30/10/2015 17:07
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Campanha do Corinthians em 2015 tem semelhanças com o título brasileiro de 2011
Queda precoce na Libertadores, saída de atletas importantes e estilo de jogo parecido sob o comando de Tite podem culminar em nova taça nacional do Timão
O Corinthians está próximo de conquistar o Campeonato Brasileiro após quatro anos de seu último título da competição. Com 70 pontos, o clube paulista tem oito de vantagem em relação ao segundo colocado, o Atlético-MG, que possui 62, e pode repetir o feito de 2011 daqui duas rodadas.
O grupo que levou o pentacampeonato ao Parque São Jorge era treinado pelo técnico Tite, assim como o elenco que pode trazer o hexa para o Timão. Porém, esta não é a única semelhança entre os dois times. Confira aqui algumas características em comum entre a equipe de 2011 e a de 2015.
Eliminação precoce na Libertadores
Em 2010, o Corinthians havia conseguido uma vaga na fase preliminar da Copa do Libertadores, que era “sonho de consumo” do clube, já que na época ainda não tinha o título continental. Apesar da euforia com a equipe recheada de grandes nomes, como Roberto Carlos e Ronaldo, o Timão parou no inexpressivo Deportes Tolima, da Colômbia, após empatar por 0 a 0 no Pacaembu e ser derrotado por 2 a 0 fora de casa.
Nesta temporada, aconteceu uma situação muito semelhante. Após bom desempenho na primeira fase da Libertadores, a equipe paulista se classificou para enfrentar o Guaraní, do Paraguai, nas oitavas de final. Visto como franco favorito, o Alvinegro acabou perdendo os dois jogos: 2 a 0 no Defensores del Chaco e 1 a 0 na Arena Corinthians.
Como no primeiro episódio da eliminação inesperada, o Timão foi cercado de desconfiança por parte de torcida e imprensa. A frustração pela saída precoce da competição continental causou algumas consequências no elenco corintiano.
Desconfiança e saída de atletas importantes
(Fotos: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians)
Em 2011, após a eliminação traumática para o Tolima, da Colômbia, ainda na fase de pré-Libertadores, os jogadores e a comissão técnica sofreram grande pressão. A começar pelo técnico Tite, que teve sua demissão pedida por parte da torcida, mas foi bancado pelo então presidente, Andrés Sanchez. Além do treinador, os veteranos Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos também foram criticados, mas não tiveram o mesmo destino do comandante.
Ronaldo se aposentou do futebol, alegando que as constantes lesões no joelho já não permitiam que ele tivesse condições físicas para continuar jogando. Já Roberto Carlos, após algumas declarações polêmicas, acabou rescindindo seu contrato com o Corinthians e se transferindo para o Anzhi Makhachkala, da Rússia, mesmo destino do volante Jucilei, que também saiu do clube após críticas da torcida e comentários indevidos.
Já em 2015, com a eliminação nas oitavas de final na Libertadores, a pressão também apareceu. No entanto, o principal motivo para as rescisões, em um elenco repleto de ídolos, foi a questão financeira. O técnico Tite, já consagrado pela excelente temporada em 2012, foi mantido no cargo com apoio consensual. Já as principais saídas foram do meia Petros, do lateral esquerdo Fábio Santos e dos atacantes Emerson Sheik e Guerrero, a última sendo a mais polêmica.
O peruano, ao contrário dos outros jogadores, que acabaram saindo pela necessidade corintiana de acertar suas finanças, contou com o esforço da diretoria para conseguir a renovação, mas não chegou a um acordo em relação a valores e acabou se transferindo para o Flamengo, provocando a ira da torcida, que o criticou muito pela atitude.
Características semelhantes
(Fotos: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians)
Com ambas as equipes tendo o comando do técnico Tite, muitas semelhanças são encontradas, a começar pela consistência defensiva. A equipe campeã de 2011 terminou o Campeonato Brasileiro como a defesa menos vazada, sofrendo 36 gols em 38 jogos, assim como acontece com o time de 2015 até o momento, que levou 25 em 32 partidas. Além disso, o miolo de zaga formado por Chicão e Leandro Castán contava com atuações importantes de Paulo André, que substituía os lesionados e suspensos da zaga em alguns jogos, assim como ocorre com Edu Dracena, que vem entrando no lugar de Felipe e Gil eventualmente.
Além das defesas, as duas equipes possuem meios-campos fortíssimos, contando com jogadores experientes. Em 2011, o time costumava usar a formação com Ralf, Paulinho, Alex e Danilo. Já a equipe atual entra em campo com Ralf, Elias, Renato Augusto e Jadson.
Outro ponto a se destacar são as funções de Malcom e Jorge Henrique. Atacantes por formação, os jogadores são muito importantes taticamente na equipe, inclusive com trabalho de recomposição defensiva.
Para finalizar, vale dar destaque à força de ambos os elencos. Assim como a equipe de 2011, que contava com a entrada de jogadores importantes como Willian e Emerson Sheik revezando o status de titular com Jorge Henrique e Liedson, o time de 2015 vem se beneficiando do bom futebol de reservas como Rodriguinho, Marciel, Guilherme Arana e Walter.
Jogo decisivo contra o Atlético-MG
(Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians)
A passagem de Adriano pelo Corinthians não deixou muitos momentos memoráveis. Provavelmente, foi apenas um. No dia de 20 de novembro de 2011, o atacante, que tentava ressurgir no futebol, entrou em um jogo complicado diante da equipe que hoje luta pelo título nacional contra o Timão.
No Pacaembu, o time da casa precisava vencer a partida contra o Atlético-MG, pela 36ª rodada do Brasileiro, para voltar à ponta da tabela, já que, um dia antes, o Vasco havia tomado o primeiro lugar. Já na segunda etapa, Leonardo Silva abriu o placar para os mineiros, enquanto Liedson empatou para o Timão.
Foi então que apareceu Adriano. Em uma rápida jogada de contra-ataque, o atacante recebeu passe de Emerson Sheik e bateu cruzado com o pé esquerdo, a apenas dois minutos do final o jogo. Com o gol da virada, a equipe paulista recuperou a vantagem de dois pontos na liderança, que seguiria nas duas rodadas seguintes e daria a quinta conquista do Brasileiro para o Corinthians.
Quatro anos depois, mais uma vez um jogo contra o Galo pode ser marcante numa conquista corintiana. Se vencer neste final de semana, o clube abre 11 pontos à frente do rival mineiro, faltando apenas 15 a serem disputados, o que deixaria o Timão próximo de seu sexto título nacional.
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Eliminação precoce na Libertadores
Em 2010, o Corinthians havia conseguido uma vaga na fase preliminar da Copa do Libertadores, que era “sonho de consumo” do clube, já que na época ainda não tinha o título continental. Apesar da euforia com a equipe recheada de grandes nomes, como Roberto Carlos e Ronaldo, o Timão parou no inexpressivo Deportes Tolima, da Colômbia, após empatar por 0 a 0 no Pacaembu e ser derrotado por 2 a 0 fora de casa.
Nesta temporada, aconteceu uma situação muito semelhante. Após bom desempenho na primeira fase da Libertadores, a equipe paulista se classificou para enfrentar o Guaraní, do Paraguai, nas oitavas de final. Visto como franco favorito, o Alvinegro acabou perdendo os dois jogos: 2 a 0 no Defensores del Chaco e 1 a 0 na Arena Corinthians.
Como no primeiro episódio da eliminação inesperada, o Timão foi cercado de desconfiança por parte de torcida e imprensa. A frustração pela saída precoce da competição continental causou algumas consequências no elenco corintiano.
Desconfiança e saída de atletas importantes
(Fotos: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians)Em 2011, após a eliminação traumática para o Tolima, da Colômbia, ainda na fase de pré-Libertadores, os jogadores e a comissão técnica sofreram grande pressão. A começar pelo técnico Tite, que teve sua demissão pedida por parte da torcida, mas foi bancado pelo então presidente, Andrés Sanchez. Além do treinador, os veteranos Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos também foram criticados, mas não tiveram o mesmo destino do comandante.
Ronaldo se aposentou do futebol, alegando que as constantes lesões no joelho já não permitiam que ele tivesse condições físicas para continuar jogando. Já Roberto Carlos, após algumas declarações polêmicas, acabou rescindindo seu contrato com o Corinthians e se transferindo para o Anzhi Makhachkala, da Rússia, mesmo destino do volante Jucilei, que também saiu do clube após críticas da torcida e comentários indevidos.
Já em 2015, com a eliminação nas oitavas de final na Libertadores, a pressão também apareceu. No entanto, o principal motivo para as rescisões, em um elenco repleto de ídolos, foi a questão financeira. O técnico Tite, já consagrado pela excelente temporada em 2012, foi mantido no cargo com apoio consensual. Já as principais saídas foram do meia Petros, do lateral esquerdo Fábio Santos e dos atacantes Emerson Sheik e Guerrero, a última sendo a mais polêmica.
O peruano, ao contrário dos outros jogadores, que acabaram saindo pela necessidade corintiana de acertar suas finanças, contou com o esforço da diretoria para conseguir a renovação, mas não chegou a um acordo em relação a valores e acabou se transferindo para o Flamengo, provocando a ira da torcida, que o criticou muito pela atitude.
Características semelhantes
(Fotos: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians)Com ambas as equipes tendo o comando do técnico Tite, muitas semelhanças são encontradas, a começar pela consistência defensiva. A equipe campeã de 2011 terminou o Campeonato Brasileiro como a defesa menos vazada, sofrendo 36 gols em 38 jogos, assim como acontece com o time de 2015 até o momento, que levou 25 em 32 partidas. Além disso, o miolo de zaga formado por Chicão e Leandro Castán contava com atuações importantes de Paulo André, que substituía os lesionados e suspensos da zaga em alguns jogos, assim como ocorre com Edu Dracena, que vem entrando no lugar de Felipe e Gil eventualmente.
Além das defesas, as duas equipes possuem meios-campos fortíssimos, contando com jogadores experientes. Em 2011, o time costumava usar a formação com Ralf, Paulinho, Alex e Danilo. Já a equipe atual entra em campo com Ralf, Elias, Renato Augusto e Jadson.
Outro ponto a se destacar são as funções de Malcom e Jorge Henrique. Atacantes por formação, os jogadores são muito importantes taticamente na equipe, inclusive com trabalho de recomposição defensiva.
Para finalizar, vale dar destaque à força de ambos os elencos. Assim como a equipe de 2011, que contava com a entrada de jogadores importantes como Willian e Emerson Sheik revezando o status de titular com Jorge Henrique e Liedson, o time de 2015 vem se beneficiando do bom futebol de reservas como Rodriguinho, Marciel, Guilherme Arana e Walter.
Jogo decisivo contra o Atlético-MG
(Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians)A passagem de Adriano pelo Corinthians não deixou muitos momentos memoráveis. Provavelmente, foi apenas um. No dia de 20 de novembro de 2011, o atacante, que tentava ressurgir no futebol, entrou em um jogo complicado diante da equipe que hoje luta pelo título nacional contra o Timão.
No Pacaembu, o time da casa precisava vencer a partida contra o Atlético-MG, pela 36ª rodada do Brasileiro, para voltar à ponta da tabela, já que, um dia antes, o Vasco havia tomado o primeiro lugar. Já na segunda etapa, Leonardo Silva abriu o placar para os mineiros, enquanto Liedson empatou para o Timão.
Foi então que apareceu Adriano. Em uma rápida jogada de contra-ataque, o atacante recebeu passe de Emerson Sheik e bateu cruzado com o pé esquerdo, a apenas dois minutos do final o jogo. Com o gol da virada, a equipe paulista recuperou a vantagem de dois pontos na liderança, que seguiria nas duas rodadas seguintes e daria a quinta conquista do Brasileiro para o Corinthians.
Quatro anos depois, mais uma vez um jogo contra o Galo pode ser marcante numa conquista corintiana. Se vencer neste final de semana, o clube abre 11 pontos à frente do rival mineiro, faltando apenas 15 a serem disputados, o que deixaria o Timão próximo de seu sexto título nacional.
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Postado por fyamma fernandes nogueira - 9459 visitas - Fonte: Esporte Interativo
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