22/10/2023 21:59

Mano admite Corinthians abaixo do esperado contra o lanterna, mas confia em fuga do rebaixamento

Mano admite Corinthians abaixo do esperado contra o lanterna, mas confia em fuga do rebaixamento

O técnico Mano Menezes admitiu problemas do Corinthians e uma atuação abaixo da esperada no empate em 1 a 1 com o América-MG, neste domingo, na Neo Química Arena. Porém, ele demonstrou confiança de que o time irá reagir e deixar as últimas posições do Brasileirão.

A dez rodadas do fim da competição, o Corinthians é o 15º colocado, com 33 pontos, três a mais do que Vasco e Santos, que abrem a zona de rebaixamento.

Corinthians 1 x 1 América-MG | Melhores Momentos | 28ª rodada do Campeonato Brasileiro

– A gente tem potencial para entregar mais em um curto espaço de tempo. Pontuando em todas as rodadas, não estaremos na condição que o torcedor teme – disse Mano Menezes, quando questionado sobre o risco de queda para a Série B.

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Ao analisar a partida, Mano disse que o empate desse domingo aconteceu em circunstâncias diferentes do obtido na última quinta-feira, contra o Fluminense, por 3 a 3.

– Apesar de serem jogos completamente diferentes, a gente coloca tudo na mesma caixa de análise. No jogo do Rio de Janeiro (contra o Fluminense) encontramos um time que propôs o jogo, deu mais espaço, 60 metros atrás da defesa, e neste aqui enfrentamos um time que não dava 10 metros, muda o jogo. As dificuldades que tivemos foi por não aproveitar o bom início, quando criamos as primeiras oportunidades. Depois nos desorganizamos taticamente como equipe. Na ânsia de querer fazer o gol, nos projetamos com jogadores que não eram para se projetar. Tomamos cinco contra-ataques e, em um deles, o gol – opinou Mano Menezes, que ainda completou:

– Criamos dificuldades a mais em um jogo que já seria difícil. Apesar de ser o lanterna, o América-MG tem feito jogos bem jogados, sabemos porque fizemos a análise. Aí, depois do gol, já não era mais uma linha de cinco deles, era de seis, e realmente tivemos dificuldades. Tivemos que encontrar outras maneiras, com dois atacantes enfiados lá dentro, o que não é a característica do Yuri Alberto. Martelamos, encontramos esse gol no final para amenizar o resultado, mas a gente não ameniza a atuação, que foi abaixo da esperada.

Mano Menezes na partida entre Corinthians x América-MG — Foto: Marcos Ribolli

Mano Menezes na partida entre Corinthians x América-MG — Foto: Marcos Ribolli

O Timão volta a campo na quarta-feira, contra o Cuiabá, fora de casa.

Confira abaixo outros trechos da entrevista de Mano Menezes:

Muitos erros técnicos

– Vestir a camisa do Corinthians já não é fácil, todos sabem que é uma camisa pesada. Viver estes momentos de pior colocação na tabela, isso piora um pouco. Minha missão é que eles passem por isso sem ter uma queda de qualidade técnica. Você erra (em campo), a situação do jogo se colocou para isso: o adversário bem postado atrás, a gente tendo que virar, você se precipita, a tomada de decisão piora um pouco, mas a gente vai conseguir resolver isso.

Organização

– Quando você constrói bem, está organizado de tal forma que, mesmo que perca a bola, a equipe está próxima. A gente já viu isso em alguns momentos, mas concordo que ainda tem oscilado. Não senti essa falta de organização só depois que sofremos o gol, penso que sofremos o gol por isso. Abrimos o meio-campo e ficamos longe. É um pouco de ansiedade para fazer o gol, querer empurrar para frente. Perdemos um gol no começo e na nossa cabeça talvez pensamos que era assim, e nos precipitamos. Não é uma organização por falta de querer fazer o certo, mas por tentar achar soluções que não são tão corretas. É seguir neste caminho que a gente vai chegar lá.

Jogos que restam

– Imagino uma reta final de jogos muito parelhos, com raras exceções como teve hoje um de placar mais elástico. Temos que nos preparar para isso. Mas também penso como o torcedor, também saio frustrado porque colocamos como objetivo os três pontos. Quando você não consegue, precisa fazer no jogo seguinte, que é difícil pelo calor e pelo time que temos que enfrentar. Temos que recuperar os pontos que deixamos aqui nos jogos que vêm pela frente.

Laterais

– Fagner já está retomando um pouco daquilo que foi no Corinthians e é uma referência, estava voltando de um período longo, estava difícil, achei que talvez tenha sido o melhor jogo dele desde que cheguei. Fábio não tinha condição de fazer 90 minutos, era um risco muito grande de perdemos. Coloquei Bidu sabendo que poderíamos ter uma boa passagem, eles não tinham um jogador no flanco pela direita. Nossa saída de bola seria mais natural por ali, não funcionou bem no primeiro tempo, não conseguimos entregar no jogo. Como são jogadores jovens, naquela pressão, às vezes não tenta mais, trouxemos a experiência do Fábio para a segunda parte. Jogadores acostumados, que já passaram por situações assim, conseguem entregar um jogo melhor.

O que melhorar

– Nossa equipe é técnica, tem jogadores técnicos. Quando uma equipe tem sua base de jogadores técnicos, tem que se impor tecnicamente, porque não é tanto de briga pela bola. Precisa estar com a bola por mais tempo, já estamos trabalhando isso. Saiu de trás com segurança, no segundo tempo piorou um pouco e saímos apertados. Quero que a equipe seja mais estável em campo, transmita segurança, porque isso permite que os jogadores melhores individualmente. Tenho certeza que o time pode entregar mais, a gente vai encontrar esse ponto.

Cruzamentos

– Quando o jogo fica no estágio que ficou hoje, é muito provável que você busque uma solução mais simplista, e esta solução é cruzar a bola na área. No primeiro tempo erramos situações que o gesto técnico não foi bom. A gente corrigiu, melhorou, falou sobre isso no intervalo. As variações das jogadas, as movimentações defensivas que você encontra quando o time está postado normal em campo, um pouco mais adiantado do que o América, você encontra esses espaços com mais frequência. Contra uma equipe baixa, e não estou reclamando do posicionamento do América, na ânsia de você tentar resolver os problemas, você simplifica.

Luta contra o rebaixamento

– A vida de técnico é essa mesmo. Já passei situações semelhantes em outros lugares, no Cruzeiro estive muito próximo da zona de rebaixamento e em outras enfurnado em 19. É como surfar ondas muito altas. Tem que passar tranquilidade aos jogadores para não deixar que a situação interfira dentro de campo.

Rojas

– Já dirigi um número bastante grande de estrangeiros recém-chegados, é normal uma dificuldade para adaptação. O trabalho é diferente, a frequência de jogos é diferente. Estamos trabalhando para ambientar o mais rápido possível, hoje achei que se encontrou melhor por dentro. Se ele tenta chutes da intermediária, como tentou hoje, é porque faz isso bem, senão não tentaria.

Mudança de posição do Fagner

– Fagner poderia fazer uma função de volante ou como extremo, como já fiz aqui com o Alessandro, como o Palmeiras faz com Mayke na segunda linha. Este é o pior momento para você fazer alguma inovação. O momento é de instabilidade. Se o treinador começa a inventar demais, vocês começam a chamar de professor pardal, as coisas não andam bem. Não vou fazer isso neste momento.

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