O Corinthians ainda busca definir como lidar com a infantilidade de Allan, expulso após um gesto obsceno na derrota por 3 a 1 para o Fluminense, na noite de quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro. Mais do que o resultado, ficou o vexame — desses que não cabem em um clube que deveria prezar pelo respeito.
A diretoria, cautelosa, acionou o departamento jurídico para não ultrapassar o limite de desconto permitido por lei. Agora, a decisão está nas mãos do presidente Osmar Stábile e do executivo Marcelo Paz, que prometem dar um desfecho ao caso até o fim de semana e comunicar oficialmente o atleta. A dúvida é se a punição será exemplar ou apenas mais um rito burocrático. A informação é do Uol Esporte.
Allan sofrerá desconto no salário pelo gesto absurdo. A discussão gira em torno de quanto será retirado — se aplicarão a punição máxima ou algo mais brando. Além disso, o clube avalia a possibilidade de divulgar um comunicado público.
A tendência é tratar o caso no campo administrativo, resolvendo com uma canetada. Já qualquer punição esportiva — como perda de espaço, banco ou afastamento — ficaria a critério de Dorival Júnior. Internamente, porém, não há disposição para medidas tão duras. Em outras palavras: o bolso pode doer, mas dentro de campo tudo deve seguir normalmente.
Com um elenco curto, Dorival Júnior não cogita abrir mão de jogadores. No ano passado, diante de problemas disciplinares envolvendo Martínez, preferiu manter o atleta à disposição. O mesmo raciocínio parece se aplicar agora.
Allan, por sua vez, é homem de confiança do treinador, uma indicação direta. Isso não significa aval para atitudes irresponsáveis: Dorival reprovou o gesto contra o Fluminense, mas entre desaprovar e abrir mão do jogador, a distância costuma ser grande no futebol brasileiro.
Expulso, Allan está fora do duelo contra o Internacional neste domingo, pelo Brasileirão — consequência imediata de quem perde a cabeça. O problema, no entanto, pode ir além: o caso deve ser julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva.
A tendência é enquadrá-lo no artigo 258, por conduta contrária à ética desportiva, com suspensão de um a seis jogos. Se também for incluído no artigo 243-F, por ofensa, a pena pode aumentar. No fim das contas, o gesto impensado pode custar caro — dentro e fora de campo.
273 visitas - Fonte: Tudo Timão