Carlos Nujud, ex-diretor e conselheiro do Corinthians , deixou o grupo União dos Vitalícios, que conta com nomes influentes da política corintiana. Nei, como é conhecido, tomou essa decisão após a coletividade optar por não lançar um terceiro candidato para a eleição presidencial do clube, que vai acontecer no dia 25 de novembro.
Em vídeo divulgado no Instagram , Nujud expôs que a ideia do grupo inicialmente era lançar um candidato da Chapa 88 (também chamada de União dos Vitalícios). Paulo Garcia era o mais cotado, mas ele mesmo alegou que não era possível assumir essa responsabilidade neste momento.
Sem a candidatura de Paulo, a comunidade achou que estava muito tarde para pensar em um novo candidato, indo contra o que pensa Nei Nujud. O grupo optou por apoiar Augusto Melo, nome da Oposição, mesmo com as discordâncias de Carlos, de Antonio Roque Citadini, nome forte da política alvinegra, e outras pessoas do conjunto. André Luiz Oliveira, mais conhecido como André Negão, é a figura que representa a Situação.
"Essa é uma eleição da qual vamos participar de um pleito em que você tem duas candidaturas que não inspiram confiança para o eleitor, tanto uma como a outra. Não é aquele voto que é o melhor para o clube, 'é esse'. Temos a candidatura de um lado que é um continuísmo de 15 para 18 anos, que é o mesmo do qual a Renovação e Transparência surgiu à época, para acabar com o continuísmo do Dualib de 16 anos. Do outro lado temos uma candidatura aventureira. É uma aventura, a gente nunca sabe. Discurso populista, promessas difíceis de serem cumpridas", disse Nei em vídeo.
A reportagem da Gazeta Esportiva entrou em contato com Carlos Nujud, que deu mais detalhes de sua saída do grupo União dos Vitalícios. "Deixei o grupo a partir do momento que eles decidiram apoiar o Augusto. Assim, tenho a liberdade de votar qualquer pauta no Conselho sem ter que acompanhar o voto do grupo. Não dá para ficar em cima do muro", comentou.
Conselheiro vitalício do Corinthians, Nujud chegou a atuar como diretor de futebol do Timão entre 1998 e 2000, na época em que Alberto Dualib era o presidente. Durante o período em que permaneceu no cargo, o clube conquistou o bicampeonato brasileiro (1998 e 1999), o Paulistão de 1999 e o Mundial de Clubes, em 2000.
No último mandato de Andrés Sanchez, Nei atuou como diretor das categorias de base, cargo que deixou após Duilio Monteiro Alves tomar posse, no final de 2020.
Neste momento, Augusto Melo possui o apoio oficial de oito chapas: 05 (Paixão Corinthiana), 30 (Corinthians Mais Forte), 77 (São Jorge 77), 82 (Reconstruir), 83 (Valores 83), 90 (Oficial 90), 95 (Arquibancada 95) e 88 (União dos Vitalícios).
Já André Negão tem o suporte de seis chapas: 10 (Renovação e Transparência), 26 (26 Associativo), 11 (Fiéis Mosqueteiros), 15 (Tradição Corinthiana), 22 (Preto no Branco) e 33 (Corinthians com Respeito).
O prazo de inscrições para a eleição de novembro vai ser aberto no dia 28 de setembro e os aspirantes precisam da aprovação da Comissão Eleitoral para concorrerem ao pleito.
Nesta semana, o presidente do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) aprovou o empréstimo de um número estimado de 20 urnas eletrônicas para as eleições do Corinthians .
"Fui convidado a participar do grupo (União dos Vitalícios) pelo Fran (Papaiordanou), fiquei muito lisonjeado e contente, sendo sabedor de quem compunha o grupo. Pessoas íntegras, da mais alta confiabilidade, com serviços prestados relevantes ao clube. Nossas conversas giravam em torno de um candidato da própria chapa e o nome que sempre conversávamos era de Paulo Garcia. Infelizmente o Paulo Garcia nessa última reunião disse que não podia mais ser candidato, que ele não conseguiu se desocupar de problemas profissionais e pessoais para pleitear o cargo, e faz parte. O grupo achou que estava muito em cima da hora para lançarmos um candidato, o que eu discordo veementemente. Essa é uma eleição da qual vamos participar de um pleito em que você tem duas candidaturas que não inspiram confiança para o leitor, tanto uma como outra. Não é aquele voto que é o melhor para o clube, 'é esse'. Temos a candidatura de um lado que é um continuísmo de 15 para 18 anos, é o mesmo do qual a Renovação e Transparência surgiu à época, para acabar com o continuísmo do Dualib, de 16 anos. Do outro lado temos uma candidatura aventureira. É uma aventura, a gente nunca sabe. Discurso populista, promessas difíceis de serem cumpridas. Política é assim, se promete tudo e cumpre o que der. Nós precisaríamos de uma candidatura de mudança, corajosa, infelizmente isso não aconteceu. Espero que surja uma outra candidatura para que a gente mude esse estado, pelo menos para dar mais uma aqui!
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