A Comissão de Justiça do Corinthians concluiu suas investigações sobre a utilização indevida do cartão corporativo por Andrés Sanchez, ex-presidente do clube, revelando que o dirigente empregou os recursos públicos em despesas pessoais entre 2018 e 2020. Após a análise, foram identificadas 50 transações que totalizam R$ 190.523,54, sem qualquer comprovação de que esses gastos estivessem relacionados a atividades oficiais do clube.
Com base nas conclusões, a Comissão recomendou o ressarcimento dos valores ao Corinthians e a implementação de novas estratégias de controle financeiro para evitar recorrências. O caso agora está sob a responsabilidade do Conselho Deliberativo, liderado por Romeu Tuma Júnior, que deverá encaminhar as evidências à Comissão de Ética e Disciplina para apreciação.
A expectativa é que a Comissão de Ética avalie a possibilidade de aplicar sanções a Andrés Sanchez, incluindo a possível expulsão do clube. O processo deliberativo não apenas revisará as recomendações feitas pela Comissão de Justiça, mas também permitirá que o Conselho coloque a questão em votação para definir o futuro do ex-presidente no Corinthians.
Entre os gastos questionáveis, constam despesas relacionadas a estabelecimentos como hospitais, farmácias e lojas de eletrônicos, além de serviços como táxi aéreo, sem qualquer justificativa adequada para a utilização do cartão corporativo. Os membros da Comissão de Justiça afirmaram que não houve evidências de que essas compras fossem necessárias ou pertinentes ao desempenho das funções presidenciais.
Em paralelo a essa apuração interna, Andrés Sanchez enfrenta acusações do Ministério Público de São Paulo por crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade documental. O processo se encontra em uma fase de suspensão após um recurso da promotoria contra uma decisão inicial favorável a Sanchez, aguardando agora um posicionamento do Tribunal de Justiça de São Paulo.
A nova denúncia do Ministério Público aponta para supostos gastos pessoais do ex-presidente com o cartão corporativo entre agosto e setembro de 2020, último ano de sua gestão. Essa situação adiciona uma camada de complexidade ao panorama atual, reforçando a necessidade de uma avaliação minuciosa quanto à conduta de Sanchez durante o seu mandato no clube.
O resultado final dessa investigação e a deliberação da Comissão de Ética são fundamentais não apenas para o futuro de Andrés Sanchez, mas também para a integridade administrativa do Corinthians e suas práticas financeiras. A situação também coloca em evidência a importância de uma gestão responsável e transparente, especialmente em um clube de grande porte e visibilidade no futebol brasileiro.
Com a proximidade das decisões, o clube agora precisa focar em suas atividades esportivas, com a equipe se preparando intensamente para as próximas competições, principalmente considerando a estreia no Campeonato Brasileiro. A gestão e o desempenho coletivo no campo devem ser a prioridade enquanto questões administrativas estão sendo afetadas por esse contexto tumultuado.
315 visitas - Fonte: Tudo Timão