7/3/2016 07:54
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Análise: Santos aproveita confusão tática do Corinthians e se impõe
Tite muda forma de jogar do time, com dois volantes à frente da defesa, e vê meio de campo perdido; Lucas Lima e Ricardo Oliveira comandam vitória da equipe de Dorival
O Santos não foi primoroso no clássico do último domingo, mas o Corinthians foi pior. Bem pior. Especialmente no primeiro tempo. O Santos aproveitou. Elogiado por conseguir manter o padrão tático da equipe, mesmo após perder seus principais jogadores na entre o Brasileiro de 2015 e o Paulista deste ano, Tite resolveu mexer no que estava dando certo. Deu errado.
O Corinthians, até então invicto, não perdeu por 2 a 0 só porque as mudanças confundiram os jogadores – seria injusto com Lucas Lima, Renato e Ricardo Oliveira. Mas Tite deu sua "contribuição", como admitiu em entrevista coletiva ainda nos vestiários da Vila Belmiro.
O 4-1-4-1 enraizado no time do Parque São Jorge virou um 4-2-3-1 pela vontade do treinador de poupar seis titulares (Felipe, Uendel, Giovanni Augusto, Rodriguinho, Guilherme e André, que entrou no segundo tempo) para o jogo de quarta-feira contra o Cerro Porteño, pela Libertadores. Bruno Henrique e Willians se posicionaram lado a lado para defender. Willians avançava para atacar. Mas não tem o caguete para a função.

As formações de Santos e Corinthians no primeiro tempo do clássico na Vila Belmiro (Foto: GloboEsporte.com)
Luciano passou o primeiro tempo sem receber uma única bola em condições de finalizar. O Santos, então, controlou as ações. Lucas Lima, como de costume, surgia por todos os lados. Renato, sempre acionado, organizava o time a partir do campo de defesa.
E tinha Ricardo Oliveira, autor de 15 gols em 18 clássicos disputados desde que voltou ao Santos, em 2015. No primeiro gol, aproveitou um buraco após falha de marcação de Bruno Henrique e apareceu sozinho, na frente de Cássio, só para marcar. No segundo, aos 39 minutos do segundo tempo, aproveitou contra-ataque com classe: deixou Yago sentado e completou com a calma dos grandes centroavantes para afogar as intenções do Corinthians, que apertava.
Tite voltou aos quatro meio-campistas no intervalo, com Alan Mineiro no lugar de Romero – Willians completou a linha, mais avançado, com Danilo pela direita e Lucas na esquerda (veja abaixo, com a explicação do comentarista Caio Ribeiro). A equipe melhorou, não o suficiente.
Dorival teve pouco trabalho. Não inventou, viu seu time se impor e pouco ser incomodado – mesmo quando foi pressionado, não sofreu. No fim, um contra-ataque resolveu a partida, como manda o manual. Ele, porém, pode comemorar a vitória por consequências que vão além dos três pontos num campeonato em que a primeira fase não prepara surpresas.
O resultado ajuda a acalmar o ambiente na Vila, que teve semanas conturbadas desde a fracassada transferência de Ricardo Oliveira para a China e reclamações por atrasos de salários.
Na próxima rodada, o Peixe enfrenta o Água Santa, no Pacaembu, enquanto o Corinthians vai a Ribeirão Preto para jogar contra o Botafogo. As duas partidas são no sábado, 12.

O comentarista Casagrande analisa a construção do primeiro gol do Santos no clássico, com o erro de marcação dos volantes que obrigou Yago a partir para cima de Lucas Lima, o que abriu um buraco na defesa, por onde Ricardo Oliveira se infiltrou para abrir o placar.

Caio Ribeiro mostra como o Corinthians se colocou em campo e como Lucas Lima aproveitou a confusão no meio do rival para armar o gol do Santos no primeiro tempo.

As dificuldades do Corinthians levaram Cássio ao banco do time para conversar com Tite enquanto o jogo estava parado para atendimento ao zagueiro Lucas Veríssimo, do Santos.

Alan Mineiro, que entrou bem no segundo tempo, errou no meio de campo e permitiu o contra-ataque que definiu a partida. Paulinho roubou a bola e tocou para Ricardo Oliveira, que deixou Yago no chão antes de tocar por cima de Cássio para fazer o segundo gol do Santos.
O Corinthians, até então invicto, não perdeu por 2 a 0 só porque as mudanças confundiram os jogadores – seria injusto com Lucas Lima, Renato e Ricardo Oliveira. Mas Tite deu sua "contribuição", como admitiu em entrevista coletiva ainda nos vestiários da Vila Belmiro.
O 4-1-4-1 enraizado no time do Parque São Jorge virou um 4-2-3-1 pela vontade do treinador de poupar seis titulares (Felipe, Uendel, Giovanni Augusto, Rodriguinho, Guilherme e André, que entrou no segundo tempo) para o jogo de quarta-feira contra o Cerro Porteño, pela Libertadores. Bruno Henrique e Willians se posicionaram lado a lado para defender. Willians avançava para atacar. Mas não tem o caguete para a função.

As formações de Santos e Corinthians no primeiro tempo do clássico na Vila Belmiro (Foto: GloboEsporte.com)
Luciano passou o primeiro tempo sem receber uma única bola em condições de finalizar. O Santos, então, controlou as ações. Lucas Lima, como de costume, surgia por todos os lados. Renato, sempre acionado, organizava o time a partir do campo de defesa.
E tinha Ricardo Oliveira, autor de 15 gols em 18 clássicos disputados desde que voltou ao Santos, em 2015. No primeiro gol, aproveitou um buraco após falha de marcação de Bruno Henrique e apareceu sozinho, na frente de Cássio, só para marcar. No segundo, aos 39 minutos do segundo tempo, aproveitou contra-ataque com classe: deixou Yago sentado e completou com a calma dos grandes centroavantes para afogar as intenções do Corinthians, que apertava.
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As dificuldades do Corinthians levaram Cássio ao banco do time para conversar com Tite enquanto o jogo estava parado para atendimento ao zagueiro Lucas Veríssimo, do Santos.

Alan Mineiro, que entrou bem no segundo tempo, errou no meio de campo e permitiu o contra-ataque que definiu a partida. Paulinho roubou a bola e tocou para Ricardo Oliveira, que deixou Yago no chão antes de tocar por cima de Cássio para fazer o segundo gol do Santos.
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Postado por Marcos - 13572 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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