A Polícia Civil de São Paulo marcou duas novas datas para os depoimentos de José André da Rocha Neto e André Murilo de Barros Paz Bezerra, proprietário e diretor financeiro da VaideBet, antiga patrocinadora máster do Corinthians , respectivamente. Nos dias 27 e 28, a dupla será ouvida na condição de testemunha em meio às investigações sobre a intermediação do contrato do Corinthians com a casa de apostas. Há suspeita de lavagem de dinheiro e outras possíveis irregularidades no acordo que renderia R$ 370 milhões ao clube O contrato entre Timão e VaideBet foi rescindido em junho. O caso está sob cuidados do Departamento de Polícia de Proteção a Cidadania (DPPC) e da terceira delegacia, responsável por casos de lavagem de dinheiro. O delegado encarregado é Tiago Fernando Correia. Além da dupla da VaideBet, a Polícia notificou o superintendente financeiro Luiz Ricardo Alves, o Seedorf, para prestar depoimento online, após o Corinthians fornecer o endereço do email corporativo correto do dirigente alvinegro. O inquérito se aproxima dos seis meses e se encontra em uma fase considerada decisiva. Outro passo importante para a investigação é a análise de movimentações bancárias da Neoway Soluções Integradas, empresa apontada como sendo de fachada pela Polícia Civil e que teria recebido parte da comissão do contrato entre Corinthians e VaideBet. A Justiça determinou a quebra de sigilo bancário da Neoway em julho, mas até agora a Polícia ainda não obteve todas as informações que busca nas instituições financeiras. No mês passado, o Corinthians foi notificado para prestar esclarecimentos quanto ao recebimento de R$ 56 milhões por três intermediadoras: Otsafe – Intermediação de Negócios; e dois CNPJs diferentes da Pagfast EFX Facilitadora de Pagamentos. No contrato, a VaideBet era autorizada a utilizar como intermediadoras de pagamento a Zelu Brasil ou Pay Brokers, alvos da Operação Integration da Polícia Civil de Pernambuco. A casa de apostas transferiu R$ 10 milhões ao clube via Pay Brokers. Caso a antiga patrocinadora utilizasse intermediadoras de pagamentos diferentes, a empresa deveria pedir autorização por escrito e contar com aprovação prévia do Corinthians . Em resposta à Polícia, o clube diz não ter encontrado um documento que ratificasse o acordo verbal feito com a antiga patrocinadora para receber o pagamento via Ostafe e Pagfast. A informação foi publicada pelo "UOL" e confirmada pelo ge . No contrato constava a necessidade de um documento assinado com a liberação do Corinthians para ocorrer o pagamento por outras intermediadoras fora das estipuladas no acordo assinado ainda no início do ano. Internamente, fontes ouvidas do Corinthians veem a prática com naturalidade, já que havia a necessidade de reforçar o fluxo de caixa naquele momento e o clube recebeu os pagamentos combinados de maneira lícita.



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