O zagueiro Cacá, emprestado ao Vitória, não voltará ao Corinthians. O clube baiano confirmou que adquiriu o jogador em definitivo após o cumprimento das metas estabelecidas no contrato. A informação foi dada pelo diretor de futebol Sérgio Papelin, que destacou que a negociação já está alinhada e resta apenas definir o modelo de pagamento.
O Corinthians detinha 90% dos direitos econômicos do defensor e deve receber cerca de R$ 15 milhões pela transação. A quantia chega em um momento importante, já que o clube paulista enfrenta dificuldades financeiras e busca aliviar dívidas e transfer bans impostos pela Fifa.
A compra de Cacá pelo Vitória foi consequência direta do desempenho do jogador e das metas atingidas durante o empréstimo. O zagueiro de 27 anos se consolidou como peça importante no elenco baiano e, com isso, o clube decidiu investir em sua permanência. Para o Corinthians, a venda representa uma oportunidade de gerar receita em meio à crise financeira.
Desde que chegou ao Timão em 2024, vindo do Tokushima Vortis, do Japão, Cacá nunca conseguiu se firmar como titular absoluto. Apesar de ter feito parte do elenco campeão do Paulistão e da Copa do Brasil em 2025, sua irregularidade abriu espaço para a negociação.
Para o Corinthians, a saída de Cacá significa mais um ajuste no elenco e, principalmente, um alívio financeiro. Os R$ 15 milhões da venda ajudarão a reduzir parte das dívidas e podem contribuir para derrubar os transfer bans que impedem o clube de registrar novos jogadores. A diretoria já conseguiu eliminar uma das punições recentemente e segue trabalhando para resolver as demais.
Do ponto de vista esportivo, a saída não deve impactar diretamente o elenco atual, já que o zagueiro não vinha sendo utilizado por Fernando Diniz. No entanto, a negociação reforça a política do clube de transformar ativos em receita, mesmo que isso signifique abrir mão de jogadores com potencial de contribuição.
O Corinthians agora concentra esforços em resolver os três transfer bans restantes e liberar a inscrição de reforços para o segundo semestre. A diretoria também busca novas fontes de receita, incluindo patrocínios e possíveis vendas de outros atletas valorizados. A expectativa é que, com a entrada dos recursos da venda de Cacá, o clube consiga avançar nas negociações e equilibrar parte das contas.
Para a torcida, o momento é de expectativa e cobrança. Muitos enxergam a venda como necessária para estabilizar o clube, mas também como reflexo da má gestão financeira dos últimos anos. O desafio do Timão será transformar o alívio imediato em planejamento sólido para o futuro.
Assim, a saída de Cacá não é apenas uma transação de mercado: é um passo estratégico para o Corinthians enfrentar sua crise financeira e buscar retomar competitividade dentro e fora de campo.
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