16/3/2016 12:43
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Primeira promessa de acordo por naming rights feita por Andrés completa 1500 dias
Arena Corinthians ainda não tem naming rights definidos
SERGIO BARZAGHI/GAZETA PRESS
Foi no dia 6 de fevereiro de 2012 que Andrés Sanchez prometeu publicamente pela primeira vez: o Corinthians ia fechar dentro de alguns dias os naming rights para o seu estádio em Itaquera. Desde então, exatos 1500 dias se passaram. E o clube alvinegro segue sem nenhum acordo.
"Estamos negociando com sete empresas. Depois que o próximo presidente assumir, divulgamos em, no máximo, 30 ou 40 dias", disse, na ocasião, o então diretor de seleções da CBF - Andrés havia pedido licença do cargo de presidente do Corinthians dias antes para se juntar à confederação.
A promessa era de que o acordo seria anunciado em março de 2012, mês seguinte à eleição de Mário Gobbi, que assumiu o time do Parque São Jorge no dia 11 de fevereiro daquele mesmo ano. E Andrés, que comandava a negociação pelos naming rights, dizia para quem quisesse ouvir que o clube conseguiria um grande acordo.
Ao longo dos meses e anos seguintes, o que se via era Andrés sempre prometendo que o acordo estava perto de sair, mas sem sucesso algum. Em dezembro de 2013, por exemplo, em entrevista durante evento de lançamento do livro do técnico Tite, Sanchez afirmou que as conversas estavam mornas, mas com boa possibilidade de serem fechadas em breve.
Nada aconteceu. Nem o boom da Copa do Mundo ajudou o dirigente a encerrar a negociação. Em maio de 2014, mais de dois anos desde a primeira promessa, ele esperava fechar antes do Mundial. Só que não conseguiu. "Vou viajar para Dubai agora. Estou negociando com algumas empresas. Espero fechar antes da Copa", disse, no dia 9 de maio daquela temporada, em entrevista ao Bate Bola, da ESPN.
No dia 13 de novembro do ano passado, o mesmo ocorreu. O ex-presidente corintiano mais uma vez prometeu que o acordo estava próximo. "Está quase tudo fechado, mas o torcedor pode ficar tranquilo porque estamos quase dois anos e meio atrasados, mas nos próximos dias vai fechar. Está tudo bem adiantado", avisou. Mais de quatro meses se passaram desde então.
Dias antes, em 9 de novembro de 2015, Andrés foi questionado pela reportagem do ESPN.com.br sobre a declaração à sabatina da Folha de 2012. E limitou-se a dizer: "Hoje conversamos só com duas empresas. Atrasou três anos. É difícil. Queremos um valor que satisfaça o Corinthians. E vai ser fechado, o torcedor pode ficar tranquilo. Apesar de a imprensa não acreditar, a gente vai fechar", prometeu.
No fim do mesmo ano, surgiram nos corredores do clube a informação de que os naming rights seriam, enfim, anunciados na festa pelo hexacampeonato brasileiro. Mais uma vez, nada.
A situação ainda é igual em 2016. O atual presidente Roberto de Andrade prometeu, em entrevista ao Fox Sports no dia 15 de fevereiro: "Está no forno. As negociações estão bem encaminhadas, estamos finalizando as conversas. Não está sacramentado ainda, pois não tem nada assinado. Mas sai esse ano".
Na semana passada, o Conselho Deliberativo se reuniu e mais uma vez o tema foi abordado. O diretor Emerson Piovesan disse que o clube precisa fechar um acordo de pelo menos R$ 20 milhões anuais para conseguir manter as contas da Arena em dia.
Para efeito de comparação, o Palmeiras fechou os naming rights com a Allianz em abril de 2013, um ano e meio - ou mais de 500 dias - antes da reinauguração do antigo Palestra Itália. O acordo foi de R$ 300 milhões por 20 anos, com a possibilidade de renovação por mais 10 temporadas.
A negociação pelos naming rights da Arena Corinthians já dura quatro anos, um mês e 10 dias. E essa novela ainda não tem data para acabar. Há exatos 1500 dias.
Foi no dia 6 de fevereiro de 2012 que Andrés Sanchez prometeu publicamente pela primeira vez: o Corinthians ia fechar dentro de alguns dias os naming rights para o seu estádio em Itaquera. Desde então, exatos 1500 dias se passaram. E o clube alvinegro segue sem nenhum acordo.
"Estamos negociando com sete empresas. Depois que o próximo presidente assumir, divulgamos em, no máximo, 30 ou 40 dias", disse, na ocasião, o então diretor de seleções da CBF - Andrés havia pedido licença do cargo de presidente do Corinthians dias antes para se juntar à confederação.
A promessa era de que o acordo seria anunciado em março de 2012, mês seguinte à eleição de Mário Gobbi, que assumiu o time do Parque São Jorge no dia 11 de fevereiro daquele mesmo ano. E Andrés, que comandava a negociação pelos naming rights, dizia para quem quisesse ouvir que o clube conseguiria um grande acordo.
Ao longo dos meses e anos seguintes, o que se via era Andrés sempre prometendo que o acordo estava perto de sair, mas sem sucesso algum. Em dezembro de 2013, por exemplo, em entrevista durante evento de lançamento do livro do técnico Tite, Sanchez afirmou que as conversas estavam mornas, mas com boa possibilidade de serem fechadas em breve.
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No dia 13 de novembro do ano passado, o mesmo ocorreu. O ex-presidente corintiano mais uma vez prometeu que o acordo estava próximo. "Está quase tudo fechado, mas o torcedor pode ficar tranquilo porque estamos quase dois anos e meio atrasados, mas nos próximos dias vai fechar. Está tudo bem adiantado", avisou. Mais de quatro meses se passaram desde então.
Dias antes, em 9 de novembro de 2015, Andrés foi questionado pela reportagem do ESPN.com.br sobre a declaração à sabatina da Folha de 2012. E limitou-se a dizer: "Hoje conversamos só com duas empresas. Atrasou três anos. É difícil. Queremos um valor que satisfaça o Corinthians. E vai ser fechado, o torcedor pode ficar tranquilo. Apesar de a imprensa não acreditar, a gente vai fechar", prometeu.
No fim do mesmo ano, surgiram nos corredores do clube a informação de que os naming rights seriam, enfim, anunciados na festa pelo hexacampeonato brasileiro. Mais uma vez, nada.
A situação ainda é igual em 2016. O atual presidente Roberto de Andrade prometeu, em entrevista ao Fox Sports no dia 15 de fevereiro: "Está no forno. As negociações estão bem encaminhadas, estamos finalizando as conversas. Não está sacramentado ainda, pois não tem nada assinado. Mas sai esse ano".
Na semana passada, o Conselho Deliberativo se reuniu e mais uma vez o tema foi abordado. O diretor Emerson Piovesan disse que o clube precisa fechar um acordo de pelo menos R$ 20 milhões anuais para conseguir manter as contas da Arena em dia.
Para efeito de comparação, o Palmeiras fechou os naming rights com a Allianz em abril de 2013, um ano e meio - ou mais de 500 dias - antes da reinauguração do antigo Palestra Itália. O acordo foi de R$ 300 milhões por 20 anos, com a possibilidade de renovação por mais 10 temporadas.
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Postado por Marcos - 4143 visitas - Fonte: ESPN
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