4/6/2026 17:55
Nova dívida milionária? Empresário quebra o silêncio e expõe calote de R$ 80 milhões do Timão.
O empresário Carlos Leite quebrou o silêncio nos bastidores, detalhou a cobrança de R$ 80 milhões contra o Corinthians e disparou contra o ex-presidente Augusto Melo.
O expediente nos tribunais e nos gabinetes do Parque São Jorge ganhou contornos ríspidos de pura fustigação financeira. O empresário Carlos Leite, responsável por agenciar carreiras históricas de ídolos do clube como Cássio e Renato Augusto, quebrou o silêncio e detalhou os motivos que o obrigaram a acionar o Corinthians na Justiça. O agente reage ao marasmo das cobranças e confirma que o rombo atual, inflado por juros e contestações processuais, já se aproxima da impressionante marca de R$ 80 milhões, colocando o fluxo de caixa alvinegro diretamente em jogo no ano de 2026.
Nos bastidores de uma entrevista enérgica ao portal ge.globo, Carlos Leite contesta a narrativa de que teria emprestado dinheiro ao clube e esclarece que o montante acumulado refere-se estritamente a comissões não pagas ao longo de sucessivas gestões. O empresário admite que a situação virou uma bola de neve incontrolável porque o clube ignorava as parcelas e continuava operando novos negócios. O grande impasse, contudo, estourou na gestão do ex-presidente Augusto Melo. Leite dispara contra a falta de tato do antigo mandatário, elogiando o diálogo que mantinha com Andrés Sanchez, Roberto de Andrade e Duilio Monteiro Alves que, mesmo sem verba, ao menos reconheciam os débitos.
O estopim para o racha definitivo envolveu um acordo travado com a Brax, empresa que comanda as placas de publicidade da Neo Química Arena. O empresário intermediou uma engenharia financeira para receber seus atrasados em três anos através de uma cessão de crédito da receita das placas, proposta que já havia recebido o aval da gestão Duilio. No entanto, o agente revela que, após a eleição, a nova diretoria deu um abafa na operação e ameaçou cancelar o vínculo de mais de R$ 300 milhões com a Brax caso a companhia assinasse como anuente. "Não me restou outra alternativa. Eu tive que entrar na Justiça e cobrar", desabafou o empresário.
Atualmente, o Corinthians enfrenta uma crise asfixiante com passivos que rondam os R$ 3 bilhões e tenta desatar esse nó jurídico por meio do Regime Centralizado de Execuções (RCE), programa ativado em março de 2026 que destina 4% das receitas recorrentes do clube para quitar a fila de credores. Sem nenhum atleta de seu portfólio no atual grupo de Fernando Diniz, Carlos Leite desafia as críticas da torcida e cobra o cumprimento do rito de pagamentos, ciente de que peitar o marasmo administrativo do Parque São Jorge foi a única rota viável para não amargar o calote definitivo.
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