A Conmebol é conivente com as confusões do futebol na América do Sul. Ela, que deveria rezar pela ordem, nunca fez nada relevante para coibir gestos de racismo ou qualquer outro dos times argentinos, sobretudo. Sempre se colocou de joelhos diante dos mandos dos gigantes River Plate e Boca Juniors, e agora faz o mesmo para clubes do país de menor expressão.
A Fifa já deixou claro que com racismo não tem jogo. Então, era o caso de a Confederação Sul-Americana ter parado a partida entre Newell"s Old Boys e Corinthians nesta terça-feira e informado a classificação do time brasileiro no intervalo ainda, quando o jogo estava empatado e logo após as manifestações dos torcedores de Rosário.
Mas há muito medo de tomar decisões educativas ou mesmo punitivas no futebol. Já passou da hora de os dirigentes que comandam o esporte serem mais corajosos e menos covardes. Todos eles. A CBF também deveria se posicionar de forma mais firme e menos submissa.
A punição deve estar no regulamento da competição, no caso da Copa Sul-Americana. Mas vale também para a Libertadores. A regra deveria ser simples: qualquer torcida que se manifestar de maneira racista, como imitar macaco, vai prejudicar o seu próprio time, com perda de ponto e exclusão do torneio. Ponto. Fim de papo.
Por isso defendo que o Corinthians deveria ter ficado no vestiário no intervalo. Todos foram chamados de macaco. Luxemburgo segurou a equipe o quanto pôde, mas foi chamado para voltar. Parece que nada que aconteça no estádio é mais importante do que os 90 minutos. Isso tem de acabar. Ainda falta coragem e boa vontade dos cartolas.
A Conmebol não merece respeito por isso. As cortinas jamais serão baixadas enquanto o teatro não acabar. Todos em campo são reféns dos dirigentes da entidade.
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