A saída de Cássio do Corinthians, no meio deste ano, abriu não apenas uma vaga no gol da equipe, mas também no posto de capitão. Após anos tendo um único dono, a braçadeira alvinegra passou por diferentes braços desde então. No comando do Corinthians há pouco mais de três meses, o técnico Ramón Díaz fixou o atacante Ángel Romero como o capitão em seus primeiros jogos, mas depois passou a promover um rodízio na função, tal qual realiza nas escalações. Além de Romero, outros dois jogadores se firmaram como capitães: o lateral-direito Fagner e o goleiro Hugo Souza. Além deles, André Ramalho usou a braçadeira uma vez, há dois meses. A tabela abaixo considera apenas quem ocupava o posto no início da partida: Capitães do Corinthians com Ramón Díaz Jogador Partidas como capitão Romero 11 Fagner 9 Hugo Souza 5 André Ramalho 1
Os últimos jogos indicaram haver uma hierarquia. Sempre que foi titular, Fagner foi o capitão. Na ausência dele, Romero ocupou o posto. Depois, Hugo. – Desde o início, quando me deram essa responsabilidade, eu falei que estava pronto, preparado, minha ideia era ajudar a equipe. Se a comissão técnica decidiu me colocar de capitão em alguns jogos, fico feliz com isso, é prova de um trabalho bem feito, de uma postura diária. Fico feliz com esse reconhecimento, mas é claro que isso traz uma responsabilidade maior. Estou pronto para ajudar a equipe do jeito que for. Se essa for uma forma de ajudar, estou pronto para isso – disse o goleiro, que usou a braçadeira contra o Cuiabá, na última segunda-feira. Mais experiente e também com mais tempo de Corinthians, Fagner desponta como o favorito para erguer a taça em uma eventual conquista da Copa Sul-Americana. Para isso, o Timão precisa primeiro passar do Racing, nesta quinta-feira, em duelo às 21h30 (de Brasília), no estádio El Cilindro, em Buenos Aires. Porém, não será surpresa caso o lateral divida essa honra com os outros capitães do grupo. Além dos atletas que usam a braçadeira, o Corinthians tem outros líderes internos. André Ramalho é um dos que gostam de falar no vestiário e no dia a dia, motivando e orientando os companheiros. Carillo e José Martínez, já na casa dos 30 anos, também assumem esse papel. O peruano, por exemplo, foi escolhido para dar entrevista em momentos difíceis, como depois da derrota para o Flamengo. A ausência de líderes era uma preocupação da diretoria alvinegra após a saída de Cássio e Paulinho, no meio do ano, e o clube tentou superar também essa carência ao reforçar o elenco na janela de transferências do meio do ano. Depois de "segurarem a bronca" em situações adversas, agora os capitães também sonham em desfrutar da glória de ocupar este posto. O maior sonho tem data e local definidos: 23 de novembro, em Assunção, no Paraguai, na final da Copa Sul-Americana.



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