações não teve rendimentos, o que a impossibilitaria de realizar qualquer tipo de doação.
Em sua defesa, a companhia do cartola afirmou não ter dado dinheiro, mas sim emprestado veículos – uma Toyota Hilux e dez bicicletas. O empréstimo seria avaliado no valor da doação. O argumento foi rejeitado pelo juiz eleitoral Sergio da Costa Leite. Oliveira recorreu da decisão, que também proíbe sua empresa de participar de licitações e de celebrar contratos com o poder público por cinco anos.
As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal na operação Lava Jato apontam que o vice-presidente do Corinthians recebeu R$ 500 mil em propinas da construtora Odebrecht para a construção do estádio do clube. Ele nega. Oliveira também também foi preso por porte ilegal de arma na última terça-feira, e liberado após pagar fiança de R$ 5 mil.
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Postado por Marcos - 4407 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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