Na última reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians, ocorrida no Parque São Jorge, houve uma votação que culminou no afastamento provisório do presidente Romeu Tuma Júnior. O conselheiro emitiu uma nota contestando a legalidade do processo, alegando irregularidades na convocação e condução dos trabalhos, que não teriam seguido o rito previsto no Estatuto Social do clube.
Tuma se destacou por afirmar que a reunião estava repleta de vícios, comprometendo sua validade jurídica. Ele ressaltou que continuaria na presidência do Conselho até que uma ordem judicial estabelecesse o contrário ou até que um procedimento interno seguisse rigorosamente os ritos estatutários.
Durante o encontro, 137 conselheiros marcaram presença, com 115 votos a favor do afastamento e 15 contra, além de sete abstenções. A primeira secretária do Conselho, Maria Ângela Ocampos, não conduziu a votação como deveria, levando os conselheiros a seguirem com a deliberação sob a liderança de Rubens Gomes.
O desacordo entre Tuma e o presidente do clube, Osmar Stabile, se intensificou na recente análise do Estatuto Social, que resultou em discussões acaloradas. A situação levou Stabile a solicitar o afastamento cautelar de Tuma, fundamentado em artigos do estatuto do Corinthians.
Apesar da convocação de Stabile para uma reunião extraordinária do Conselho, Tuma não foi notificado, o que levou o presidente do Conselho a classificar a manobra como um golpe. A tensão gerada por essa situação pode ter implicações legais, inclusive uma potencial intervenção judicial no clube, já em análise pelo Ministério Público de São Paulo.
A Comissão de Justiça do Conselho também se manifestou contra a reunião de Stabile, citando riscos legais que poderiam advir de ações administrativas irregulares. Este cenário traz à tona a instabilidade institucional e a necessidade de revisão das práticas administrativas dentro do Corinthians.
No dia 23 de outubro, Tuma protocolou uma interpelação judicial contra Stabile por calúnia e difamação, refletindo a gravidade da situação. Os desdobramentos desse conflito poderão impactar diretamente a gestão do clube e a condução de suas atividades no cenário esportivo.
Os próximos passos incluem a possibilidade de uma investigação aprofundada acerca das práticas administrativas que emergem neste conflito, além da necessidade de cada parte apresentar suas evidências e argumentos. A expectativa é que a resolução deste impasse traga mais clareza à condução do Conselho Deliberativo e à gestão do Corinthians.
135 visitas - Fonte: Tudo Timão