Paulo Sérgio Brant de Carvalho Galizia, presidente do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), aprovou o empréstimo de um número estimado de 20 urnas eletrônicas para as eleições do Corinthians , que acontecerão no dia 25 de novembro.
Sendo assim, a tendência é que os equipamentos sejam utilizados para a eleição presidencial e do Conselho Deliberativo do Timão, válidas para o triênio 2024/2026.
O TRE-SP informou ao clube que "garantirá a adoção das medidas de segurança cabíveis e que arcará com os custos técnicos e pessoais para a realização dessas eleições". O Tribunal enviará equipe de técnicos e operadores e os próprios funcionários do órgão funcionarão como fiscais no ginásio do Parque São Jorge.
O presidente do TRE-SP entende que é "oportuna e fundamental a utilização do sistema eletrônico de votação em eleições não oficiais, para aproximar os eleitores e as eleitoras das urnas eletrônicas e da própria Justiça Eleitoral, contribuindo, desse modo, com o fortalecimento da democracia".
O anúncio da utilização das urnas eletrônicas deve ocorrer apenas após o acerto de detalhes técnicos entre Comissão Eleitoral e a Secretaria de Tecnologia da Informação, para calcular a estimativa de quantidade de bobinas e de servidores que prestarão apoio no dia a dia do pleito, assim como especificar quais e quantos materiais de expediente serão necessários. Outros pontos serão acordados com diferentes Secretarias, como o cálculo de eventuais despesas com o trabalho de servidores, se os custos da eleição podem ser suportados diretamente pelo orçamento anual do Tribunal e a elaboração da minuta de contrato de comodato e demais providências.
A utilização ou não de urna eletrônica para a eleição presidencial do Corinthians foi uma uma queda de braço entre grupos da Situação e Oposição do clube nos últimos meses.
A Situação sempre defendeu a utilização da urna eletrônica na contagem dos votos, enquanto a Oposição tinha preferência por cédulas de papel. Na última eleição, em 2020, o segundo método foi utilizado e Duilio Monteiro Alves foi eleito presidente do Timão com 1.081 votos dos sócios, sem qualquer contestação.
Em 2018, no entanto, foi diferente. Com a utilização de urna eletrônica, Andrés Sánchez foi eleito presidente do Corinthians com 1.235 votos e comandou o clube por dois anos. Meses depois, um parecer de uma empresa designada para auditar a eleição do Timão viu erros e indicou uma possível fraude no pleito realizado. De acordo com as investigações lideradas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), houve erros da contagem dos votos até à autenticação de quem realmente compareceu às urnas no Parque São Jorge.
André Luiz Oliveira, mais conhecido como André Negão, é o candidato situacionista, representando a chapa Renovação e Transparência . Já Augusto Melo é o nome da Oposição, representando o grupo Corinthians Mais Forte . O prazo de inscrições para a eleição de novembro vai ser aberto no dia 28 de setembro e os aspirantes precisam da aprovação da Comissão Eleitoral para concorrerem ao pleito.
A reportagem da Gazeta Esportiva entrou em contato com as assessorias dos dois candidatos para saber como eles se posicionam a respeito da aprovação do empréstimo das urnas eletrônicas feita pelo TRE-SP.
"O candidato à presidência do Corinthians André Luiz Oliveira, o André Negão, é favorável a utilização das urnas eletrônicas, assim como prevê o Estatuto do clube e crê que ninguém mais indicado do que o TRE-SP para fornecê-las por toda a sua confiabilidade e credibilidade."
"Entendemos como algo positivo, uma vez que o estatuto determina o uso de urnas eletrônicas e havia pressão da Situação para que alugassem o mesmo equipamento que provocou tanta polêmica e contestação em 2018."
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