O prazo para o pedido de impugnação das chapas do Corinthians acabou na noite desta quinta-feira, e Augusto Melo, candidato da oposição, vai concorrer à eleição presidencial do clube sem questionamentos.
O documento com a confirmação das chapas, emitido pela Comissão Eleitoral, destaca o horário das 19 horas da última quarta-feira como o momento de conclusão dos atos e divulgação. De acordo com o estatuto do clube, qualquer associado tem 24 horas, após a divulgação da lista, para solicitar a impugnação de uma das chapas que concorrem ao pleito, o que não foi feito. Portanto, André Negão, da situação, e Augusto Melo, do grupo oposicionista, vão brigar pelo posto de presidente do Timão no dia 25 de novembro, no Parque São Jorge.
Na visão de alguns conselheiros, a candidatura de Augusto Melo deveria ser impugnada por conta de um crime contra a ordem tributária, que não aparece no estatuto como impeditivo para concorrer ao pleito. Opositores entendem que esse argumento seria utilizado para viabilizar um "golpe" da situação.
A última alternativa para quem quiser impugnar a candidatura de Augusto é levar o caso à justiça comum, mas o sucesso desta medida é improvável, diante do entendimento comum de que o clube tem seu regimento próprio e seus órgãos fiscalizadores para decidir e ser respeitado. Comissão Eleitoral, Conselho Deliberativo e associados entenderam que o nome da oposição pode concorrer ao pleito sem questionamentos.
Na última quarta-feira, a Comissão Eleitoral do Corinthians aprovou as candidaturas de André Negão e Augusto Melo. Ivaney, Domingos e Paulino votaram a favor da aprovação das candidaturas, enquanto Carlos Elias votou na impugnação de Augusto Melo. Carlos Senger não compareceu à votação.
Sócios influentes no clube chegaram a cogitar se lançar à disputa, como Herói Vicente, ex-diretor jurídico na gestão de Duilio Monteiro Alves, e Romeu Tuma Júnior, que deixou a Comissão Eleitoral recentemente. Ambos, porém, foram demovidos da ideia pelo risco de enfraquecer a oposição.
Tanto Augusto quanto André só podem renunciar à candidatura em caso de "força maior", por conta de algum evento excepcional. Nessa situação, o primeiro vice assumiria o lugar de postulante à presidente. Milton Leite, pelo lado do André, e Osmar Stabile, da parte do Augusto, seriam os encarregados. A renúncia que fugir deste cenário pode resultar até em queda da chapa do candidato.
Deixe seu comentário1116 visitas - Fonte: gazetaesportiva