O Ministério Público apresentou, nesta quarta-feira (15), uma denúncia contra o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, e o atual superintendente financeiro do clube, Roberto Gavioli. Ambos foram acusados de uso indevido do cartão corporativo da equipe. Segundo o promotor Cassio Conserino, que protocolou a denúncia, os gastos irregulares totalizam aproximadamente R$ 480 mil, com valores corrigidos pela inflação e juros, e ocorreram entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021.
A denúncia inclui possíveis crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário. Enquanto Andrés Sanchez é responsabilizado por todos os três crimes, Roberto Gavioli enfrenta acusações por apropriação indébita e lavagem de dinheiro. O promotor esclareceu, em coletiva de imprensa no Fórum Criminal da Barra Funda, que o cartão corporativo foi tratado como um bem pessoal por Andres, que realizou inúmeras compras particulares, incluindo dois relógios de luxo e despesas em destinos turísticos como Fernando de Noronha e Praia da Pipa.
O promotor destacou que não é aceitável o uso do cartão corporativo em drogarias, clínicas ou duty free, enfatizando que os recursos são do Corinthians, não de seus dirigentes. Com relação a Gavioli, Conserino ressaltou que ele tinha a obrigação de fiscalizar e impedir esses gastos irregulares, pois era responsável por conferir notas fiscais e elaborar relatórios.
Após a denúncia, o Conselho Deliberativo do Corinthians comunicou que Andrés Sanchez solicitou afastamento de suas funções no conselho, onde ocupa a posição de Conselheiro Vitalício, e do CORI, em caráter indeterminado para se defender. O afastamento foi aceito de imediato. A Comissão de Justiça do Conselho dará continuidade às apurações ouvindo ex-diretores e presidentes de órgãos fiscalizadores desde 2018.
Simultaneamente, a Diretoria Executiva do Corinthians decidiu afastar Gavioli de suas funções também por tempo indeterminado e sem remuneração, permitindo que ele também se defenda das acusações. O clube manifestou que está acompanhando de perto a investigação e se coloca à disposição do Ministério Público, reafirmando seu compromisso com a transparência.
O promotor, ao final, requer que a Justiça determine que os denunciados paguem os R$ 480 mil, além de indenizações por danos materiais e morais que equivalem a 75% do valor utilizado indevidamente. As investigações pelo MP continuam, agora se aprofundando em possíveis irregularidades cometidas por outros ex-presidentes, com foco no mandato de Duilio Monteiro Alves, que foi de 2021 a 2023.



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