No último sábado (8), a Arquibancada 95, uma das chapas de oposição no Corinthians espalhou faixas pelo Parque São Jorge cobrando transparência na eleição de novembro no clube.
A manifestação aconteceu após o conselheiro Romeu Tuma Júnior deixar a comissão eleitoral. À coluna, Tuma Jr. falou em sabotagem à comissão, que ainda não se reuniu e não recebeu documentos pedidos por ele à diretoria administrativa. O diretor administrativo, Eduardo Caggiano Freitas, contestou as afirmações de Tuma Júnior.
Nas faixas espalhadas pela sede social do Corinthians, o grupo político cobrou eleições limpas e transparentes.
"Hoje, a nossa legítima manifestação só tem o objetivo de deixar claro que estamos de olho e não iremos aceitar nada contrário aos verdadeiros interesses do time do povo", diz trecho de comunicado divulgado pela Arquibancada 95. O grupo tem entre seus integrantes membros de torcidas organizadas.
A nota também diz que a ala "decidiu se manifestar publicamente sobre a possibilidade (ainda não confirmada) de as eleições de 2023 do SC Corinthians Paulista ocorrerem de forma eletrônica".
Em seguida, foram lembrados problemas ocorridos com os equipamentos eletrônicos de uma empresa usados no pleito de 2018, que teve a vitória de Andrés Sanchez.
Após Paulo Gracia, um dos candidatos derrotados, ir à Justiça, o Ministério Público apontou que o processo eleitoral "não foi íntegro, seguro e confiável".
Apesar de isso não estar no comunicado da Arquibancada 95, o grupo não é contrário às urnas eletrônicas se forem usadas as do TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
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