19/1/2016 08:40
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Xingamentos, invasão, polícia: time sub-15 tem aperitivo de 'pressão por jogar no Corinthians'
Torcida protestou após Corinthians ser eliminado da Copa Brasil Sub-15 sem pontuar
DIVULGAÇÃO
O time perde, é eliminado precocemente em uma competição que já foi bicampeão, e a torcida protesta. Até aí, nada de anormal. É bem comum ver uma situação como essa acontecer no futebol, principalmente no Brasil. Mas e quando o episódio acima ocorre com uma equipe composta por garotos de 14 e 15 anos? E vira caso de polícia? Foi o que Ricardo Severo presenciou como técnico do sub-15 do Corinthians.
No último domingo, a equipe alvinegra foi eliminada da Copa Brasil de Futebol Infantil e conheceu a revolta dos torcedores. O ônibus do time estava prestes a sair no estádio Domênico Paolo Metidieri, em Votorantim, a 90 km de São Paulo, após a derrota de 2 a 1 para o Vitória, quando um grupo de torcedores invadiu e bloqueou o portão. Antes, a torcida já havia xingado comissão técnica e jogadores.
A solução só veio com a chegada da Polícia Militar. A equipe deixou o local sob aplausos irônicos do grupo e foi escoltada por cerca de 10 km até a chegada à rodovia.
"É uma situação chata, nunca é legal, mas em nenhum momento eu senti que a gente estava correndo riscos. Eu quis preservar os meninos. Eles ficaram assustados. Foi uma coisa tranquila, com xingamentos, claro, palavras que ofendem, e isso deixa a gente assustado, mas não é nada violento. Chamamos a polícia mais para prezar pela nossa segurança", disse Severo em entrevista ao ESPN.com.br.
"As pessoas estavam protestando. Se você está no Corinthians, tem pressão. Agrediram com palavra, principalmente os adultos, comissão técnica. Os meninos foram bastante xingados também", afirmou.

DIVULGAÇÃO
Ricardo Severo, técnico do Corinthians sub-15
O técnico narra como o episódio aconteceu: "Eles conseguiram entrar em uma parte atrás do banco de reservas e começou o protesto. Entramos no vestiário, e, quando saímos em direção ao estacionamento, eles estavam esperando a gente no portão do estacionamento e voltamos".
"Entrei no ônibus e passei pra ficarem calmos, aguardar a polícia chegar para a gente sair. Falei para eles fecharem a janela e cortinas, que a gente não ia sair dali enquanto a polícia não chegasse. Falei para eles ficarem calmos, sentados e em silêncio."
Apesar de triste, o treinador acredita que o incidente também vai servir de experiência para os jovens atletas. "É uma experiência que eles vão levar para o resto da vida. Não é normal, mas é um tipo de pressão que vão receber se quiserem jogar no Corinthians", falou o técnico, que está há quase um ano no comando do sub-15.
Severo também crê que o episódio não foi responsabilidade de grande parte da torcida. "Fico chateado com alguma situação. A gente entende que a nossa torcida é maravilhosa, às vezes, tem problema, tem paixão envolvida, mas é uma torcida que sempre nos ajuda muito", acrescentou.
O time perde, é eliminado precocemente em uma competição que já foi bicampeão, e a torcida protesta. Até aí, nada de anormal. É bem comum ver uma situação como essa acontecer no futebol, principalmente no Brasil. Mas e quando o episódio acima ocorre com uma equipe composta por garotos de 14 e 15 anos? E vira caso de polícia? Foi o que Ricardo Severo presenciou como técnico do sub-15 do Corinthians.
No último domingo, a equipe alvinegra foi eliminada da Copa Brasil de Futebol Infantil e conheceu a revolta dos torcedores. O ônibus do time estava prestes a sair no estádio Domênico Paolo Metidieri, em Votorantim, a 90 km de São Paulo, após a derrota de 2 a 1 para o Vitória, quando um grupo de torcedores invadiu e bloqueou o portão. Antes, a torcida já havia xingado comissão técnica e jogadores.
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"É uma situação chata, nunca é legal, mas em nenhum momento eu senti que a gente estava correndo riscos. Eu quis preservar os meninos. Eles ficaram assustados. Foi uma coisa tranquila, com xingamentos, claro, palavras que ofendem, e isso deixa a gente assustado, mas não é nada violento. Chamamos a polícia mais para prezar pela nossa segurança", disse Severo em entrevista ao ESPN.com.br.
"As pessoas estavam protestando. Se você está no Corinthians, tem pressão. Agrediram com palavra, principalmente os adultos, comissão técnica. Os meninos foram bastante xingados também", afirmou.

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Ricardo Severo, técnico do Corinthians sub-15
O técnico narra como o episódio aconteceu: "Eles conseguiram entrar em uma parte atrás do banco de reservas e começou o protesto. Entramos no vestiário, e, quando saímos em direção ao estacionamento, eles estavam esperando a gente no portão do estacionamento e voltamos".
"Entrei no ônibus e passei pra ficarem calmos, aguardar a polícia chegar para a gente sair. Falei para eles fecharem a janela e cortinas, que a gente não ia sair dali enquanto a polícia não chegasse. Falei para eles ficarem calmos, sentados e em silêncio."
Apesar de triste, o treinador acredita que o incidente também vai servir de experiência para os jovens atletas. "É uma experiência que eles vão levar para o resto da vida. Não é normal, mas é um tipo de pressão que vão receber se quiserem jogar no Corinthians", falou o técnico, que está há quase um ano no comando do sub-15.
Severo também crê que o episódio não foi responsabilidade de grande parte da torcida. "Fico chateado com alguma situação. A gente entende que a nossa torcida é maravilhosa, às vezes, tem problema, tem paixão envolvida, mas é uma torcida que sempre nos ajuda muito", acrescentou.
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Postado por Marcos - 3699 visitas - Fonte: ESPN
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