O mundo do futebol lamenta a perda de Hércules Brito Ruas, conhecido como Brito, ícone da Seleção Brasileira e do Corinthians, que faleceu na última quinta-feira, dia 11. O ex-zagueiro, campeão da Copa do Mundo de 1970, enfrentou complicações de saúde que incluíam pneumonias, o que resultou em uma internação de mais de uma semana.
Brito teve uma carreira sólida, destacando-se originalmente no Botafogo antes de sua chegada ao Corinthians em 1974. Sua primeira partida pelo Timão foi em agosto daquele ano, em um amistoso onde o clube venceu o Marília por 1 a 0. Ao longo de sua breve passagem, o zagueiro disputou 29 jogos e se despediu do clube após o Campeonato Paulista de 1974.
Com uma carreira notável que incluiu passagens por renomados clubes como Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Vasco e Athlético Paranaense, Brito foi fundamental na conquista da Copa do Mundo, onde se destacou como um defensor excepcional. Ao todo, ele vestiu a camisa da Seleção Brasileira em 61 ocasiões, sendo conhecido por seu preparo físico e rendimento em campo.
Na final histórica da Copa do Mundo de 1970, realizada no Estádio Azteca, Brito formou uma sólida dupla de zaga com Piazza, garantindo a proteção do gol em uma partida que terminou com a vitória do Brasil sobre a Itália por 4 a 1. O desempenho do defensor também foi reconhecido em outros torneios, onde conquistou o Torneio Internacional de Paris e o Troféu Teresa Herrera.
O Vasco, onde Brito atuou por 10 anos, foi o clube em que mais jogou, acumulando 405 partidas. A sua saída do cenário do futebol se dá em um momento de reflexão sobre o legado dos atletas que alcançaram a glória, especialmente considerando que Brito é o sétimo atleta da equipe tricampeã mundial de 1970 a falecer, dentre os 22 convocados.
A perda de Brito destaca a importância de celebrar a contribuição dos grandes nomes do esporte no Brasil. O legado deixado por ele na história do futebol, tanto em clubes quanto na Seleção, ressoa na memória dos torcedores e na evolução do jogo no país. A gestão e desenvolvimento de novos talentos no futebol brasileiro continuarão a ser moldadas por histórias como a de Brito.
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