O técnico Ramón Díaz e o filho Emiliano Díaz concederam entrevista coletiva na Neo Química Arena após a vitória do Corinthians por 2 a 0 contra o Palmeiras, na noite de segunda-feira. Numa semana tensa depois da eliminação na Sul-Americana, o auxiliar afirmou que a comissão entendeu o tamanho e o peso do clássico contra o Palmeiras ao longo da semana de preparação. – Você entende quando está aqui. Sabíamos a importância de Palmeiras x Corinthians, mas estando aqui... A semana foi braba. Estamos acostumados, desfrutei muito. Mesmo depois da eliminação. A gente que vive e trabalha num clássico é abençoado. Desfrutamos muito, o grupo está desfrutando muito, vinha muito pressionado. Viemos para isso, viver essas coisas. Pessoalmente, estou cumprindo um sonho em trabalhar no Corinthians. Estamos muito contentes, desfrutando muito... É um clássico brabo. Hoje a gente sentiu, desfrutei muito.
O auxiliar falou também sobre a escolha da escalação com três zagueiros e do enredo do jogo, após um início difícil. – Conhecíamos o adversário, por isso decidimos jogar com a linha de três. Tivemos dificuldade nos primeiros 15 minutos, eles criaram duas ou três situações que poderiam resultar em gol. Por sorte, temos um dos melhores goleiros do Brasil, o Hugo. O time se organizou, começou a jogar, a sair, e jogamos de igual para igual. Foi um jogo muito disputado, lindo para a gente, eles são um grande time, por isso conseguiram coisas importantes. Gostei da atitude do nosso time, de pressionar.
Emiliano destacou que, historicamente, ele e seu pai têm histórico muito positivo em clássicos: – Temos 89% dos clássicos vencidos em toda parte do mundo, para nós é normal. É um jogo importante, fazia três anos que o Corinthians não ganhava, esse grupo era castigado por todos os grupos anteriores. Estamos acostumados a ganhar clássicos, nascemos em clubes em que o clássico é vida ou morte. Estamos acostumados. Muito contentes porque havia três anos que o Corinthians não ganhava esse clássico, pudemos dar alegria ao torcedor e a esse grupo que merece muito.
Eliminada na semifinal da Sul-Americana no meio de semana, após uma derrota para o Racing na Argentina, a comissão técnica de Ramon Díaz chegou para o clássico bastante pressionada. Emiliano destacou a força do trabalho do Timão, que hoje chegou aos 38 pontos, mais distante do Z-4. – Sempre dirigimos times grandes, sabemos como é, a crítica é normal. O grupo que levou a duas semifinais das Copas e também o deste grande clássico. Estamos acostumados a ganhar clássicos. Esse grupo fez um esforço enorme.
O auxiliar destacou a força mental da equipe alvinegra: – Jogar até 31ª rodada na zona de rebaixamento e chegar em duas semifinais é de tirar o chapéu. Quando chega a turbulência, estamos fechados. Estou muito orgulhoso do grupo que temos.
O próximo compromisso da equipe é no sábado, contra o Vitória, no Barradão. Para o técnico Ramon Díaz, a equipe passa a jogar com outro ânimo após derrotar o seu maior rival no clássico. – Creio que é muito importante o anímico. Depois dessa vitória, o grupo está muito bem animicamente. Me parece que há muitos jogadores pendurados. Só três cartões é muito pouco, em todo lugar do mundo são cinco cartões. Aqui é muito rápido. Mas animicamente estamos muito bem depois dessa vitória, vamos analisar os jogadores que temos, é um jogo importante para nós, se ganhamos brigamos mais acima. Tomara que possamos ganhar – disse.
Sobre a pressão no cargo, Emiliano afirmou: – É normal, estamos no maior time do Brasil, ele ganhou 24 títulos, juntos ganhamos 12. É normal, acontece, um time grande, cobrança grande. Sempre cobram de gente que é capaz, nunca cobram um cara que nunca ganhou nada, que nunca brigou por nada. Se tem um cara que brigou por títulos e coisas importantes e erra, você cobra e tudo bem. Nós não mudamos com elogios ou críticas, estamos no foco do que temos que fazer. E dando tranquilidade ao grupo, se tem que bater em nós para deixar o grupo tranquilo, tudo bem. Nosso objetivo era tirar o Corinthians dessa situação e estamos fazendo. Ganhar um clássico depois de três anos... imagino que o torcedor esteja contente. Tem que desfrutar, não é fácil ficar três anos sem ganhar um clássico.
Ramón destacou: – Eu rio porque ser treinador não é fácil, há muita pressão em todos os sentidos. Te exigem resultados. E cada vez que perdemos uma semifinal vamos ser questionados. Aqui está Fabinho, que nos contratou, sempre nos apoiou... Em três meses que estamos aqui, entendemos que é um time grande. Estamos acostumados, tranquilos, nunca perdemos a tranquilidade, temos o apoio da nossa família. Sabemos o trabalho que estamos fazendo. Sobre o futuro, ele disse: – O objetivo que o clube nos pediu já cumprimos quase todos. Falamos com o Fabinho dia a dia, presidente também. Falamos o primordial, estamos em um clube que tem muita história e não é brincadeira estar na zona de rebaixamento. Primeiro objetivo era sair do rebaixamento. Claro que sempre planejamos o futuro. Temos um ano (de contrato), todo 2025.
– Deixamos passar uma oferta na semana passada, a mais importante da nossa história, recusamos essa oferta porque estamos cumprindo o sonho de estar no Corinthians. Eu nunca trabalhei tão cômodo com um diretor como o Fabinho. Em momentos ruins ele está aí junto com o presidente, muitas vezes são cobrados injustamente. É para parabenizar e valorizar o trabalho que estão fazendo. Nosso contrato é até 2025 e estamos sempre planejando. Mas é jogo a jogo, estamos em um time grande e a única coisa que o sustenta é resultado. Estamos fazendo uma grande campanha, pegamos com 12 pontos, hoje estamos a quatro da zona de rebaixamento. Tem que valorizar o grupo, que ficou até a 31 rodada na zona de rebaixamento e chegou a duas semifinais.



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