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Armando Mendonça Sob Ameaça: Promotor Requer Afastamento do Executivo no Corinthians

Armando Mendonça Sob Ameaça: Promotor Requer Afastamento do Executivo no Corinthians

Na noite da última quarta-feira, os desdobramentos políticos no Corinthians ganharam contornos dramáticos. O Ministério Público de São Paulo anunciou uma denúncia criminal contra Armando Mendonça, atual segundo vice-presidente do clube, resultante de investigações sobre apropriação indevida de materiais esportivos fornecidos pela Nike.



A denúncia abrange quatro crimes, incluindo apropriação indébita qualificada e tentativa de furto. De acordo com o inquérito da Polícia Civil, Mendonça teria desviado 131 itens de vestuário da marca, entre eles camisas oficiais e outros acessórios, utilizando-se do acesso privilegiado aos almoxarifados do clube.



A promotoria relata que o vice-presidente também teria tentado apropriar-se de 19 camisas da NFL para um evento do Corinthians, mas a retirada foi interrompida por uma investigação interna. Contudo, ele conseguiu furtar oito camisas comemorativas da liga, sem qualquer formalização no sistema de controle do clube.



O caso se agrava com alegações de coação. Mendonça teria intimidado auditores envolvidos na investigação, usando tom ameaçador em comunicações diretas com funcionários. Essas ações foram consideradas graves pela promotoria, que descartou a possibilidade de um acordo de não persecução penal.



Além de dar seguimento ao processo criminal, o Ministério Público propôs medidas cautelares rigorosas, incluindo a suspensão temporária do vice-presidente, restrições de acesso às instalações do clube e proibição de comunicação com testemunhas. O processo listo importantes nomes para depor, evidenciando a amplitude das investigações.



O MP ainda solicitou uma perícia técnica no sistema de estoque do Corinthians e alertou a Receita Federal para possíveis implicações fiscais decorrentes das ações de Mendonça. A denúncia também requer que ele arque com os custos de ressarcimento dos itens desviados, que correspondem ao valor de mercado dos produtos.



Por fim, o Ministério Público propôs uma indenização de R$ 100 mil por danos morais, considerando o impacto negativo que os atos do dirigente provocaram na imagem e credibilidade do clube frente à opinião pública e seus parceiros comerciais.



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165 visitas - Fonte: Tudo Timão

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